{"id":4075,"date":"2020-12-04T12:03:35","date_gmt":"2020-12-04T12:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4075"},"modified":"2021-01-04T16:25:08","modified_gmt":"2021-01-04T16:25:08","slug":"uma-voz-de-portas-a-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/12\/04\/uma-voz-de-portas-a-comunidade\/","title":{"rendered":"Uma Voz de portas \u00e0 comunidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Lib\u00e9rio Domingues, presidente da Assembleia-Geral d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio,&nbsp;conversa sobre o significado da elei\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um estofador e sindicalista na presid\u00eancia da Assembleia Geral<\/h2>\n\n\n\n<p>Natural de Assentiz, Torres Novas, Lib\u00e9rio Domingues come\u00e7ou a trabalhar aos 13 anos, em 1970, como aprendiz de estofador na empresa E. Rodrigues e Carlos Costa. Quatro anos depois, j\u00e1 ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o, passou a desempenhar a fun\u00e7\u00e3o de estofador de autom\u00f3veis no quadro de pessoal das Oficinas Mec\u00e2nicas da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, onde ainda hoje se mant\u00e9m como encarregado operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1986, Lib\u00e9rio Domingues, foi eleito delegado sindical no Sindicato dos Trabalhadores do Munic\u00edpio de Lisboa (STML) e tr\u00eas anos depois foi escolhido para a direc\u00e7\u00e3o dessa estrutura sindical, que chegou a coordenar de 1993 a 2008. Hoje, \u00e9 presidente da Mesa da Assembleia Geral do STML, \u00e9 membro da Comiss\u00e3o Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN e \u00e9 coordenador da Uni\u00e3o dos Sindicatos de Lisboa desde fevereiro de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste processo eleitoral, o estofador e sindicalista viu renovado um novo mandato \u00e0 frente da Mesa da Assembleia Geral d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, que preside desde 2012.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual o significado desta renova\u00e7\u00e3o do&nbsp;mandato?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na minha opini\u00e3o, acho que este mandato que se vai iniciar vai ser, de certeza, como t\u00eam sido os \u00faltimos mandatos. Significa a continuidade de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por esta equipa, com um ou outro refor\u00e7o, no sentido da renova\u00e7\u00e3o, e ainda bem, mas no fundo h\u00e1 a continuidade de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. E, quanto a mim, acho que h\u00e1 aspetos desse trabalho que merecem um destaque especial. Desde logo, aquilo que \u00e9 uma das principais marcas d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, que \u00e9 muito conhecida, que \u00e9 a quest\u00e3o do ensino. N\u00f3s evoluimos muito nestes \u00faltimos anos, do ponto de vista dos equipamentos e das instala\u00e7\u00f5es e daquilo que mais me apraz destacar, que \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o da qualidade do ensino d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio. E eu fico muito orgulhoso, sinceramente, quando muita gente me diz que o processo educativo d\u2019A Voz \u00e9 um processo em constante evolu\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oamento, moderno, e eu creio que isso \u00e9 um dado muito importante, tanto para o presente, como para o futuro. Nesse aspeto, houve uma aposta muito significativa que deu os seus frutos e que concerteza, nestes pr\u00f3ximos anos, vai estar a\u00ed para continuar e para ampliar tanto quanto poss\u00edvel.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E no plano associativo?<\/h2>\n\n\n\n<p>Acho que esta situa\u00e7\u00e3o que vivemos da pandemia trouxe ao de cima a grande import\u00e2ncia que tem uma institui\u00e7\u00e3o como A Voz do Oper\u00e1rio, a todos os n\u00edveis. Desde logo, na sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, ao meio onde est\u00e1, \u00e0s pessoas que a frequentam mas sobretudo uma abertuda muito grande \u00e0s outras organiza\u00e7oes. Posso dizer, por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o a uma \u00e1rea que eu conhe\u00e7o muito bem, que \u00e9 a sindical, que A Voz do Oper\u00e1rio tem sempre as portas abertas, mas neste per\u00edodo isso tornou-se ainda mais importante. Porque mesmo com limita\u00e7\u00f5es, mesmo com dificuldades, A Voz do Oper\u00e1rio manteve-se aberta, n\u00e3o apenas aos sindicatos, mas tamb\u00e9m no plano cultural e eu acho muito importante que a institui\u00e7\u00e3o nunca tenha deixado de fazer aquilo que tinha programado fazer nessa \u00e1rea. As iniciativas foram sinal de que A Voz assumiu esta situa\u00e7\u00e3o e foi importante nesta fase, como contributo para que a sociedade n\u00e3o fique confinada naquilo que eu considero mais negativo. A Voz teve um papel muito importante na forma como tamb\u00e9m encarou tudo isto. Creio que h\u00e1 um aspeto a relevar