{"id":4012,"date":"2020-10-30T14:48:45","date_gmt":"2020-10-30T14:48:45","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=4012"},"modified":"2020-11-28T12:51:40","modified_gmt":"2020-11-28T12:51:40","slug":"alo-sabia-que-pode-estar-a-ser-espiado-neste-momento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/10\/30\/alo-sabia-que-pode-estar-a-ser-espiado-neste-momento\/","title":{"rendered":"Al\u00f4, sabia que pode estar a ser espiado neste momento?"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 quem pense que possa estar a viver numa realidade dist\u00f3pica quando se fala de milhares de funcion\u00e1rios que em todo o mundo l\u00eaem as mensagens que trocamos em caixas privadas nas redes sociais para saberem aquilo de que gostamos e aquilo de que n\u00e3o gostamos. A Voz do Oper\u00e1rio \u2018entrou\u2019 num dos escrit\u00f3rios onde tudo isso acontece pelos olhos de um ex-trabalhador que descreveu como estas plataformas se intrometem nas nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPedro, j\u00e1 leste este artigo d\u2019<em>A Voz do Oper\u00e1rio<\/em>&nbsp;sobre as redes sociais?\u201d. Imaginemos que uma leitora desta pe\u00e7a jornal\u00edstica decide recomend\u00e1-la a um amigo atrav\u00e9s das mensagens privadas do Facebook. Sup\u00f5e-se que s\u00f3 estas duas pessoas estariam a par desta conversa. Mas n\u00e3o. Do outro lado pode estar algu\u00e9m como Ricardo, nome fict\u00edcio que vamos dar a um ex-trabalhador desta rede social que aceitou descrever \u00e0&nbsp;<em>Voz do Oper\u00e1rio,<\/em>&nbsp;sob anonimato, como funciona o Facebook.<\/p>\n\n\n\n<p>A trabalhar num edif\u00edcio em Alg\u00e9s com centenas de pessoas, cujo objetivo \u00e9 monitorizar tudo o que fazemos nas redes sociais, Ricardo participava, entre outros, num projeto aparentemente in\u00f3cuo e at\u00e9 com utilidade pr\u00e1tica. \u201cO Facebook tem um mecanismo, que \u00e9 o \u201ccrisis response\u201d, um projeto que gera um evento de crise quando acontece alguma cat\u00e1strofe natural ou humana\u201d, explica. Quando se abre a p\u00e1gina nesta rede social, h\u00e1 uma frase que chama a aten\u00e7\u00e3o: \u201cPessoas em todo o mundo usam o Facebook para se conectar e apoiar umas \u00e0s outras em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ricardo, que trabalhava subcontratado para esta empresa norte-americana, o Facebook usa este projeto \u201cpara dar a sensa\u00e7\u00e3o que tem um rosto social e que n\u00e3o \u00e9 apenas uma plataforma de controlo\u201d. O \u201ccrisis response\u201d ficou famoso quando come\u00e7ou a notificar utilizadores que se encontravam em zonas de cat\u00e1strofes naturais, guerras ou atentados e eles se deixavam marcar como seguros ou, em caso contr\u00e1rio, reportavam \u00e0 rede social que estavam em perigo. \u201cO problema \u00e9 que uma tempestade em Israel pode ser considerada uma cat\u00e1strofe para o Facebook mas nunca um bombardeamento sobre a Faixa de Gaza\u201d, denuncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ricardo, esta plataforma est\u00e1 absolutamente alinhada \u201ccom aquilo que os Estados Unidos consideram que \u00e9 uma crise\u201d e exemplo dessa pol\u00edtica interna \u00e9 tamb\u00e9m a forma como aborda os conflitos no M\u00e9dio Oriente. \u201cMuitas pessoas usavam not\u00edcias da&nbsp;<em>Russia Today<\/em>&nbsp;(RT) para partilhar informa\u00e7\u00e3o e recebemos a orienta\u00e7\u00e3o para que essas publica\u00e7\u00f5es fossem marcadas como material sens\u00edvel. N\u00e3o censur\u00e1vamos essas not\u00edcias porque n\u00e3o violavam a pol\u00edtica do Facebook, mas metiam-nos a marcar essas publica\u00e7\u00f5es como material sens\u00edvel para ajudar a reduzir o algoritmo de expans\u00e3o da not\u00edcia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m deste questionamento, n\u00e3o foi f\u00e1cil para este ex-trabalhador lidar com as informa\u00e7\u00f5es que tinha de analisar. Teve de assistir \u00e0quilo a que chama de catacumbas da humanidade. \u201cN\u00f3s estamos ali a fazer trabalho de pol\u00edcia sem qualquer forma\u00e7\u00e3o. Metem-nos a ver crimes. Material que n\u00e3o dev\u00edamos estar a ver. N\u00f3s acediamos \u00e0s coisas que