{"id":4989,"date":"2021-09-07T13:59:22","date_gmt":"2021-09-07T13:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4989"},"modified":"2021-10-06T11:10:08","modified_gmt":"2021-10-06T11:10:08","slug":"rita-rato-a-memoria-e-sempre-um-espaco-de-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/09\/07\/rita-rato-a-memoria-e-sempre-um-espaco-de-disputa\/","title":{"rendered":"Rita Rato: \u201cA mem\u00f3ria \u00e9 sempre um espa\u00e7o de disputa\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Aos 37 anos, foi escolhida para dirigir o Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade, um ano ap\u00f3s ter deixado a Assembleia da Rep\u00fablica, onde foi deputada do PCP por 10 anos. Defende que o museu deve ser um espa\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria democr\u00e1tica, imprescind\u00edvel face \u00e0s tentativas de branqueamento do fascismo e fala da import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o social e participa\u00e7\u00e3o das pessoas para a defesa dos direitos e da liberdade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Agora que acaba de cumprir um ano \u00e0 frente do museu, que balan\u00e7o faz da sua experi\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n<p>Sou suspeita, mas fa\u00e7o um balan\u00e7o francamente positivo, tendo em conta a din\u00e2mica do museu, num contexto em que tivemos per\u00edodos encerrados ao p\u00fablico, por for\u00e7a do confinamento. Quer ao n\u00edvel das minhas expetativas, face ao que tinha perspetivado sobre a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o do museu, da valoriza\u00e7\u00e3o da mensagem da resist\u00eancia \u00e0 ditadura e do universo da resist\u00eancia e da luta pela liberdade, pelo que foi poss\u00edvel fazer \u2014 de certa forma, reinventarmo-nos \u2014 quer ao n\u00edvel da programa\u00e7\u00e3o, da rela\u00e7\u00e3o e do trabalho com as escolas, da pr\u00f3pria din\u00e2mica da equipa do museu e do que tivemos de criar em termos de trabalho, o balan\u00e7o \u00e9 francamente positivo. E \u00e9-o tamb\u00e9m face ao n\u00famero de visitantes, \u00e0 atividade regular do museu e \u00e0 programa\u00e7\u00e3o realizada. Foi poss\u00edvel chegar a novos p\u00fablicos que nunca tinham visitado o museu, quer atrav\u00e9s da liga\u00e7\u00e3o com escolas e associa\u00e7\u00f5es da cidade e da \u00e1rea metropolitana, quer atrav\u00e9s de visita livre e outras parcerias que desenvolvemos, com o Teatro Nacional D. Maria II, Atelier-Museu J\u00falio Pomar, Teatro S\u00e3o Luiz e Doclisboa. Temos sentido muita disponibilidade [dos visitantes] para conhecerem e regressarem para outras atividades do museu, por exemplo, a partir das exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Da programa\u00e7\u00e3o e das exposi\u00e7\u00f5es que foram&nbsp;realizando e do contacto com as hist\u00f3rias de resist\u00eancia, houve alguma coisa que a tivesse surpreendido?<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo deste ano, confirmei uma perce\u00e7\u00e3o que tinha, de que o que para n\u00f3s \u00e9 adquirido como um conhecimento consensual e generalizado sobre a luta do combate \u00e0 ditadura, n\u00e3o \u00e9 assim, nem de perto, nem de longe, para toda a gente. E \u00e9 uma perspetiva transgeracional, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da gera\u00e7\u00e3o mais jovem dos mais velhos. A equipa e os mediadores que fazem as visitas orientadas ao museu partilham que, muitas vezes, quando est\u00e3o a falar com pessoas mais velhas, estas desabafam que nunca tinham ouvido falar de determinado acontecimento. \u00c9 preciso percebermos que, infelizmente, os impactos muito profundos de 48 anos de ditadura ainda limitam muito a pr\u00f3pria mem\u00f3ria da resist\u00eancia e da luta pela liberdade. E claro que isso pode ser mais evidente em gera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o viveram esse per\u00edodo, mas tamb\u00e9m em gera\u00e7\u00f5es que o viveram. Da\u00ed a import\u00e2ncia da partilha de informa\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias, testemunhos orais, que s\u00e3o a grande parte do esp\u00f3lio do museu.