{"id":2826,"date":"2019-12-02T15:22:33","date_gmt":"2019-12-02T15:22:33","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=2826"},"modified":"2019-12-02T15:24:57","modified_gmt":"2019-12-02T15:24:57","slug":"caminhar-rumo-a-um-pais-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/12\/02\/caminhar-rumo-a-um-pais-melhor\/","title":{"rendered":"Caminhar rumo a um pa\u00eds melhor"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante a \u00faltima d\u00e9cada, houve quem n\u00e3o se importasse de alimentar de novo o ovo da serpente e que agora se finja surpreendido com uma Europa semeada de forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de extrema-direita. Portugal n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A mais profunda das revolu\u00e7\u00f5es no Ocidente Europeu desde a Comuna Paris derrotou o fascismo mas sofreu um duro golpe a 25 de novembro de 1975. N\u00e3o admira pois que a entrada da extrema-direita, conservadora e liberal, na Assembleia da Rep\u00fablica, atrav\u00e9s do Chega e da Iniciativa Liberal, em conjunto com o PS, o PSD e o CDS-PP, use a data como bandeira.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A serpente que agora desperta e abre arm\u00e1rios onde tanta gente esteve escondida durante anos vive da mentira e do palco que jornais, r\u00e1dios e televis\u00f5es lhe d\u00e3o. N\u00e3o deixa de ser extraordin\u00e1rio que num pa\u00eds em que boa parte da comunica\u00e7\u00e3o social se dedica a silenciar ou a deturpar o papel do movimento sindical, se d\u00ea cada vez mais espa\u00e7o a a\u00e7\u00f5es e estruturas ideologicamente alheadas daquilo que tem sido a pr\u00e1tica de compromisso da CGTP com um projeto de progresso e justi\u00e7a social. <br><br>\u00c9 bem poss\u00edvel que a maioria dos eleitores que deram o voto a Andr\u00e9 Ventura n\u00e3o saiba quais as suas propostas eleitorais para al\u00e9m dos soundbites televisivos. O homem que diz estar contra as elites defendeu a entrega precisamente a estas elites dos hospitais e centros de sa\u00fade, de escolas e universidades e de transportes como o metro, a Carris e a CP. Ou seja, que a nossa sa\u00fade dependa da nossa conta banc\u00e1ria, que haja filhos de primeira e filhos de segunda nas escolas,<br> e que os lucros do que hoje \u00e9 p\u00fablico acabe nas m\u00e3os de algum grupo<br> econ\u00f3mico e financeiro.<br> <br>H\u00e1 muitas raz\u00f5es para que o descontentamento se expresse nas ruas e nos locais de trabalho. Os diferentes protestos que se t\u00eam vindo a desenrolar no pa\u00eds mostram que h\u00e1 um povo n\u00e3o vive de migalhas e que quer aquilo que devia ser seu por direito. O ano que acaba agora \u00e9 tamb\u00e9m o fim de uma d\u00e9cada que vai ficar marcada na hist\u00f3ria pelo sacrif\u00edcio a que fomos sujeitos para pagar as d\u00edvidas dos grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros. Mas tamb\u00e9m pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o contra as pol\u00edticas de direita e a troika. O nosso passado long\u00ednquo e recente, assim como os protestos em muitos pa\u00edses do mundo, mostram que a luta \u00e9 o \u00fanico caminho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a \u00faltima d\u00e9cada, houve quem n\u00e3o se importasse de alimentar de novo o ovo da serpente e que agora se finja surpreendido com uma Europa semeada de forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de extrema-direita. Portugal n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. 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