{"id":4680,"date":"2021-06-15T11:58:13","date_gmt":"2021-06-15T11:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4680"},"modified":"2021-08-03T20:39:45","modified_gmt":"2021-08-03T20:39:45","slug":"almada-mandato-rico-em-polemicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/06\/15\/almada-mandato-rico-em-polemicas\/","title":{"rendered":"Almada. Mandato rico em pol\u00e9micas"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, a CDU perdeu a C\u00e2mara Municipal de Almada por pouco mais de 300 votos. Pela primeira vez desde as primeiras elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas em democracia, o concelho experimentou uma gest\u00e3o diferente e envolta em pol\u00e9micas constantes. O PS apresentou, ent\u00e3o, a ex-atriz e deputada In\u00eas de Medeiros \u00e0 presid\u00eancia da autarquia sem esperar, contudo, roubar Almada aos comunistas e verdes. Foi o BE que lan\u00e7ou o desafio. \u201cTirar a maioria absoluta \u00e0 CDU para que o executivo de Almada se abra a uma participa\u00e7\u00e3o plural da esquerda\u201d, anunciava Joana Mort\u00e1gua, que agora se volta a recandidatar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com In\u00eas de Medeiros \u00e0 frente da c\u00e2mara n\u00e3o houve qualquer acordo ou abertura \u00e0 esquerda, bem pelo contr\u00e1rio. O PSD alcan\u00e7ou 14% dos votos e a elei\u00e7\u00e3o de dois vereadores que formaram uma coliga\u00e7\u00e3o com o PS para os seguintes quatro anos. Para al\u00e9m da atual presidente da autarquia, que se volta a candidatar pelo PS, tamb\u00e9m Nuno Matias repete pelo PSD.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a CDU que traz um novo rosto para a contenda eleitoral com o objetivo de recuperar Almada. Maria das Dores Meira, que apresenta no curr\u00edculo a presid\u00eancia da C\u00e2mara Municipal de Set\u00fabal durante v\u00e1rios mandatos, encabe\u00e7a este projeto.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quatro anos de pol\u00e9micas<\/h2>\n\n\n\n<p>Logo que soube da surpreendente vit\u00f3ria, In\u00eas de Medeiros anunciou que passaria a ir trabalhar para Almada de cacilheiro. Passada a febre da vit\u00f3ria, a autarca do PS nunca p\u00f4s esse plano em pr\u00e1tica. Mas p\u00f4s outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, deu pol\u00e9mica o acordo assinado com o core\u00f3grafo Paulo Ribeiro para a cria\u00e7\u00e3o da Casa da Dan\u00e7a de Almada por estar prevista a instala\u00e7\u00e3o da nova estrutura na Casa da Juventude \u2018Ponto de Encontro\u2019, em Cacilhas, usada por uma dezena de grupos locais e ber\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica almadense h\u00e1 30 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem nunca esconder que o plano para Almada passaria por replicar o que chamou de \u201csucesso de Lisboa\u201d, a turistifica\u00e7\u00e3o do concelho passou a ser uma prioridade. Foi nessa estrat\u00e9gia que se inseriu a decis\u00e3o, em 2020, de pavimentar uma estrada em cima de uma zona dunar na Fonte da Telha. \u00c9 um dos para\u00edsos naturais que se encontra em \u00e1rea de paisagem protegida e donde se pode observar a imponente arriba f\u00f3ssil. O anterior pavimento era empedrado com o objetivo de permeabilizar o solo e proteger as dunas, mas a pol\u00e9mica estalou com a decis\u00e3o da autarquia asfaltar com alcatr\u00e3o o acesso \u00e0 praia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os partidos \u00e0 esquerda do PS denunciaram o que disseram ser um atentado ambiental e a associa\u00e7\u00e3o ambiental Zero contestou fortemente a obra. A autarquia respondeu dizendo que tinha luz verde da Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA) mas esta organiza\u00e7\u00e3o veio esclarecer que \u201cn\u00e3o foi emitido qualquer parecer\u201d e mais tarde chumbou mesmo a pavimenta\u00e7\u00e3o do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano, a presidente da autarquia protagonizou outra pol\u00e9mica ao afirmar que os bairros sociais de Almada t\u00eam o privil\u00e9gio de ter uma \u201cvista