{"id":4418,"date":"2021-03-15T11:24:39","date_gmt":"2021-03-15T11:24:39","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4418"},"modified":"2021-03-15T11:24:41","modified_gmt":"2021-03-15T11:24:41","slug":"hospital-privado-recusa-assistencia-a-mulher-que-caiu-dentro-do-edificio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/03\/15\/hospital-privado-recusa-assistencia-a-mulher-que-caiu-dentro-do-edificio\/","title":{"rendered":"Hospital privado recusa assist\u00eancia a mulher que caiu dentro do edif\u00edcio"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cLimparam-me a cara e perguntaram-me se tinha seguro. Como disse que n\u00e3o, disseram que s\u00f3 para suturar as feridas teria de pagar 300 euros\u201d, foi assim que Fernanda Campelo, de 46 anos, descreveu ao Correio da Manh\u00e3 o acidente que teve nas escadas rolantes do Hospital Trofa Sa\u00fade, em Valongo. Como resultado da queda ficou com les\u00f5es graves na cara, pernas e com um bra\u00e7o partido mas apesar de estar dentro de um hospital privado teve de ser assistida num hospital p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFui com a minha sogra fazer uns exames e nas escadas ela desequilibrou-se. Ao tentar ajud\u00e1-la ca\u00ed de cabe\u00e7a\u201d, explicou. No hospital privado, fizeram-lhe saber que n\u00e3o tendo seguro teria de receber tratamento noutro lugar. Chamaram o marido que aguardava no exterior que acabou por ligar para o 112.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChamei o INEM e ela foi levada para o S. Jo\u00e3o, onde levou mais de 15 pontos na cabe\u00e7a e foi tratada aos restantes ferimentos\u201d, afirmou Rui Teixeira, marido de Fernanda, que apresentou queixa na GNR contra o hospital. \u201cN\u00e3o quero indemniza\u00e7\u00f5es, s\u00f3 quero justi\u00e7a. Isto n\u00e3o se faz\u201d, observou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor cl\u00ednico do Trofa Sa\u00fade Alfena, numa publica\u00e7\u00e3o no Facebook, a responsabilidade da queda foi a mulher que ter\u00e1 ignorado \u201cos avisos expressos de forma cristalina no sentido de pessoas idosas evitarem as escadas rolantes\u201d, pelo que, frisa, a queda era \u201cmais que previs\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o resultando de inc\u00faria do Hospital, n\u00e3o tendo o doente seguro de sa\u00fade ou subsistema financiador, a resposta clara, na l\u00f3gica de qualquer privado, \u00e9: ter\u00e1 de ser o pr\u00f3prio [a pagar]\u201d, alegou Jos\u00e9 Carlos Vilarinho, numa extensa publica\u00e7\u00e3o, intitulada de \u201cAlfena, a Verdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o acidente, a mulher foi transportada ao servi\u00e7o de Urg\u00eancia e \u201cassistida por dois m\u00e9dicos\u201d. Segundo o m\u00e9dico, teria que ser suturada, fazer um RX ao pulso e, \u201ccomo teve um traumatismo craniano, ser\u00e1 de bom senso fazer TAC cerebral\u201d. Garante que nunca lhe foi negada assist\u00eancia, mas, \u201ccomo \u00e9 l\u00f3gico\u201d, os curativos teriam custos de 300 euros para as suturas e mais 300 para RX e TAC e Fernanda Campelo \u201ctinha que ser informada\u201d que teria que os pagar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Idas ao wc controladas por Grupo\u00a0Trofa Sa\u00fade<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em janeiro, o Grupo Trofa Sa\u00fade, ao qual pertence o Hospital Trofa Sa\u00fade, em Valongo, tinha sido denunciado pelas piores raz\u00f5es. As idas \u00e0 casa de banho dos trabalhadores do call center deste grupo s\u00e3o controladas pela administra\u00e7\u00e3o, segundo informa\u00e7\u00f5es reveladas pelo Sindicato dos Trabalhadores de Ind\u00fastria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesta central de contactos do grupo, os trabalhadores s\u00e3o obrigados a registar no computador que usam um c\u00f3digo (WC) quando se deslocam \u00e0 casa de banho\u201d, pode ler-se no comunicado do sindicato. Segundo a den\u00fancia, a situa\u00e7\u00e3o \u201cj\u00e1 dura h\u00e1 muito tempo e foi agravada, na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos di\u00e1rios despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refei\u00e7\u00e3o e pausas para a casa de banho. Viola assim a lei e a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato acusa ainda o grupo privado de sa\u00fade de \u201ccriar um sistema de banco de horas ilegal\u201d, com funcion\u00e1rios a \u201ctrabalharem 10, 12 e mais horas di\u00e1rias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar\u201d, com \u201csal\u00e1rios muito baixos\u201d, \u201cn\u00e3o paga a muitos trabalhadores o subs\u00eddio de turno de 15% e n\u00e3o fala com o sindicato, nem participou numa reuni\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho requerida pelo sindicato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura sindical j\u00e1 pediu a \u201cinterven\u00e7\u00e3o urgente da Autoridade para as Condi\u00e7\u00f5es de Trabalho\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cLimparam-me a cara e perguntaram-me se tinha seguro. Como disse que n\u00e3o, disseram que s\u00f3 para suturar as feridas teria de pagar 300 euros\u201d, foi assim que Fernanda Campelo, de 46 anos, descreveu ao Correio da Manh\u00e3 o acidente que teve nas escadas rolantes do Hospital Trofa Sa\u00fade, em Valongo. Como resultado da queda ficou &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/03\/15\/hospital-privado-recusa-assistencia-a-mulher-que-caiu-dentro-do-edificio\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Hospital privado recusa assist\u00eancia a mulher que caiu dentro do edif\u00edcio<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":4419,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4418"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4421,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions\/4421"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4418"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=4418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}