<\/p>\n\n\n\n<p>Considero importante valorizarmos experi\u00eancias de partilha e resist\u00eancia mais organizadas do ponto de vista pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m experi\u00eancias mais comuns, de muitos milhares de \u201can\u00f3nimos\u201d que participaram na luta contra a ditadura, muitas vezes sem ter a perce\u00e7\u00e3o de que muitos outros o faziam tamb\u00e9m, de forma mais organizada ou dirigida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim \u00e9 muito evidente, ao fim de um ano de mandato, que a miss\u00e3o deste museu faz todo o sentido. \u00c9 cada vez mais necess\u00e1ria e oportuna, pela preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, pela constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria democr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m face \u00e0s tentativas de branqueamento do fascismo que vivemos nos dias de hoje e, portanto, pela import\u00e2ncia de denunciar efetivamente o que significou a ditadura no nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Porqu\u00ea esta exposi\u00e7\u00e3o, in\u00e9dita, dedicada \u00e0s Tr\u00eas Marias?<\/p>\n\n\n\n<p>Queria muito trabalhar este tema. As quest\u00f5es das mulheres e das resist\u00eancias tinha sido uma das linhas do meu projeto [de candidatura]. Quando comecei a pensar no ponto de partida \u00e0 abordagem sobre as mulheres e a investigar, apercebi-me que em 2021 se cumpriam 50 anos do in\u00edcio da escrita das Novas Cartas. Comecei a conversar com algumas pessoas, algumas mulheres, n\u00e3o apenas da minha idade mas at\u00e9 mais velhas, e percebi que n\u00e3o h\u00e1 um grande conhecimento sobre a hist\u00f3ria das Novas Cartas Portuguesas e das Tr\u00eas Marias, da\u00ed a import\u00e2ncia de a contar. As Tr\u00eas Marias surgem num contexto, mas antes destas Tr\u00eas existiram outras Marias, e depois existiram outras. De certa forma, trata-se de perceber que falar desta forma de resist\u00eancia, atrav\u00e9s da literatura que elas desenvolveram, aconteceu enquanto muitas outras mulheres estavam a lutar por muitos outros direitos. E cruzar as hist\u00f3rias dessa forma tem esse interesse, de perceber que as lutas n\u00e3o eram isoladas, mesmo que tenham origens diferentes, percursos diferentes, mesmo que nalgum momento n\u00e3o sejam conhecidas por umas e por outras, mas s\u00e3o hist\u00f3rias que, de facto, quanto ao objetivo da luta pela liberdade, pela queda do regime e pelos direitos democr\u00e1ticos, pelos direitos das mulheres, tinham esse objetivo comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">E o que \u00e9 que dizem aqueles que foram aqui presos e torturados? O que \u00e9 que sentem num museu que tenta resgatar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e, simultaneamente, manter viva a mem\u00f3ria de um per\u00edodo que tantas vezes se tenta apagar?<\/p>\n\n\n\n<p>Da minha experi\u00eancia, acho que existe uma grande humildade por parte de quem resistiu \u00e0 ditadura e lutou pela liberdade. Se n\u00f3s hoje estamos aqui neste museu, que foi uma pris\u00e3o, a falar sobre estas quest\u00f5es, se existiu o 25 de Abril, devemo-lo a milhares de mulheres e homens que lutaram por isso de forma muito dedicada. Mas, regra geral, diria que quem o fez o assume de forma muito humilde, \u00e0s vezes at\u00e9 como se fosse uma inevitabilidade ter lutado contra o fascismo. E n\u00e3o \u00e9 assim, porque nem todos lutaram. O m\u00ednimo que podemos fazer \u00e9 agradecer-lhes, homenage\u00e1-los e continuar a preservar a sua mem\u00f3ria. \u00c9 um compromisso, um dever deste museu. Acho que s\u00e3o experi\u00eancias muito dolorosas, muito duras, sejam de familiares, filhos, sejam dos pr\u00f3prios resistentes. S\u00e3o&nbsp;experi\u00eancias de muito sofrimento e muitas vezes s\u00e3o relativizadas porque s\u00e3o entendidas como \u201ctinha de ser assim, n\u00e3o t\u00ednhamos alternativa\u201d.Cabe a este museu dizer \u201cclaro que sim e somos gratos por isso\u201d e, ao mesmo tempo, explicar que cada pessoa que resistiu tem uma experi\u00eancia \u00fanica de resist\u00eancia, a forma como lidou com a tortura, com os contextos familiares, como tinha mais ou menos apoio. Cada hist\u00f3ria, por si, tem um valor pr\u00f3prio muito grande, seja o percurso de algu\u00e9m mais organizado do ponto de vista pol\u00edtico, ou algu\u00e9m mais \u201can\u00f3nimo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">As crian\u00e7as d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio fazem parte deste circuito de visitas coletivas. Que papel pode ter um museu como o Aljube na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia dos mais jovens?