{"id":4110,"date":"2020-12-16T15:56:37","date_gmt":"2020-12-16T15:56:37","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4110"},"modified":"2021-01-04T14:51:15","modified_gmt":"2021-01-04T14:51:15","slug":"as-veias-que-o-imperialismo-abriu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/12\/16\/as-veias-que-o-imperialismo-abriu\/","title":{"rendered":"As veias que o imperialismo abriu"},"content":{"rendered":"\n<p>Houve quem achasse que a Am\u00e9rica Latina, enquanto p\u00e1tio traseiro dos Estados Unidos era algo do passado, o intervencionismo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas n\u00e3o deixa lugar a d\u00favida: o imperialismo norte-americano, com ou sem o apoio da Uni\u00e3o Europeia, continua a deixar v\u00edtimas por onde passa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz-se que os norte-americanos s\u00e3o conhecidos como gringos a sul do rio Grande porque na guerra com o M\u00e9xico, aos seus batalh\u00f5es vestidos de verde insultava-se-lhes ao grito de \u201cgreen go\u201d. Foi precisamente durante esse conflito que os Estados Unidos foram invadidos pela primeira e \u00fanica vez na sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 1916, quase 500 soldados liderados por Pancho Villa atacaram Columbus, numa batalha com cerca de 70 mortos em cada um dos lados. Se as duas partes reclamam ainda hoje a vit\u00f3ria no relato desse confronto militar, o que choca \u00e9 a singularidade do feito diante do incont\u00e1vel n\u00famero de vezes que os Estados Unidos agrediram, direta ou indiretamente, pa\u00edses latino-americanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 entre 1891 e 1912, Washington invadiu 16 vezes v\u00e1rios pa\u00edses, sobretudo da Am\u00e9rica Central e Cara\u00edbas, para imp\u00f4r o seu domin\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f3mico.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A d\u00e9cada da esperan\u00e7a<strong>\ufeff<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como resposta ao ciclo neoliberal na Am\u00e9rica Latina, durante as d\u00e9cadas de 80 e 90, quando Reagan e George Bush ocuparam a Casa Branca, os povos de v\u00e1rios pa\u00edses viraram o s\u00e9culo apoiando projetos pol\u00edticos progressistas, democr\u00e1ticos e soberanistas. Desde que Hugo Ch\u00e1vez ganhou as elei\u00e7\u00f5es presidenciais em 1998, somando a Venezuela \u00e0 isolada Cuba, diversos governos latino-americanos passaram a p\u00f4r no centro das suas pol\u00edticas a nacionaliza\u00e7\u00e3o de setores estrat\u00e9gicos, sobretudo os energ\u00e9ticos. A diversifica\u00e7\u00e3o da economia num continente desenhado a r\u00e9gua e esquadro pelos interesses geoestrat\u00e9gicos das ex-pot\u00eancias coloniais e pelos Estados Unidos passou a ser prioridade, a par do multilateralismo nas rela\u00e7\u00f5es externas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da \u2018revolu\u00e7\u00e3o bolivariana\u2019, o oper\u00e1rio brasileiro Lula da Silva candidatou-se novamente \u00e0 presid\u00eancia do Brasil em 2002 e ganhou. Numa entrevista ao Folha de S\u00e3o Paulo, o diretor do jornal perguntou ao candidato do PT como \u00e9 que ambicionava governar o Brasil se n\u00e3o sabia falar ingl\u00eas. Lula da Silva questionou o jornalista se algu\u00e9m j\u00e1 teria perguntado a Bill Clinton se falava portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano em que a esquerda chegou a Bras\u00edlia, Nestor Kirchner encabe\u00e7ou a presid\u00eancia na Argentina. Em 2005, foi a vez do rec\u00e9m-falecido Tabar\u00e9 V\u00e1zquez no Uruguai e no ano seguinte multiplicam-se os governos n\u00e3o alinhados: Nicar\u00e1gua, Honduras e Bol\u00edvia. A este processo que cresceu at\u00e9 2009, juntaram-se o Equador, o Paraguai e El Salvador.