{"id":4873,"date":"2021-08-03T20:20:24","date_gmt":"2021-08-03T20:20:24","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4873"},"modified":"2021-09-07T13:41:07","modified_gmt":"2021-09-07T13:41:07","slug":"graca-antes-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/08\/03\/graca-antes-e-agora\/","title":{"rendered":"Gra\u00e7a antes e agora"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00f3s, crian\u00e7as d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, fizemos, durante esta semana, uma oficina de jornalismo. Escolhemos fazer uma reportagem da Gra\u00e7a, para que todas as pessoas que recebem o jornal conhe\u00e7am melhor este bairro e os seus arredores.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Beatriz, Guilherme, Inaara, In\u00eas, Jo\u00e3o, Leonor, Luna e Mariana<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O bairro da Gra\u00e7a \u00e9 um bairro muito antigo e bonito. Antigamente, as pessoas da Gra\u00e7a que entrevist\u00e1mos trabalhavam desde que eram crian\u00e7as e, por isso, n\u00e3o iam \u00e0 escola. Havia mais zonas verdes e inc\u00eandios, mais barracas e casas de madeira. Nos \u00faltimos anos, o bairro ficou mais rico e h\u00e1 mais turistas, mas a vida ficou mais cara. Agora, com a pandemia, h\u00e1 menos turistas, por isso h\u00e1 menos gente a andar de t\u00e1xi, a comprar comida na frutaria, h\u00e1 menos vendas na Feira da Ladra e na papelaria em frente \u00e0 escola Gil Vicente.<\/p>\n\n\n\n<p>Fal\u00e1mos com os Bombeiros Sapadores da Gra\u00e7a. Quando n\u00e3o h\u00e1 inc\u00eandios, os bombeiros est\u00e3o aquartelados e fazem turnos de 24 horas. O quartel de Sapadores tem mais de 600 anos e s\u00e3o profissionais. Antes, havia mais barracas e casas de madeira e zonas verdes e isso provocava mais inc\u00eandios. Havia inc\u00eandios praticamente todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o papeleiro, as f\u00e9rias e a pandemia andam a dificultar as vendas. O que facilitava o seu neg\u00f3cio era a escola que est\u00e1 \u00e0 frente da loja, a escola Gil Vicente. Omar, o papeleiro, anda a vender h\u00e1 um ano e meio, e antes vendia mais gomas, chupa-chupas, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A feirante Filomena vende na feira da ladra h\u00e1 20 anos. Gosta muito de vender na feira. Agora, com a pandemia, vende tr\u00eas vezes menos, mas acha que antigamente vendia mais. Segundo ela, tudo come\u00e7ou porque, h\u00e1 alguns anos, a moeda era o Escudo e agora \u00e9 o Euro. Antes vendia roupa nova e agora vende roupa usada.<\/p>\n\n\n\n<p>O pol\u00edcia Jos\u00e9 disse que os turistas antes eram mais roubados por causa dos furtos, s\u00f3 que j\u00e1 n\u00e3o acontece tanto porque j\u00e1 est\u00e3o mais avisados. O crime que ele mais encontra \u00e9 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Eles n\u00e3o prendem crian\u00e7as. Ele d\u00e1 muitas multas, principalmente a carros mal-estacionados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entrevistada L\u00eddia disse-nos que, h\u00e1 48 anos, quando ela tinha 23 anos, morava na Damaia e veio para a Gra\u00e7a. Antes, ela trabalhava desde os 7 anos em casa e a partir dos 10 passou a trabalhar numa peixaria. N\u00e3o tinha direito ao estudo. Quando pergunt\u00e1mos se ela nota alguma diferen\u00e7a entre a Gra\u00e7a antes e agora, o que ela nos disse foi que na zona onde ela vive n\u00e3o h\u00e1 muita diferen\u00e7a, mas que no centro passou a haver muito mais turistas. Talvez at\u00e9 mais turistas do que portugueses. Agora, \u00e9 tudo para ingl\u00eas ver. Tamb\u00e9m nos falou sobre o orgulho e amor que tem nos seus filhos, porque acha que os ensinou a viver da melhor forma. Ela acha que os ensinamentos resultaram. Tamb\u00e9m porque tinha duas netas e acha que as crian\u00e7as devem crescer bem, para se tornarem \u201cos homens do amanh\u00e3\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem da frutaria, o M\u00e1rio, disse que o seu neg\u00f3cio n\u00e3o anda muito bem, por\u00e9m n\u00e3o anda nada mal porque vende cerca de 3000 produtos por dia. O homem da frutaria disse que trabalha h\u00e1 29 anos na frutaria. Nunca vende \u00e0s mesmas pessoas porque h\u00e1 muitos turistas e muita movimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O taxista Mateus diz que antes havia mais turistas do que agora, o que facilitava o trabalho. Come\u00e7ou a conduzir t\u00e1xis porque a reforma era muito baixa. Vive em Sapadores e acha que a grande diferen\u00e7a \u00e9 que agora h\u00e1 muitas esplanadas e isso tira mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Achamos que valeu a pena fazer a reportagem porque \u00e9 sempre bom saber as raz\u00f5es das outras pessoas para alguma coisa e, em vez de tentar saber pensando sozinho, \u00e9 mais f\u00e1cil perguntar diretamente \u00e0s pessoas e a informa\u00e7\u00e3o sai mais verdadeira. Por causa disso, n\u00f3s sa\u00edmos \u00e0 rua e fizemos uma reportagem coletiva. N\u00f3s prioriz\u00e1mos entrevistar as pessoas mais idosas porque elas sabem mais sobre o lugar onde estiveram durante mais tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s, crian\u00e7as d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, fizemos, durante esta semana, uma oficina de jornalismo. Escolhemos fazer uma reportagem da Gra\u00e7a, para que todas as pessoas que recebem o jornal conhe\u00e7am melhor este bairro e os seus arredores. 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