{"id":4509,"date":"2021-04-20T12:16:20","date_gmt":"2021-04-20T12:16:20","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4509"},"modified":"2021-04-20T12:16:21","modified_gmt":"2021-04-20T12:16:21","slug":"1921-2021-100-anos-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/04\/20\/1921-2021-100-anos-de-luta\/","title":{"rendered":"1921\/2021 &#8211; 100 Anos de Luta"},"content":{"rendered":"\n<p><br><em>\u00abA primeira coisa a dizer ao Partido Comunista Portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 parab\u00e9ns: \u00e9 obrigado.\u00bb&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Miguel Esteves Cardoso<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro de que hoje vos falo n\u00e3o \u00e9, apenas, um livro de registos sobre o percurso singular de homens e mulheres deste Pa\u00eds: \u00e9 um livro raro, n\u00e3o apenas pelo que nele se conta das lutas e trabalhos dos milhares que n\u00e3o se vergaram ao medo e aos verdugos, mas pelo que nele se relata de verdade e subst\u00e2ncia do que foi a Hist\u00f3ria do Povo e dos Trabalhadores ao longo de um s\u00e9culo, metade do qual vivido em feroz ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a nossa mem\u00f3ria colectiva que percorre estas p\u00e1ginas, aquilo que sabemos de leituras outras e o muito que at\u00e9 \u00e0 chegada deste livro ignor\u00e1vamos: \u00e9 um livro de livros e de gente, de muitos, por muitas m\u00e3os erguido a sangue e l\u00e1grimas. \u00c9 a Hist\u00f3ria de um Povo e de um Pa\u00eds e da forma como os trabalhadores, com o nosso empenho e luta, torceram o aziago destino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que nestas p\u00e1ginas se conta vai muito para al\u00e9m dos apontamentos circunstanciais das vidas, das lutas, da resist\u00eancia de um punhado firme de homens e mulheres. \u00c9 a mem\u00f3ria da ins\u00eddia, das torturas, das pris\u00f5es, dos degredos e da morte, dos processos inquisitoriais que ao longo de quarenta e oito anos condenou ao sil\u00eancio, ao ex\u00edlio e \u00e0 clandestinidade, parte substantiva do nosso povo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a Hist\u00f3ria da Resist\u00eancia, das casas clandestinas, da forma como os comunistas se organizaram para escapar \u00e0 feroz vig\u00edlia dos cr\u00e1pulas, das lutas subterraneamente estruturadas para derrubar o regime, com resistiu \u00e0s pris\u00f5es nas masmorras do Aljube, de Caxias, na Cadeia da PIDE, no Porto, em Peniche, no Forte de Angra do Hero\u00edsmo ou no&nbsp;<em>campo da morte lenta&nbsp;<\/em>do Tarrafal.<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro percorre, com assertivo detalhe, que a profus\u00e3o das fotos prolonga em amplos significados, esses caminhos de luta, de exalta\u00e7\u00e3o e honra, vividos e sofridos ao longo de um s\u00e9culo \u2013 um s\u00e9culo com muitas vidas dentro.<\/p>\n\n\n\n<p>Este&nbsp;<em>1921\/2021 \u2013 100 ANOS DE LUTA,&nbsp;<\/em>\u00e9 um documento indispens\u00e1vel para se entender o que foi e o que hoje \u00e9 Portugal, nesse percurso de cem anos. Do terror fascista aos dias de esperan\u00e7a e Liberdade que Abril nos deu; das noites de \u201csegredo\u201d, de \u201cfrigideira\u201d, de tortura nos antros da PIDE, at\u00e9 \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da Democracia para a qual o PCP foi e \u00e9 for\u00e7a determinante e consequente \u2013 como bem registaram alguns jornalistas e intelectuais justos, aquando da passagem do seu 100\u00ba. Anivers\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>1921\/2021 \u2013 Cem Anos de Luta \u2013&nbsp;<\/em>Edi\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>Avante!<\/em><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA primeira coisa a dizer ao Partido Comunista Portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 parab\u00e9ns: \u00e9 obrigado.\u00bb&nbsp; Miguel Esteves Cardoso Este livro de que hoje vos falo n\u00e3o \u00e9, apenas, um livro de registos sobre o percurso singular de homens e mulheres deste Pa\u00eds: \u00e9 um livro raro, n\u00e3o apenas pelo que nele se conta das lutas e &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/04\/20\/1921-2021-100-anos-de-luta\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">1921\/2021 &#8211; 100 Anos de Luta<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":4346,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52],"tags":[],"coauthors":[108],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4509"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4511,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4509\/revisions\/4511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4509"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=4509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}