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os suspeitos do costume<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cPor que \u00e9 que nos Estados Unidos n\u00e3o h\u00e1 golpes de Estado? Porque l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 embaixadas norte-americanas\u201d. \u00c9 uma anedota muito popular que ilustra o que pensam muitos latino-americanos da influ\u00eancia norte-americana na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2002, dias antes do golpe apoiado pelos Estados Unidos contra Hugo Ch\u00e1vez, a administra\u00e7\u00e3o norte-americana declarava que o presidente venezuelano n\u00e3o estava a considerar os interesses de Washington em Caracas. O certo \u00e9 que o l\u00edder bolivariano s\u00f3 conseguiu regressar ao Pal\u00e1cio de Miraflores gra\u00e7as \u00e0 uni\u00e3o c\u00edvico-militar que derrotou a opera\u00e7\u00e3o de um setor do ex\u00e9rcito promovido pela oligarquia venezuelana com o apoio dos suspeitos do costume. A vit\u00f3ria das for\u00e7as chavistas deu oxig\u00e9nio \u00e0s alternativas no continente que tiveram de enfrentar oposi\u00e7\u00f5es a que nunca faltou dinheiro e assessoria de Washington.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho de 2009, soldados hondurenhos invadiram a casa do presidente Manuel Zelaya a meio da noite para o levar preso e expulsaram-no do pa\u00eds para impedir um referendo n\u00e3o vinculativo para a convocat\u00f3ria de uma assembleia constituinte que produzisse uma nova constitui\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o, morreram assassinados milhares de hondurenhos em protestos contra os governos anti-democr\u00e1ticos e de duvidosa legitimidade de Roberto Micheletti, Porfirio Lobo e Juan Orlando Hern\u00e1ndez, cuja elei\u00e7\u00e3o foi contestada por v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, foi a vez de um protesto policial que reivindicava aumentos salariais se transformar em golpe de Estado no Equador. Para al\u00e9m da ocupa\u00e7\u00e3o de um quartel, v\u00e1rios militares bloquearam o Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, j\u00e1 desativado, e as manifesta\u00e7\u00f5es estenderam-se pelo pa\u00eds com cortes de estrada e dist\u00farbios. Depois de tentar conversar com alguns pol\u00edcias, Rafael Correa teve de se refugiar num hospital que foi cercado pelas for\u00e7as policiais. S\u00f3 uma opera\u00e7\u00e3o militar conseguiu furar o bloqueio e rep\u00f4r a normalidade depois de meia hora de tiroteio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, um golpe de novo tipo tomou forma na Am\u00e9rica Latina com o objetivo de derrubar governos n\u00e3o alinhados com os interesses de Washington. Eleito em 2008, o ex-bispo cat\u00f3lico Fernando Lugo chegou \u00e0 presid\u00eancia do Paraguai rompendo com seis d\u00e9cadas do conservador Partido Colorado \u00e0 frente do governo, em que 35 anos foram de ditadura militar. Para alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria, a Alian\u00e7a Patri\u00f3tica para a Mudan\u00e7a formou uma coliga\u00e7\u00e3o entre setores populares e partidos pol\u00edticos, inclusive com o Partido Liberal.<\/p>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania energ\u00e9tica e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica puseram a oligarquia e Washington em alerta. Al\u00e9m disso, houve avan\u00e7os na integra\u00e7\u00e3o regional, com a participa\u00e7\u00e3o ativa do pa\u00eds na Unasul (Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas) e no Mercosul (Mercado Comum do Sul). Este era um momento de alian\u00e7as entre os diversos governos soberanistas da regi\u00e3o: Brasil, Argentina, Uruguai, Bol\u00edvia, Equador, Venezuela e o pr\u00f3prio Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o mandato de Lugo durou apenas tr\u00eas anos e dez meses, e foi interrompido bruscamente por um golpe de Estado, camuflado por um processo de julgamento pol\u00edtico, conduzido por um parlamento de maioria opositora, que o dep\u00f4s em menos de 24 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA oligarquia e a direita s\u00e3o sempre muito solid\u00e1rias e bem coordenadas a n\u00edvel regional e local quando est\u00e3o em jogo os seus pr\u00f3prios interesses\u201d, afirmou Lugo ao&nbsp;<em>Brasil de Fato<\/em>, citando multinacionais do setor do agroneg\u00f3cio como for\u00e7as que impulsionaram o golpe paraguaio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares de paraguaios protestaram contra