{"id":4047,"date":"2020-11-23T14:47:37","date_gmt":"2020-11-23T14:47:37","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4047"},"modified":"2020-11-23T14:47:40","modified_gmt":"2020-11-23T14:47:40","slug":"o-normal-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/11\/23\/o-normal-de-novo\/","title":{"rendered":"O normal de novo"},"content":{"rendered":"\n<p>Na sequ\u00eancia do aumento do n\u00famero de infetados com o Covid-19 detetados diariamente, foram anunciadas medidas como destinadas a reduzir a probabilidade de cont\u00e1gios e assim travar a chamada segunda onda.<\/p>\n\n\n\n<p>Restringir as aglomera\u00e7\u00f5es de pessoas e garantir uma dist\u00e2ncia entre elas de 1,50 m a 2,00 m estavam nas preocupa\u00e7\u00f5es de quem decidiu sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 houve quem perante um problema que est\u00e1vamos a enfrentar em outubro, nos aconselhasse prud\u00eancia para o natal, que como todos sabemos \u00e9 l\u00e1 para fins de dezembro. Em linguagem metaf\u00f3rica futebol\u00edstica costuma dizer-se que \u00e9 chutar para canto.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltemos ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas, nos estabelecimentos, nos espet\u00e1culos e em muitos outros locais, na maior parte das situa\u00e7\u00f5es \u00e9 poss\u00edvel cumprir essas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 quando temos de utilizar os transportes p\u00fablicos, particularmente nos per\u00edodos de maior procura. Se na via p\u00fablica n\u00e3o deve haver grupos com mais de cinco pessoas, como se resolve o problema nas carruagens e nos autocarros dos transportes p\u00fablicos?<\/p>\n\n\n\n<p>Parece-me facilmente entend\u00edvel que o sistema de transportes n\u00e3o pode ser dimensionado para dar resposta \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias que uma epidemia com as carater\u00edsticas desta exigiria e da\u00ed que a resposta seria sempre deficiente, tornando necess\u00e1rio o recurso a medidas complementares como a desinfe\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, o uso da m\u00e1scara pelas pessoas a bordo e outras que os especialistas da \u00e1rea aconselhassem.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade mostra que as regras aconselhadas s\u00f3 num alheamento da realidade se pode pensar que s\u00e3o concretiz\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais grave porque devido ao chamado teletrabalho e ao uso do transporte individual a procura nos transportes p\u00fablicos reduziu significativamente, mas apesar disso s\u00f3 quem n\u00e3o os usa \u00e9 que n\u00e3o v\u00ea o que se passa.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 a insufici\u00eancia conhecida h\u00e1 muito tempo e a aus\u00eancia do investimento necess\u00e1rio para garantir uma oferta adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre isso nada se diz, parecendo que n\u00e3o h\u00e1 respons\u00e1veis. Mas h\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p>Agora apelam \u00e0 nossa compreens\u00e3o dizendo-nos que \u00e9 \u201co novo normal\u201d. Por\u00e9m, no sistema de transportes p\u00fablicos na regi\u00e3o de Lisboa estamos sim a caminhar para o normal de novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia do aumento do n\u00famero de infetados com o Covid-19 detetados diariamente, foram anunciadas medidas como destinadas a reduzir a probabilidade de cont\u00e1gios e assim travar a chamada segunda onda. 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