nos eram reportadas: suicidios ao vivo, mortes feitas por fac\u00e7\u00f5es criminosas, pedofilia, \u2018revenge porn, etc\u2019. Ricardo defende que estas informa\u00e7\u00f5es deviam ser analisadas por \u201cautoridades competentes e por gente preparada psicologicamente\u201d e recorda que lhes diziam que eram \u201co backoffice para salvar a humanidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Casos de redes de escravatura e amea\u00e7as de terrorismo caem-lhes nas m\u00e3os e com esta responsabilidade sobre os ombros, estes trabalhadores n\u00e3o t\u00eam mais do que um pequeno curso de \u201ccontent moderation\u201d [modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados]. \u201cH\u00e1 muitos danos psicol\u00f3gicos para quem faz este trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cGostos\u201d dos utilizadores&nbsp; rendem milh\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas se estes s\u00e3o casos graves, n\u00e3o menos grave \u00e9 o que nos conta Ricardo sobre a utiliza\u00e7\u00e3o comum das redes sociais e que coincide com a generalidade das den\u00fancias contra estas plataformas. Este ex-trabalhador confirma que no departamento de projetos do Facebook, onde se encontrava, um dos objetivos era \u201ctreinar o algoritmo\u201d. Explicado de outros modos, um dos projetos dedicava-se a visualizar as mensagens privadas que os utilizadores trocam entre si, com o intuito de referenciar os gostos e com isso encaminh\u00e1-los para publicidade relacionada com aquilo que lhes interessa. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que empresas destas fazem milh\u00f5es de lucro anualmente. \u201cN\u00f3s ajud\u00e1vamos o Facebook a autonomizar o algoritmo procurando saber, por exemplo, qual era o assunto mais falado nas caixas de mensagens. Tamb\u00e9m para saber se determinados utilizadores est\u00e3o vivos ou mortos para transformar os seus perfis em memoriais e para saber a idade exata de quem usa o Facebook para detetar se se registaram com uma idade falsa\u201d, descreve Ricardo. Ou seja, afinavam o algoritmo verificando se determinadas informa\u00e7\u00f5es tratadas automaticamente eram verdadeiras ou falsas. \u201cTanto que brinc\u00e1vamos uns com os outros dizendo que est\u00e1vamos a trabalhar para ficar sem trabalho, a treinar a m\u00e1quina para que nos substitua um dia\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do document\u00e1rio na Netflix sobre o perigoso impacto das redes sociais nas pessoas, com especialistas em tecnologia, que corrobora muito daquilo que este ex-trabalhador contou \u00e0&nbsp;<em>Voz do Oper\u00e1rio<\/em>, os alarmes voltaram a soar sobre o uso que estas empresas d\u00e3o \u00e0 atividade dos utilizadores. Atualmente, a plataforma mais usada \u00e9 o Youtube, que atrai 89% dos internautas, seguida pelo Whatsapp, com 86%, o Facebook, que ret\u00e9m 79%, o Instagram com 65% e o Twitter que atinge os 53%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os mais jovens, sobretudo menores de idade, o Youtube ainda \u00e9 o preferido para ver v\u00eddeos mas apontam o Tik Tok como a rede social preferida, seguida do Instagram. O tempo que passam atualmente conectado a estas plataformas aumentou \u00e0 volta de 100% nos \u00faltimos anos e durante os meses do confinamento chegou a ser de 200%.<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, o estudo e o trabalho a partir de casa, assim como o distanciamento f\u00edsico de familiares e amigos, empurrou centenas de milh\u00f5es de pessoas para uma utiliza\u00e7\u00e3o mais intensiva destas plataformas, durante a pandemia, e as empresas propriet\u00e1rias viram os seus lucros disparar. No fim de junho, de acordo com a Bloomberg, o valor combinado da Amazon, Apple, Facebook e Google aumentou em 250 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares durante o segundo trimestre fiscal deste ano. A Alphabet, que \u00e9 a empresa-m\u00e3e do gigante tecnol\u00f3gico Google, registou 38,297 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em receitas durante o \u00faltimo trimestre. J\u00e1 a Facebook duplicou o lucro no primeiro trimestre deste ano, para 4.902 milh\u00f5es de d\u00f3lares, face a igual per\u00edodo do ano anterior.