{"id":4544,"date":"2021-05-05T18:47:33","date_gmt":"2021-05-05T18:47:33","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4544"},"modified":"2021-06-15T11:58:50","modified_gmt":"2021-06-15T11:58:50","slug":"abril-regressa-as-ruas-em-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/05\/05\/abril-regressa-as-ruas-em-forca\/","title":{"rendered":"Abril regressa \u00e0s ruas em for\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p>Algures, na avenida, canta Zeca Afonso: \u201cQue venha a brisa lavar-nos a cara. Seremos muitos, seremos algu\u00e9m\u201d. Apesar da amea\u00e7a de chuva, s\u00f3 a brisa quente da primavera marcou presen\u00e7a em Lisboa. E gente, muita gente. Na frente, como h\u00e1 47 anos, as chaimites abriram caminho ao avan\u00e7o da multid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o de Abril voltou a sair \u00e0s ruas trazendo consigo a atualidade da luta contra o fascismo e a mem\u00f3ria daqueles que desafiaram a ditadura para construir uma sociedade com valores democr\u00e1ticos e justi\u00e7a social. As principais cidades do pa\u00eds fizeram parte da celebra\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o de muitos milhares de pessoas nas concentra\u00e7\u00f5es e desfiles marcados para a tarde do dia 25.<\/p>\n\n\n\n<p>Alheios \u00e0s pol\u00e9micas que povoaram p\u00e1ginas de jornais, a Avenida da Liberdade mostrou que Abril n\u00e3o tem donos mas tem princ\u00edpios. Apesar da tentativa de alguns partidos de direita de se somarem ao desfile, o que marcou a celebra\u00e7\u00e3o foi a enorme ades\u00e3o dos jovens \u00e0 convocat\u00f3ria. O rep\u00fadio \u00e0 crescente radicaliza\u00e7\u00e3o da direita em Portugal foi bem vis\u00edvel em muitas das pancartas feitas em casa, sobretudo pelos mais novos. A um ano do anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o igualar o tempo vivido em ditadura, s\u00e3o cada vez mais os que questionam determinadas vers\u00f5es oficiais e que atribuem ao fim abrupto do processo revolucion\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A imensa mar\u00e9 humana que desceu esta art\u00e9ria de Lisboa f\u00ea-lo integrada nas organiza\u00e7\u00f5es juvenis, em estruturas sindicais, em movimentos e associa\u00e7\u00f5es, sob o aplauso de milhares que assistiram a partir das laterais e se juntaram \u00e0s consignas e can\u00e7\u00f5es de Abril. Com distanciamento e cumprimento das regras de prote\u00e7\u00e3o individual, as m\u00e1scaras serviram tamb\u00e9m para evitar o j\u00e1 tradicional p\u00f3len mas n\u00e3o abafaram a for\u00e7a das palavras de ordem. \u201c25 de Abril sempre, fascismo nunca mais\u201d e \u201cAbril de novo com a for\u00e7a do povo\u201d foram algumas das palavras de ordem que voltaram a ouvir-se nas ruas depois de um ano em que a celebra\u00e7\u00e3o se fez \u00e0 janela.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois desta multitudin\u00e1ria ades\u00e3o \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es, chega agora o 1.\u00ba de Maio. Foi a primeira grande mobiliza\u00e7\u00e3o depois da revolu\u00e7\u00e3o em 1974 e regressa, ano ap\u00f3s ano, pela m\u00e3o da CGTP-IN, para mostrar a for\u00e7a dos trabalhadores e para dar destaque \u00e0s principais reivindica\u00e7\u00f5es de quem vive e trabalha em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algures, na avenida, canta Zeca Afonso: \u201cQue venha a brisa lavar-nos a cara. Seremos muitos, seremos algu\u00e9m\u201d. Apesar da amea\u00e7a de chuva, s\u00f3 a brisa quente da primavera marcou presen\u00e7a em Lisboa. E gente, muita gente. Na frente, como h\u00e1 47 anos, as chaimites abriram caminho ao avan\u00e7o da multid\u00e3o. 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