<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os espa\u00e7os de cultura devem ter uma liga\u00e7\u00e3o privilegiada com as escolas porque \u00e9 atrav\u00e9s das escolas que chega o que chamo de p\u00fablico adotivo, que, muitas vezes, se n\u00e3o for atrav\u00e9s da escola, n\u00e3o tem acesso a espa\u00e7os p\u00fablicos de cultura e essa rela\u00e7\u00e3o pode ser fundamental como pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico: algu\u00e9m que vem com a escola e gosta pode voltar, mais tarde, com os pais, amigos, familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>A liga\u00e7\u00e3o dos museus, e deste museu em particular, com a miss\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o para os direitos humanos, com a miss\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 ditadura, tem esse valor acrescido. Claro que com linguagens diferentes, em fun\u00e7\u00e3o de cada ciclo de ensino e do projeto pedag\u00f3gico de cada escola. Mas o que \u00e9 muito evidente \u00e9 que a tem\u00e1tica da liberdade, da luta pela liberdade, pode ser abordada desde o pr\u00e9-escolar at\u00e9 ao ensino superior. Quando reabrimos, em abril, tivemos as crian\u00e7as d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio e foi muito interessante perceber, como disseram alguns mediadores da visita, que alguns alunos do primeiro ciclo tinham mais informa\u00e7\u00e3o e refer\u00eancias sobre o museu do que vemos em algumas visitas com adultos. Acho que isso tem muito a ver com a forma como o Movimento da Escola Moderna trabalha o pr\u00e9-visita e o p\u00f3s-visita. A visita n\u00e3o \u00e9 um ponto final, \u00e9 um ponto de partida. \u00c9 muito interessante perceber como n\u00e3o haver uma l\u00f3gica expositiva mas uma l\u00f3gica em que a visita \u00e9 constru\u00edda com eles e \u00e9 partilhada faz toda a diferen\u00e7a na abordagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Queremos, no pr\u00f3ximo ano letivo, continuar a desenvolver projetos com a A Voz do Oper\u00e1rio e esperamos conseguir faz\u00ea-lo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Hoje, com o crescimento da extrema-direita, vivemos num contexto em que existe uma batalha cada vez maior pelo relato hist\u00f3rico. Sente que este museu pode dar um contributo para o combate ao fascismo?<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que este museu d\u00e1 esse contributo desde que foi fundado, em 2015. De resto, houve testemunhos que foram recolhidos logo nesse ano, e ainda bem que o foram porque muitas dessas pessoas, infelizmente, j\u00e1 faleceram. A decis\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o deste museu e as primeiras decis\u00f5es que se tomaram foram muito acertadas, nesse sentido. Este museu tem um compromisso democr\u00e1tico e isso n\u00e3o \u00e9 coisa pouca, sobretudo se pensarmos que a maior parte dos museus, que s\u00e3o espa\u00e7os de mem\u00f3ria e de educa\u00e7\u00e3o para os direitos humanos, n\u00e3o s\u00e3o frequentes na Europa. Em Espanha, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel constituir um museu com estas caracter\u00edsticas. A mem\u00f3ria \u00e9 sempre um espa\u00e7o de disputa. Por isso \u00e9 que \u00e9 fundamental a defesa e a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria democr\u00e1tica. Se n\u00e3o se contar, se n\u00e3o se partilhar, se n\u00e3o se instruir a mem\u00f3ria a partir do que foram as experi\u00eancias da resist\u00eancia \u00e0 ditadura e da defesa da liberdade e da democracia, este \u00e9 um espa\u00e7o que ser\u00e1 ocupado no sentido inverso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">H\u00e1 similitudes entre o discurso do fascismo em Portugal, que se pode observar nas paredes do museu, com estas novas organiza\u00e7\u00f5es de extrema-direita?