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma poderosa ferramenta&nbsp;pol\u00edtica<\/h2>\n\n\n\n<p>Se a den\u00fancia de Ricardo de que o Facebook deu orienta\u00e7\u00f5es para reduzir o alcance das publica\u00e7\u00f5es relacionadas com a p\u00e1gina de not\u00edcias russa RT mostra alguns dos perigos de uma plataforma que \u00e9 utilizada por centenas de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, a utiliza\u00e7\u00e3o dos dados de quem usa esta rede social para influenciar o discurso pol\u00edtico tendo como base os nossos interesses ou para condicionar as nossas escolhas atrav\u00e9s de propaganda \u00e9 uma realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Condenado a uma multa de 5 mil milh\u00f5es de euros pelas falhas que permitiram \u00e0 consultora Cambrigde Analytica tra\u00e7ar perfis psicol\u00f3gicos com os dados de 87 milh\u00f5es de utilizadores, alegadamente vendidos \u00e0 campanha que elegeu Donald Trump presidente dos Estados Unidos, a plataforma fundada e liderada por Mark Zuckerberg em 2004 cedeu milhares de informa\u00e7\u00f5es com fins pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, mesmo sem venda de dados particulares dos utilizadores para publicidade ou propaganda, o Facebook tamb\u00e9m \u00e9 campo de batalha pol\u00edtica e vende os seus servi\u00e7os para propaganda de campanhas em todo o mundo. Nesse sentido, em agosto de 2019, os investigadores Manuel Beltr\u00e1n e Nayantara Ranganathan criaram uma plataforma que reunia e organiza os montantes que 150 partidos de 34 pa\u00edses pagaram para ter publicidade nas redes sociais. O objetivo era defender a transpar\u00eancia, num estudo sobre a propaganda pol\u00edtica na era das ferramentas digitais. O ad.watch descreve em milh\u00f5es e em gr\u00e1ficos quanto \u00e9 que cada partido ou ator pol\u00edtico individual pagou ao Facebook, tamb\u00e9m a que regi\u00e3o e grupo et\u00e1rio \u00e9 que dirigiu as publica\u00e7\u00f5es. A ferramenta \u00e9, segundo os investigadores, essencial para perceber o \u201cpoder de persuas\u00e3o que o uso de dados pessoais facilita\u201d nas estrat\u00e9gias partid\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 revista Vice, Manuel Beltr\u00e1n afirmou que \u201cquanto mais oculto esses mecanismos de propaganda permane\u00e7am mais efetivo \u00e9 o modelo de neg\u00f3cio\u201d. De acordo com o fundador da ad.watch, o Facebook n\u00e3o est\u00e1 muito interessado em rever o modelo de neg\u00f3cio. Diz que \u201c\u00e9 sistematicamente oposto \u00e0 transpar\u00eancia quando se trata de an\u00fancios pol\u00edticos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, em Portugal, as elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o se ganham nas redes sociais mas estas s\u00e3o j\u00e1 um campo de batalha pol\u00edtica. Parte das organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias apenas utiliza ferramentas gratuitas do Facebook sem apostar em solu\u00e7\u00f5es pagas. Mas h\u00e1 quem recorra \u00e0 plataforma investindo elevadas verbas para que esta rede social recorra ao seu banco de dados e os promova atrav\u00e9s do algoritmo junto dos utilizadores. Os partidos podem escolher, ali\u00e1s, algumas das caracter\u00edsticas das pessoas a que querem chegar.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 17 partidos que se apresentaram \u00e0s europeias de maio de 2019, apenas seis entraram no neg\u00f3cio da compra e venda do alcance das publica\u00e7\u00f5es no Facebook e no Instagram. Dos partidos com representa\u00e7\u00e3o parlamentar, s\u00f3 o PCP, PEV e PAN ficam de fora das contas do ad.watch. N\u00e3o investiram nem um c\u00eantimo na promo\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados nas redes sociais. Contas feitas, PS, PSD, CDS, Iniciativa Liberal, Livre e o Bloco de Esquerda, na figura do \u00f3rg\u00e3o de propaganda Esquerda.net, gastaram no total 26 mil euros em publicidade entre dezembro do ano passado e o \u00faltimo m\u00eas de julho. S\u00e3o 162 publica\u00e7\u00f5es em nove meses. Metade do bolo \u00e9 do Esquerda.net. A p\u00e1gina do BE gastou cerca de 13 mil euros. Tanto como a soma do que foi gasto, no total, pelos outros cinco partidos escrutinados na plataforma.