{"id":4655,"date":"2021-06-15T11:18:38","date_gmt":"2021-06-15T11:18:38","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4655"},"modified":"2021-06-15T11:18:40","modified_gmt":"2021-06-15T11:18:40","slug":"resistir-ao-passado-para-conquistar-o-futuro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/06\/15\/resistir-ao-passado-para-conquistar-o-futuro-2\/","title":{"rendered":"Resistir ao passado para conquistar o futuro"},"content":{"rendered":"\n<p>A homenagem d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio \u00e0 resistente antifascista Concei\u00e7\u00e3o Matos \u00e9 um ato de inteira justeza. Milhares de mulheres e homens dedicaram os melhores dias das suas vidas \u00e0 luta contra o regime fascista. Muitos foram perseguidos, presos e torturados. O levantamento militar e a revolu\u00e7\u00e3o que o acompanhou foram o corol\u00e1rio de enormes sacr\u00edficios para todos eles e n\u00e3o foram poucos os que n\u00e3o chegaram a ver sequer os frutos da luta que semearam durante 48 anos de barb\u00e1rie. Podiam muito bem ter optado por ficar no recato do lar e ter sucumbido \u00e0 mis\u00e9ria e \u00e0 pobreza no sil\u00eancio. As mulheres e os homens que nunca puderam ser crian\u00e7as e que cresceram a trabalhar no campo ou nas f\u00e1bricas, sob o signo do analfabetismo, por meia d\u00fazia de tost\u00f5es, podem ver, de forma escancarada nas televis\u00f5es, a reabilita\u00e7\u00e3o do fascismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os suced\u00e2neos do salazarismo nunca se foram embora. Estiveram escondidos, \u00e0 espera de um contexto prop\u00edcio para voltarem a propagar a ideologia que afogou o pa\u00eds na mais bruta das mis\u00e9rias. Querem fazer-nos crer que as desigualdades sociais dos nossos dias se resolvem com piscares de olho a um passado em que os grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros tinham r\u00e9dea solta. Mas muitos dos que hoje est\u00e3o \u00e0 frente das principais empresas e bancos v\u00eam precisamente dessas fam\u00edlias e s\u00e3o eles que desde 25 de Novembro de 1975 procuram vingar os avan\u00e7os progressistas da revolu\u00e7\u00e3o de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas assistimos a um ataque cerrado aos direitos laborais, entre outros, argumentando que a nossa arquitetura legal, que regula o trabalho, \u00e9 demasiado r\u00edgida. O facto \u00e9 que a cada machadada no c\u00f3digo do trabalho o pa\u00eds continua a afastar-se dos restantes pa\u00edses europeus e os trabalhadores cada vez mais pobres. Para os que alegam que s\u00f3 \u00e9 pobre quem quer, os n\u00fameros est\u00e3o a\u00ed para mostrar o contr\u00e1rio. Em Portugal, s\u00e3o quase 60% os adultos pobres que trabalham. Se o caminho para sair desta encruzilhada n\u00e3o \u00e9 o dos partidos que t\u00eam governado Portugal nas \u00faltimas d\u00e9cadas, muito menos ser\u00e1 o daqueles que apostam em dar oxig\u00e9nio \u00e0 extrema-direita. O inimigo de todos eles \u00e9 Abril e essa alvorada de conquistas sociais que p\u00f5e em cheque o poder deles de se fazerm ricos \u00e0 custa do nosso trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A homenagem d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio \u00e0 resistente antifascista Concei\u00e7\u00e3o Matos \u00e9 um ato de inteira justeza. Milhares de mulheres e homens dedicaram os melhores dias das suas vidas \u00e0 luta contra o regime fascista. Muitos foram perseguidos, presos e torturados. 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