<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dias, descobri na Feira da Ladra um livro de instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em que, entre v\u00e1rias coisas, explicava a figura de Salazar e a necessidade do seu aparecimento e a forma como viria equilibrar as contas p\u00fablicas e combater a corrup\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito arrepiante pensar que aquilo que ouvimos hoje \u00e9 um discurso que j\u00e1 foi utilizado para legitimar uma ditadura. E isso significa que temos de desmontar esse discurso e perceber que esse discurso j\u00e1 teve um resultado: 48 anos de atraso profundo, de repress\u00e3o, de viol\u00eancia num pa\u00eds, com impactos que hoje continuamos a sentir. Se de alguma coisa nos serve \u00e9 para aprender com estrat\u00e9gias que j\u00e1 foram usadas no passado, n\u00e3o no sentido da emancipa\u00e7\u00e3o mas da opress\u00e3o e repress\u00e3o. Uma forma central de combater o recrudescimento, a prolifera\u00e7\u00e3o de movimentos dessa natureza, tem de ser atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e da cultura. Quanto mais pessoas visitarem este museu, quanto mais pessoas ouvirem testemunhos dos resistentes antifascistas, menos espa\u00e7o h\u00e1 para que o discurso do \u00f3dio, da opress\u00e3o, da explora\u00e7\u00e3o e da repress\u00e3o ganhe espa\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E, por isso a educa\u00e7\u00e3o e a cultura t\u00eam aqui um papel fundamental, a educa\u00e7\u00e3o para os direitos humanos, a cultura da resist\u00eancia, a partilha desse universo \u00e9 fundamental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos a dois anos dos cinquenta anos do 25 de Abril e teremos condi\u00e7\u00f5es de fazer um balan\u00e7o. Apesar de todas as dificuldades e do tanto que ainda h\u00e1 para fazer, muito foi feito e o pa\u00eds conseguiu avan\u00e7ar de forma extraordin\u00e1ria. Claro que poder\u00edamos ter avan\u00e7ado muito mais, mas n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel. Acho que a qualquer tipo de amea\u00e7as, sejam mais ou menos institucionalizadas, \u00e9 fundamental responder com a preserva\u00e7\u00e3o e partilha da mem\u00f3ria democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"pergunta\">Est\u00e3o a preparar algum tipo de programa\u00e7\u00e3o para os 50 anos do 25 de Abril?<\/p>\n\n\n\n<p>O Museu do Aljube quer assinalar os 50 anos do 25 de Abril e queremos come\u00e7ar a faz\u00ea-lo j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano. Vai ser um momento fundamental de interven\u00e7\u00e3o, partilha, de maior conhecimento sobre o 25 de Abril. Este museu explica que houve 48 anos de caminho at\u00e9 ao 25 de Abril. Existiram 48 anos de ditadura, mas tamb\u00e9m 48 anos de resist\u00eancia. Devemos assinalar os 50 anos de 25 de Abril no sentido de gratid\u00e3o para com quem resistiu e lutou pela liberdade, mas tamb\u00e9m enquanto inspira\u00e7\u00e3o para continuarmos a resistir, a lutar, porque nada est\u00e1 ganho para todo o sempre e \u00e9 fundamental perceber que em todos os momentos hist\u00f3ricos, a mobiliza\u00e7\u00e3o social e a participa\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 que garante a defesa dos direitos e da liberdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E por isso \u00e9 importante, no que est\u00e1 programado, ligar as quest\u00f5es da resist\u00eancia \u00e0s resist\u00eancias de hoje: em torno das quest\u00f5es mais gerais da participa\u00e7\u00e3o estudantil \u2014 para o ano fazem 60 anos da crise acad\u00e9mica de 62 \u2014 em torno das lutas ambientais, das quest\u00f5es lgbtiq+, das quest\u00f5es das mulheres, do colonialismo e do anti-racismo.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 37 anos, foi escolhida para dirigir o Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade, um ano ap\u00f3s ter deixado a Assembleia da Rep\u00fablica, onde foi deputada do PCP por 10 anos. 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