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gigantes da tecnologia&nbsp;e a justi\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Tantas vezes coniventes com estas plataformas, a Uni\u00e3o Europeia e pa\u00edses como os Estados Unidos permitiram durante anos que as regras que regulamentam a atividade das redes sociais fossem desadequadas e que n\u00e3o protegessem os direitos dos utilizadores. Por exemplo, a Comiss\u00e3o Europeia diz querer alterar agora a atual diretiva europeia para o com\u00e9rcio eletr\u00f3nico que data de 2000, quando ainda n\u00e3o existia Facebook e a Google tinha apenas dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o El Pa\u00eds, h\u00e1 apenas um m\u00eas, os congressistas democratas na C\u00e2mara dos Representantes divulgaram um extenso relat\u00f3rio sobre os gigantes da tecnologia em que acusam a Google, bem como a Apple, a Amazon e o Facebook, de abusarem da sua posi\u00e7\u00e3o dominante no mercado. Com o crescente impacto dos gigantes da tecnologia na vida social, o escrut\u00ednio da atividade de empresas como a Google, Apple, Amazon e Facebook \u00e9 cada vez maior. O medo da concentra\u00e7\u00e3o de poder, dados e dinheiro nas m\u00e3os destas entidades \u00e9 tal que uniu conservadores e democratas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os congressistas, assim como o governo federal e diferentes associa\u00e7\u00f5es de consumidores, h\u00e1 muito que acusam a Google, propriedade da Alphabet Inc, com um valor de mercado superior a um trili\u00e3o de d\u00f3lares, de abusar do seu poder nas pesquisas na internet, mercado esse que representa quase 90% nos Estados Unidos, e de tentar suprimir a livre concorr\u00eancia e aumentar os seus lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta rela\u00e7\u00e3o entre as redes sociais e os seus utilizadores \u00e9 t\u00e3o t\u00f3xica que o Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos anunciou tamb\u00e9m em outubro uma queixa contra a Google por abusar da sua posi\u00e7\u00e3o no mercado da publicidade online. H\u00e1 mais de um ano que 48 procuradores-gerais de v\u00e1rios estados norte-americanos formalizaram uma investiga\u00e7\u00e3o contra a empresa californiana e agora as autoridades querem focar-se nas acusa\u00e7\u00f5es \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de monop\u00f3lio que a Google ocupa atrav\u00e9s das pesquisas na internet.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade da internet n\u00e3o \u00e9 a mesma que h\u00e1 d\u00e9cadas quando surgiu mas j\u00e1 ent\u00e3o houve quem alertasse para um futuro sombrio se nada fosse feito para defender a liberdade e o acesso ilimitado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios hackers combateram, ent\u00e3o, o aparecimento de monop\u00f3lios de v\u00e1rios gigantes da tecnologia. De acordo com o jornalista Steven Levy, que estudou o fen\u00f3meno, resumiu os valores que norteavam estes ativistas. Partilha, abertura, descentraliza\u00e7\u00e3o, livre acesso aos computadores e melhoria do mundo faziam parte de uma esp\u00e9cie de mandamentos que espelham essa filosofia: \u201cO acesso a computadores, e qualquer outro meio que seja capaz de ensinar algo sobre como o mundo funciona, deve ser ilimitado e total; toda a informa\u00e7\u00e3o deve ser livre; desacreditar a autoridade e promover a descentraliza\u00e7\u00e3o como forma priorit\u00e1ria de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho; os hackers devem ser julgados segundo o seu hacking, e n\u00e3o segundo crit\u00e9rios sujeitos a enviesamentos tais como graus acad\u00e9micos, ra\u00e7a, cor, religi\u00e3o ou posi\u00e7\u00e3o social; \u00e9 poss\u00edvel criar arte e beleza no computador; os computadores podem mudar a vida para melhor\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem pense que possa estar a viver numa realidade dist\u00f3pica quando se fala de milhares de funcion\u00e1rios que em todo o mundo l\u00eaem as mensagens que trocamos em caixas privadas nas redes sociais para saberem aquilo de que gostamos e aquilo de que n\u00e3o gostamos. 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