a decis\u00e3o e foram recebidos com g\u00e1s lacrimog\u00e9neo e jatos \u00e1gua. A televis\u00e3o p\u00fablica foi tomada nessa mesma noite por agentes da pol\u00edcia paraguaia que impediram que o canal transmitisse imagens dos protestos. A maioria dos governos sul-americanos de ent\u00e3o classificou a destititui\u00e7\u00e3o como golpe de Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas anos depois, em 2015, foi a vez de o parlamento brasileiro iniciar um processo semelhante contra a presidente Dilma Rousseff. Para al\u00e9m das acusa\u00e7\u00f5es contra Lula da Silva, numa opera\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-judicial que foi desmontada por milhares de mensagens trocadas pelos procuradores, ju\u00edzes e advogados do caso divulgadas pelo jornal online&nbsp;<em>Intercept<\/em>, a ex-presa pol\u00edtica foi acusada pelos deputados de direita de ter efetuado procedimentos or\u00e7amentais ilegais, a famosa \u201cpedalada fiscal\u201d, que na verdade era uma pr\u00e1tica comum nos governos de Fernando Henriques Cardoso, Lula da Silva e, at\u00e9, de Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2016, Dilma foi destituida e substitu\u00edda pelo vice-presidente Michel Temer, abrindo caminho \u00e0 vit\u00f3ria eleitoral da extrema-direita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isto n\u00e3o significa que o imperialismo tenha apostado por vias menos violentas. O mais recente golpe contra Evo Morales na Bol\u00edvia, derrotado entretanto pela vit\u00f3ria presidencial de Luis Arce mostra como estas interven\u00e7\u00f5es nada t\u00eam a ver com democracia. Desde que Hugo Ch\u00e1vez morreu, em 2013, os Estados Unidos, com o apoio da Uni\u00e3o Europeia, trataram de derrubar Nicol\u00e1s Maduro por todos os meios. Asfixia econ\u00f3mica atrav\u00e9s de um bloqueio internacional, subvers\u00e3o institucional, atentados terroristas e o j\u00e1 habitual golpe militar cl\u00e1ssico.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Col\u00f4mbia, ponta-de-lan\u00e7a dos Estados Unidos<\/h2>\n\n\n\n<p>Antonio Caballero, do&nbsp;<em>El Espectador<\/em>, que veria o seu diretor assassinado e a reda\u00e7\u00e3o despeda\u00e7ada por uma bomba num pa\u00eds que encabe\u00e7ou durante d\u00e9cadas o ranking de jornalistas assassinados no mundo, exclamava: \u201co rio Magdalena \u00e9 a coluna vertebral da Col\u00f4mbia e por ele j\u00e1 s\u00f3 descem cad\u00e1veres de homens assassinados\u201d. As principais v\u00edtimas eram, com a cumplicidade da oligarquia e do Estado, sindicalistas e comunistas. Pouco mudou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 80, o processo de paz entre as FARC, o ELN e o governo de Belisario Betancur com a participa\u00e7\u00e3o destas organiza\u00e7\u00f5es e do Partido Comunista Colombiano abriram caminho \u00e0 esperan\u00e7a. Surgiu ent\u00e3o o partido de esquerda Uni\u00e3o Patri\u00f3tica. Mais de cinco mil membros desse partido foram assassinados, entre os quais dois candidatos presidenciais, oito deputados nacionais, 13 deputados regionais, 11 presidentes de autarquias e 70 vereadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, depois da decis\u00e3o das FARC de entregar as armas, j\u00e1 foram assassinados 242 ex-combatentes que confiaram na palavra do governo colombiano. Com uma guerra civil impar\u00e1vel que op\u00f5e guerrilhas de esquerda contra narcotraficantes, paramilitares e for\u00e7as armadas, geralmente, c\u00famplices, de acordo com acusa\u00e7\u00f5es de associa\u00e7\u00f5es de direitos humanos, a Col\u00f4mbia era em 2014 o segundo pa\u00eds do mundo com mais deslocados internos a seguir \u00e0 S\u00edria. Mais de 6 milh\u00f5es de pessoas que procuram escapar da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra ininterrupta que assola o povo colombiano, desde que, em 1948,&nbsp;assassinaram o candidato presidencial liberal Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n, tem nas suas origens a propriedade da terra. A mar\u00e9 humana que ainda hoje abandona os campos agr\u00edcolas amea\u00e7ada pelo terror latifundi\u00e1rio e narcotraficante n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o fugir para as cidades ou ingressar na guerrilha. O Estado, desde cedo, tomou a decis\u00e3o de apoiar a oligarquia e de votar os camponeses ao abandono.