{"id":4255,"date":"2021-02-02T16:22:19","date_gmt":"2021-02-02T16:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4255"},"modified":"2021-02-02T16:22:21","modified_gmt":"2021-02-02T16:22:21","slug":"publico-e-de-todos-privado-e-so-de-alguns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2021\/02\/02\/publico-e-de-todos-privado-e-so-de-alguns\/","title":{"rendered":"P\u00fablico \u00e9 de todos, privado \u00e9 s\u00f3 de alguns"},"content":{"rendered":"\n<p>A grave situa\u00e7\u00e3o de crise sanit\u00e1ria que vive o pa\u00eds mostra, mais do que nunca, a import\u00e2ncia do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS). Sem o empenho de milhares de profissionais nas diferentes frentes desta batalha, o cen\u00e1rio seria incomparavelmente pior. Foi em 1979 que o pa\u00eds viu o nascimento do SNS, conquista da luta dos trabalhadores, das popula\u00e7\u00f5es e da revolu\u00e7\u00e3o de Abril, apesar dos votos contr\u00e1rios do PSD e do CDS, incluindo do reeleito Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de d\u00e9cadas, os sucessivos governos, tamb\u00e9m os do PS, trataram de enfrentar o direito constitucional a cuidados de sa\u00fade, abrindo as portas aos privados. Hoje, est\u00e1 \u00e0 vista a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os p\u00fablicos. A falta de investimento e de profissionais de sa\u00fade conduziu \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do SNS, como nunca deixaram de alertar sindicatos e partidos \u00e0 esquerda do PS.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os que todos os dias d\u00e3o o seu melhor para salvar vidas fazem-no apesar da indiferen\u00e7a dos inimigos do SNS. S\u00e3o verdadeiros her\u00f3is, quando outros se dedicam a usar a pandemia como neg\u00f3cio. \u00c9 o caso das farmac\u00eauticas que n\u00e3o t\u00eam pejo em produzir e distribuir vacinas consoante o comprador. E \u00e9 o caso dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia e dos Estados Unidos, entre outros, que n\u00e3o querem suspender as patentes das vacinas para facilitar o acesso de pa\u00edses mais pobres a esta importante arma contra a covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi neste cen\u00e1rio que em Portugal se realizaram elei\u00e7\u00f5es presidenciais que deram a vit\u00f3ria a Marcelo Rebelo de Sousa, para um segundo mandato. Com uma esperada elevada absten\u00e7\u00e3o, os resultados ficaram marcados por muito do que televis\u00f5es, r\u00e1dios e jornais ofereceram aos eleitores durante uma campanha fortemente condicionada: uma passadeira vermelha estendida a um candidato de extrema-direita. \u00c9 um sinal negativo e profundamente anti-democr\u00e1tico que se tente polarizar a pol\u00edtica em torno de uma figura que representa os interesses radicalizados dos grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros. Ou seja, a brutaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este m\u00eas A Voz do Oper\u00e1rio faz 138 anos e esse n\u00e3o \u00e9 um elemento de menor import\u00e2ncia, pois demonstra que \u00e9 a for\u00e7a coletiva dos trabalhadores que faz avan\u00e7ar a resist\u00eancia. Porque fomos, somos. Porque somos, seremos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grave situa\u00e7\u00e3o de crise sanit\u00e1ria que vive o pa\u00eds mostra, mais do que nunca, a import\u00e2ncia do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS). Sem o empenho de milhares de profissionais nas diferentes frentes desta batalha, o cen\u00e1rio seria incomparavelmente pior. 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