que \u00e9 o cuidado que existiu, desde o primeiro momento, por parte da dire\u00e7\u00e3o, no seu relacionamento com os trabalhadores, a preocupa\u00e7\u00e3o com as suas condi\u00e7\u00f5es. Essa era a primeira quest\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de higiene, de seguran\u00e7a, de sa\u00fade, o respeito por todas as normas que foram sendo aplicadas, mas depois tamb\u00e9m na sua rela\u00e7\u00e3o contratual com os trabalhadores. Naturalmente que n\u00e3o podiamos passar ao lado, e n\u00e3o pass\u00e1mos, das dificuldades, dos layoffs, e naturalmente que se n\u00e3o o fizessemos cometer\u00edamos um erro, mas os rendimentos e os direitos dos trabalhadores foram sempre salvaguardados como ponto de honra da dire\u00e7\u00e3o d\u2019A Voz. Eu creio que isto \u00e9 um exemplo de como se devem fazer as coisas. A Voz, enquanto entidade respons\u00e1vel por um conjunto de trabalhadores, teve uma atitude e um comportamento a destacar.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os princ\u00edpios fundacionais d\u2019A Voz&nbsp;continuam a inspirar a direc\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu acho que s\u00e3o princ\u00edpios adquiridos e em constante renova\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o frases nem slogans que n\u00f3s usemos como papel decorativo. As ra\u00edzes d\u2019A Voz est\u00e3o sempre presentes. N\u00e3o h\u00e1 nenhum ato d\u2019A Voz em que isso n\u00e3o esteja presente. A liga\u00e7\u00e3o aos trabalhadores e \u00e0 luta e \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida s\u00e3o de facto a pedra de toque d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio. Eu acho que quando entramos por aquela porta, mesmo os sindicalistas experientes, j\u00e1 com muitos anos, sentimos sempre qualquer coisa de especial. Esta casa tem algo que transmite valores de solidariedade, de camaradagem e de preocupa\u00e7\u00e3o, sobretudo num momento da nossa vida em que aquilo de que ouvimos falar \u00e9 de competitividade e individualismo. N\u2019A Voz do Oper\u00e1rio isso n\u00e3o existe e, portanto, essa abertura, esse relacionamento t\u00e3o pr\u00f3ximo, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o institucional. \u00c9 uma quest\u00e3o de fundo, de princ\u00edpio. A Voz est\u00e1 aberta ao movimento sindical e aos trabalhadores porque \u00e9 essa a sua pr\u00f3pria natureza. Provavelmente, n\u00e3o se teriam realizado algumas iniciativas do movimento sindical se n\u00e3o tivessemos a abertura e a colabora\u00e7\u00e3o d\u2019A Voz. Desde o Conselho Nacional da CGTP-IN, da Confer\u00eancia da Interjovem e outras. Eu pr\u00f3prio, como coordenador da Uni\u00e3o de Sindicatos de Lisboa, sinto sempre seguran\u00e7a por saber que h\u00e1 uma institui\u00e7\u00e3o como A Voz do Oper\u00e1rio com quem n\u00f3s podemos contar.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qu\u00e3o importante \u00e9 o trabalho coletivo&nbsp;para os \u00f3rg\u00e3os d\u2019A Voz?<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante. Eu acho que se instituiu n\u2019A Voz um princ\u00edpio muito importante para os associados que \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de contas a tempo e horas, de forma regular, com informa\u00e7\u00e3o detalhada e com prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, para que os s\u00f3cios participem na vida, na gest\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e nas decis\u00f5es importantes que se preparam para serem tomadas nas assembleias gerais. Isso \u00e9 uma boa pr\u00e1tica e temos feito uma tentativa de aumentarmos a participa\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios na vida d\u2019A Voz. Sabemos que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel, sabemos que \u00e9 mais dificil juntar as pessoas, mas mesmo assim h\u00e1 um esfor\u00e7o muito grande de todos os \u00f3rg\u00e3os no sentido de definirem as suas responsabilidades. Cada um tem as suas e tem de as desemprenhar de forma solidaria percebendo que tem de as fazer para prestigiar A Voz e a sua democracia interna, a sua pr\u00e1tica de relacionamento com os seus associados, de informa\u00e7\u00e3o&#8230;Eu acho que o nosso jornal \u00e9 um ve\u00edculo muito importante para todos e \u00e9 um livro aberto onde podemos, se quisermos, aprofundar o nosso conhecimento sobre aspetos importantes da vida da nossa institui\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante continuar a aperfei\u00e7oar esse trabalho de comunica\u00e7\u00e3o para chegarmos com mais efic\u00e1cia aos s\u00f3cios. Esta institui\u00e7\u00e3o vive para e com os seus&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lib\u00e9rio Domingues, presidente da Assembleia-Geral d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio,&nbsp;conversa sobre o significado da elei\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os da institui\u00e7\u00e3o. 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