<br>A Col\u00f4mbia \u00e9 o ponta-de-lan\u00e7a continental do imperialismo e recebe, h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, o apoio financeiro, log\u00edstico e militar dos Estados Unidos, atrav\u00e9s de acordos assinados entre os governos dos dois pa\u00edses ao longo das d\u00e9cadas. Atualmente, a Col\u00f4mbia tem o maior n\u00famero de efectivos militares de toda a Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<br>Desta barb\u00e1rie de contabilidade incerta diz-se que a guerra pode ter levado \u00e0 morte de quase 300 mil pessoas em meio s\u00e9culo, 8 mil s\u00f3 durante os dois mandatos de Alvaro Uribe, de acordo com o&nbsp;<em>El Pa\u00eds<\/em>.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cuba, t\u00e3o perto do inferno<\/h2>\n\n\n\n<p>Em maio de 2018, morreu em liberdade aos 90 anos o cubano Lu\u00eds Posada Carriles. Depois da revolu\u00e7\u00e3o cubana, participou em a\u00e7\u00f5es terroristas contra o processo em curso e fugiu para os Estados Unidos onde foi treinado pelo ex\u00e9rcito norte-americano, antes de se tornar agente da CIA. Participou na invas\u00e3o derrotada em 1961 em Playa Giron. Foi um dos operacionais da Opera\u00e7\u00e3o Gladio, em que conflu\u00edram for\u00e7as parapoliciais de v\u00e1rios pa\u00edses, sobretudo europeus, em conjunto com grupos de extrema-direita em atentados e outro tipo de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1976, a explos\u00e3o de uma bomba na embaixada cubana em Lisboa vitimou dois diplomatas. Nesse ano, outro explosivo fez cair o avi\u00e3o 455 da Cubana de Aviaci\u00f3n com 73 passageiros a bordo, sem sobreviventes. Lu\u00eds Posada Carriles foi um dos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos anos 90, os Estados Unidos financiam uma vaga de atentados contra hot\u00e9is em Havana com o objetivo de assustar o turismo e de asfixiar ainda mais a economia cubana. Sufocada por um bloqueio imposto por Washington a todas as empresas estrangeiras que fa\u00e7am trocas comerciais com Cuba, o pa\u00eds encabe\u00e7a ainda assim indicadores sociais no continente atrav\u00e9s das pol\u00edticas p\u00fablicas de um governo socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o imperialismo recorre a todos os meios para fazer sofrer quem vive em Cuba. A guerra biol\u00f3gica foi um dos instrumentos para destabilizar a ilha, atrav\u00e9s da introdu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as aparentemente criadas em laborat\u00f3rio. Grande parte nunca tinha sido detetada no pa\u00eds. Os arquivos das d\u00e9cadas de 70 e 80 est\u00e3o cheios de fotografias de crian\u00e7as com mal-forma\u00e7\u00f5es. Muitos ajudam a enquadrar a historia da resist\u00eancia cubana no Museu da Revolu\u00e7\u00e3o em Havana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1984, o contra-revolucion\u00e1rio de origem cubana Eduardo Arozarena, dirigente da organiza\u00e7\u00e3o Omega-7, confessou, num julgamento nos Estados Unidos, ter introduzido germes como parte da guerra biol\u00f3gica contra Cuba. Afirmou que a introdu\u00e7\u00e3o da dengue hemorr\u00e1gica causara 158 mortes em 1981. Um livro publicado em 1993 pelo ex-agente da CIA, William W. Turner, e pelo jornalista Warren Hinckle assumia o recurso a este tipo de agress\u00e3o durante a administra\u00e7\u00e3o Nixon.<\/p>\n\n\n\n<p>O ass\u00e9dio permanente dos Estados Unidos contra Cuba \u00e9 o retrato da incapacidade de respeitar a vontade dos pa\u00edses por parte da maior pot\u00eancia militar da hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve quem achasse que a Am\u00e9rica Latina, enquanto p\u00e1tio traseiro dos Estados Unidos era algo do passado, o intervencionismo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas n\u00e3o deixa lugar a d\u00favida: o imperialismo norte-americano, com ou sem o apoio da Uni\u00e3o Europeia, continua a deixar v\u00edtimas por onde passa. 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