{"id":3265,"date":"2020-04-02T14:43:42","date_gmt":"2020-04-02T14:43:42","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=3265"},"modified":"2020-04-02T14:43:45","modified_gmt":"2020-04-02T14:43:45","slug":"nao-podemos-ser-nos-a-pagar-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/04\/02\/nao-podemos-ser-nos-a-pagar-a-crise\/","title":{"rendered":"N\u00e3o podemos ser n\u00f3s a pagar a crise"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 in\u00e9dita a crise sanit\u00e1ria que afeta praticamente todo o planeta. Perante a clausura de milh\u00f5es de pessoas, em Portugal e no mundo, h\u00e1 dois elementos que s\u00e3o cada vez mais evidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, a absoluta necessidade de um Estado ao servi\u00e7o dos trabalhadores e do povo, com servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e, neste caso concreto, um Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade capaz de enfrentar esta pandemia. Durante anos, PS, PSD e CDS-PP apostaram no ataque \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sociais do Estado e preferiram investir o nosso dinheiro na banca. Estar\u00edamos, certamente, mais bem preparados para salvar vidas se as escolhas tivessem sido outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dos elementos que sobressai \u00e9 a necessidade de valorizarmos quem trabalha. \u00c9 absolutamente claro que quem faz mover o mundo s\u00e3o os trabalhadores. Quem cuida da nossa sa\u00fade, quem trata de que tenhamos produtos nos supermercados, quem recolhe o nosso lixo, quem garante que n\u00e3o nos falte \u00e1gua, luz e g\u00e1s, quem nos transporta, quem toma conta dos nossos idosos e muitos outros, para quem faltariam dezenas de p\u00e1ginas para enunciar, s\u00e3o absolutamente essenciais \u00e0 nossa vida. Esses que, h\u00e1 anos, s\u00e3o maltratados pelos diferentes governos e pelas administra\u00e7\u00f5es das suas empresas merecem bem mais do que o nosso aplauso. Merecem que nos juntemos a eles quando exigem mais direitos e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Se do lado de quem nos governa h\u00e1 um apelo constante para remarmos juntos, o facto \u00e9 que nunca quiseram que remassemos juntos. Quiseram e querem que voltemos a remar sozinhos como no tempo da troika, puxando com a for\u00e7a dos nossos bra\u00e7os toda a economia, permitindo que, uma vez mais, grandes empresas e bancos n\u00e3o exer\u00e7am qualquer esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas anunciadas pelo governo, com o benepl\u00e1cito do Presidente da Rep\u00fablica, n\u00e3o s\u00e3o apenas insuficientes. S\u00e3o criminosas porque permitem que perante uma calamidade destas dimens\u00f5es milhares de trabalhadores sejam despedidos, percam rendimentos e se vejam sem qualquer protec\u00e7\u00e3o, enquanto as contas continuam a bater ao fim do m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia, que j\u00e1 estava em estado cr\u00edtico depois do per\u00edodo da troika, est\u00e1 agora ligada \u00e0s m\u00e1quinas, enquanto os seus dirigentes se abst\u00eam de agir de forma decidida para intervir de forma solid\u00e1ria. Nada de novo debaixo do Sol. Abril \u00e9 m\u00eas de revolu\u00e7\u00e3o e se as atuais circunst\u00e2ncias n\u00e3o nos permitem sair para as ruas como desejar\u00edamos, importa que estejamos preparados para lutar. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 in\u00e9dita a crise sanit\u00e1ria que afeta praticamente todo o planeta. Perante a clausura de milh\u00f5es de pessoas, em Portugal e no mundo, h\u00e1 dois elementos que s\u00e3o cada vez mais evidentes. Por um lado, a absoluta necessidade de um Estado ao servi\u00e7o dos trabalhadores e do povo, com servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e, neste &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2020\/04\/02\/nao-podemos-ser-nos-a-pagar-a-crise\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">N\u00e3o podemos ser n\u00f3s a pagar a crise<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2260,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[37],"tags":[],"coauthors":[71],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3265"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3268,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265\/revisions\/3268"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3265"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=3265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}