{"id":3939,"date":"2020-10-02T12:59:52","date_gmt":"2020-10-02T12:59:52","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=3939"},"modified":"2020-12-11T15:17:18","modified_gmt":"2020-12-11T15:17:18","slug":"a-cgtp-in-e-o-nosso-motor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/10\/02\/a-cgtp-in-e-o-nosso-motor\/","title":{"rendered":"A CGTP-IN \u201c\u00e9 o nosso motor\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Atualmente, a CGTP-IN \u00e9 composta por 22 uni\u00f5es distritais, dez federa\u00e7\u00f5es e 125 sindicatos, com um n\u00famero total de 556 363 associados, mais 5863 s\u00f3cios do que h\u00e1 quatro anos. S\u00e3o n\u00fameros impressionantes que revelam o peso desta central sindical no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As raz\u00f5es que podem levar algu\u00e9m a despertar para a necessidade de fazer crescer a sua for\u00e7a, juntando-a \u00e0 de outros tantos, podem ser muitas. \u00c0s vezes, basta uma fa\u00edsca para iluminar a compreens\u00e3o de que a dignidade s\u00f3 se defende atrav\u00e9s da luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os mais de meio milh\u00e3o de trabalhadores sindicalizados est\u00e1 Ana Pires, reeleita para a Comiss\u00e3o Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN no congresso realizado em fevereiro deste ano. \u00c0 conversa com&nbsp;A Voz do Oper\u00e1rio,&nbsp;a dirigente de 41 anos recorda que se sindicalizou quando come\u00e7ou a trabalhar na EMEL, h\u00e1 20 anos, \u201cno quadro de uma ofensiva da empresa que pretendia agravar os hor\u00e1rios de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o havia um \u00fanico sindicalizado. Foi ent\u00e3o que se criou uma din\u00e2mica coletiva entre os trabalhadores da empresa municipal para encontrar um sindicato que os representasse. Ningu\u00e9m abandonou essa luta que durou por 12 anos e que acabou com a vit\u00f3ria daquelas mulheres e homens num acordo de empresa que garantiu as principais reivindica\u00e7\u00f5es tantas vezes presentes em concentra\u00e7\u00f5es, greves e manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conta Ana Pires que foi um processo extraordin\u00e1rio: \u201cCrescemos juntos num processo de aprofundamento da consci\u00eancia social e pol\u00edtica\u201d. Hoje, continua a haver comiss\u00e3o sindical, j\u00e1 com outros membros, mas esta dirigente nacional da CGTP-IN n\u00e3o deixa de acompanhar as lutas que se travam naquele que \u00e9 o seu local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Contesta os preconceitos t\u00e3o propalados sobre o sindicalismo. \u201cUm princ\u00edpio que \u00e9 importante manter \u00e9 esta liga\u00e7\u00e3o concreta \u00e0quele que \u00e9 o meu local de trabalho. Participo nos plen\u00e1rios, na contrata\u00e7\u00e3o coletiva, na luta e no esclarecimento\u201d, sublinha e acrescenta que na CGTP-IN n\u00e3o h\u00e1 a conce\u00e7\u00e3o de que \u201cesta seja uma tarefa para a vida. Temos agora esta tarefa e depois regressamos ao nosso local de trabalho. Isto \u00e9 uma coisa perfeitamente natural\u201d. Explica que estar a tempo inteiro em responsabilidades da central sindical n\u00e3o significa estar desligada dos locais de trabalho. \u201cO que acontece quando se assumem responsabilidades a tempo inteiro n\u00e3o \u00e9 isso, \u00e9 antes um alargamento do conhecimento a mais realidades, a outros locais de trabalho, a outros setores de atividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vinte anos depois de se ter sindicalizado, Ana Pires olha e v\u00ea \u201cum grande coletivo, uma pedra basilar nesta central sindical\u201d. O trabalho coletivo \u00e9, para esta dirigente da CGTP-IN, o motor de um percurso em busca de \u201cuma sociedade diferente\u201d onde se \u201cacabe com a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u201d. N\u00e3o consegue olhar para o passado sem se dar conta de um \u201cprocesso de profundo enriquecimento\u201d em que contatou com os trabalhadores, \u201ccom as suas realidades concretas, com a coragem e determina\u00e7\u00e3o\u201d, um legado de aprendizagem numa central sindical que chega agora aos 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Pires considera que \u201c\u00e9 uma for\u00e7a que vem do passado, que se afirma no presente mas que, essencialmente, se projeta no futuro\u201d. \u00c0&nbsp;Voz do Oper\u00e1rio&nbsp;explica que todos os tempos t\u00eam as suas carater\u00edsticas mas os sindicatos de classe que a CGTP-IN protagoniza \u201cs\u00e3o cada vez mais necess\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a for\u00e7a da central sindical na sociedade portuguesa, entende que a CGTP-IN \u00e9 feita \u201cdisso mesmo, de homens e mulheres, trabalhadores, deste sentimento coletivo, desta representa\u00e7\u00e3o de classe, de uma organiza\u00e7\u00e3o fiel \u00e0s suas ra\u00edzes hist\u00f3ricas\u201d. Uma hist\u00f3ria que se funde com a hist\u00f3ria do pa\u00eds. \u201cO nosso motor \u00e9 este\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, a CGTP-IN \u00e9 composta por 22 uni\u00f5es distritais, dez federa\u00e7\u00f5es e 125 sindicatos, com um n\u00famero total de 556 363 associados, mais 5863 s\u00f3cios do que h\u00e1 quatro anos. S\u00e3o n\u00fameros impressionantes que revelam o peso desta central sindical no pa\u00eds. As raz\u00f5es que podem levar algu\u00e9m a despertar para a necessidade de fazer &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/10\/02\/a-cgtp-in-e-o-nosso-motor\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">A CGTP-IN \u201c\u00e9 o nosso motor\u201d<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3940,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[45],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3939"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4102,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3939\/revisions\/4102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3939"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=3939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}