{"id":3355,"date":"2020-04-27T17:02:56","date_gmt":"2020-04-27T17:02:56","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=3355"},"modified":"2020-05-04T11:46:20","modified_gmt":"2020-05-04T11:46:20","slug":"trabalhadores-na%cc%83o-aceitam-1-o-de-maio-fora-das-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/04\/27\/trabalhadores-na%cc%83o-aceitam-1-o-de-maio-fora-das-ruas\/","title":{"rendered":"Trabalhadores na\u0303o aceitam 1.\u00ba de Maio fora das ruas"},"content":{"rendered":"\n<p>A poucos dias do 1.\u00ba de Maio, a pol\u00e9mica instala-se: deve o dia ser assinalado nas ruas ou apenas simbolicamente? Com mais de um milh\u00e3o de trabalhadores com cortes salariais, o n\u00famero de desempregados a disparar e den\u00fancias de ilegalidades em milhares de empresas, a CGTP-IN &#8211; que tem visto o n\u00famero de sindicalizados a aumentar &#8211; n\u00e3o tem d\u00favidas: respeitando todas as regras sanit\u00e1rias, o 1.\u00ba de Maio tem de ser na rua.  <br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O 1.\u00ba de Maio n\u00e3o fica de quarentena<\/h2>\n\n\n\n<p>Desde 1890 que sindicatos em todo o mundo assinalam o primeiro dia do m\u00eas de maio homenageando assim os m\u00e1rtires de Chicago ganhando esta jornada especial relev\u00e2ncia quando se assumiu como Dia Internacional do Trabalhador. Este ano, quando se celebram os 130 anos da primeira marcha nesta data e se enfrenta a pandemia do novo coronav\u00edrus, a CGTP-IN anunciou que vai estar nas ruas de Portugal. Num per\u00edodo em que cresce o desemprego e a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, o 1.\u00ba de Maio n\u00e3o fica de quarentena. Em contacto com a Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade e informadas as autoridades, excluindo idosos e trabalhadores de grupos de risco, a central sindical vai garantir a dist\u00e2ncia de seguran\u00e7a entre os participantes. Em Lisboa, a iniciativa vai decorrer na Alameda. <br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Abusos laborais aumentam sindicaliza\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros do Instituto de Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional (IEFP) apontam para 53 mil desempregados s\u00f3 durante o m\u00eas de mar\u00e7o. Uma verdadeira avalanche desencadeada pela pandemia do novo coronav\u00edrus. Portugal enfrenta agora uma nova crise social. Outro dos efeitos imediatos da paralisa\u00e7\u00e3o da economia, para al\u00e9m do desemprego, \u00e9 o recurso das empresas ao layoff, regime que permite \u00e0s empresas reduzir o hor\u00e1rio normal dos trabalhadores, ou suspender o contrato de trabalho, por um per\u00edodo de tempo definido. Neste momento, s\u00e3o j\u00e1 mais de 82 mil as empresas que recorreram a esta medida, de acordo com o Gabinete de Estrat\u00e9gia e Planeamento do Minist\u00e9rio portugu\u00eas do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social. Em 15 de abril, estavam 931 mil trabalhadores nesta situa\u00e7\u00e3o. Ou seja, a receber apenas dois ter\u00e7os da sua remunera\u00e7\u00e3o normal il\u00edquida, sendo o valor financiado em 70% pela Seguran\u00e7a Social nos casos de suspens\u00e3o do contrato. <\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto dif\u00edcil, s\u00e3o muitos os trabalhadores que procuram os sindicatos para se defenderem. Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, Isabel Camarinha, secret\u00e1ria-geral da CGTP, afirmou que \u201ctem havido muita sindicaliza\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo porque os trabalhadores sabem que podem contar com os sindicatos da CGTP-IN para continuar a defender os seus interesses e direitos, numa altura em que t\u00eam sido cometidos tantos abusos\u201d. De acordo com a dirigente sindical, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, neste momento, fazer um levantamento do crescimento da sindicaliza\u00e7\u00e3o porque os sindicatos est\u00e3o a funcionar com planos de conting\u00eancia, tanto a n\u00edvel de dirigentes como de funcion\u00e1rios, mas assegurou que \u00e9 transversal a todos os setores de atividade. <\/p>\n\n\n\n<p>Para Isabel Camarinha, o crescimento da sindicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 justificado com a crescente viola\u00e7\u00e3o dos direitos laborais por parte de muitas empresas, \u201cque se est\u00e3o a aproveitar da crise para cometer todo o tipo de abusos\u201d. \u201cCom um milh\u00e3o de trabalhadores em layoff e os despedimentos a chegarem, em m\u00e9dia, aos 4 mil por dia, \u00e9 natural que os trabalhadores sintam necessidade de procurar o apoio dos sindicatos\u201d, considerou. <\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel institucional, a CGTP-IN tem aproveitado as\nreuni\u00f5es semanais de Concerta\u00e7\u00e3o Social e encontros\ncom membros do governo para apresentar propostas que\nassegurem a manuten\u00e7\u00e3o do emprego e dos rendimentos\ndos trabalhadores e das fam\u00edlias.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Isabel Camarinha admitiu as vantagens do di\u00e1logo so-\ncial na atual situa\u00e7\u00e3o, mas considerou que \u201ca valoriza\u00e7\u00e3o\ndas condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e9 [conseguida] na contrata\u00e7\u00e3o\ncoletiva\u201d. Segundo a sindicalista, continuam a decorrer\nalguns processos negociais, apesar do confinamento,\nembora de forma reduzida. \u201cCom o retorno \u00e0 atividade\nnormal nas empresas, teremos de criar uma din\u00e2mica\nmuito maior na contrata\u00e7\u00e3o coletiva, para se conseguir\natualizar os contratos coletivos de trabalho, ao n\u00edvel dos\nsal\u00e1rios e das condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, considerou.\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poucos dias do 1.\u00ba de Maio, a pol\u00e9mica instala-se: deve o dia ser assinalado nas ruas ou apenas simbolicamente? 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