maravilhosa\u201d e que ela pr\u00f3pria se mudaria \u201camanh\u00e3\u201d para um deles. Partidos de esquerda e associa\u00e7\u00f5es de moradores criticaram as declara\u00e7\u00f5es da presidente e afirmaram que esta estava a tentar desvalorizar as graves condi\u00e7\u00f5es em que vivem milhares de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m se agravou a rela\u00e7\u00e3o entre a autarquia e os seus trabalhadores. Exemplo disso foi, em outubro de 2020, quando a autarca do PS se recusou a receber os representantes do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administra\u00e7\u00e3o Local (STAL). A c\u00e2mara pretendia iniciar um processo de desmantelamento do servi\u00e7o de sa\u00fade ocupacional, retirando as especialidades conquistadas pelos trabalhadores remetendo-os exclusivamente para a medicina do trabalho. Para al\u00e9m disso, o executivo camar\u00e1rio quer reduzir o pagamento aos fornecedores dos refeit\u00f3rios, transferindo os custos para os trabalhadores, e acabando com a sopa gratuita, que em alguns casos significar\u00e1 menos uma refei\u00e7\u00e3o por dia. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es, os trabalhadores contestam a proposta da autarquia de retirar aos seus filhos a creche e jardim de inf\u00e2ncia por eles constru\u00edda, passando a incluir este equipamento na rede nacional das IPSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem espa\u00e7o para uma reuni\u00e3o de 1700 funcion\u00e1rios, a autarquia prop\u00f4s uma instala\u00e7\u00e3o que dava apenas para 200, mas n\u00e3o era suficiente e o STAL sugeriu que o plen\u00e1rio se realizasse na rua como j\u00e1 tinha sido autorizado pela C\u00e2mara Municipal noutras ocasi\u00f5es, explicou, ent\u00e3o, \u00e0 Voz do Oper\u00e1rio Pedro Rebelo, dirigente sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas desta vez, a reuni\u00e3o n\u00e3o foi autorizada e os trabalhadores decidiram avan\u00e7ar na mesma para o plen\u00e1rio com desfile rumo \u00e0 C\u00e2mara Municipal. Quando os manifestantes se encontravam junto \u00e0 C\u00e2mara Municipal, In\u00eas de Medeiros tentou interromper o plen\u00e1rio contestando os argumentos dos trabalhadores e tentando oferecer uma reuni\u00e3o cujo pedido se havia negado a responder.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano financeiro, a autarquia tamb\u00e9m n\u00e3o esteve isenta de pol\u00e9micas. Em abril deste ano, In\u00eas de Medeiros alegou que pediu um empr\u00e9stimo para fazer face a um conjunto de obras j\u00e1 programadas, conciliando com o \u201cesfor\u00e7o que o munic\u00edpio tem de fazer para poder concorrer ao Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia\u201d, noticiou o AbrilAbril. Contudo, no m\u00eas anterior, a autarquia tinha entregue \u00e0 banca 20 milh\u00f5es de euros com uma taxa de juro de 0%, o que n\u00e3o acontece com o empr\u00e9stimo que pode custar aos mun\u00edcipes 200 mil euros, devido \u00e0 taxa de 0,5%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, a CDU perdeu a C\u00e2mara Municipal de Almada por pouco mais de 300 votos. Pela primeira vez desde as primeiras elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas em democracia, o concelho experimentou uma gest\u00e3o diferente e envolta em pol\u00e9micas constantes. O PS apresentou, ent\u00e3o, a ex-atriz e deputada In\u00eas de Medeiros \u00e0 presid\u00eancia da autarquia sem &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/06\/15\/almada-mandato-rico-em-polemicas\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Almada. Mandato rico em pol\u00e9micas<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":4681,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[50],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4680"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4899,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4680\/revisions\/4899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4680"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=4680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}