{"id":2264,"date":"2019-08-02T10:16:10","date_gmt":"2019-08-02T10:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=2264"},"modified":"2019-08-02T13:18:35","modified_gmt":"2019-08-02T13:18:35","slug":"leituras-para-o-verao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/08\/02\/leituras-para-o-verao\/","title":{"rendered":"Leituras para o ver\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> Eliete <\/h2>\n\n\n\n<p><em>Dulce Maria Cardoso,<\/em> Tinta da China   <\/p>\n\n\n\n<p>A extraordin\u00e1ria prosa de Dulce Maria Cardoso est\u00e1 de regresso, sete anos ap\u00f3s o seu \u00faltimo romance (Pr\u00e9mio Especial da Cr\u00edtica; Livro do Ano dos jornais P\u00fablico e Expresso). Eliete (que ter\u00e1 sequela) relata-nos a vida comum da personagem com o mesmo nome, que se encontra a meio da vida, numa suspens\u00e3o inquietante, que a banalidade dos dias parece n\u00e3o querer deixar adivinhar. Mas Eliete tem uma hist\u00f3ria e est\u00e1 prestes a descobrir a parte encoberta \u2013 um vendaval. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Orlando e o Tambor M\u00e1gico <\/h2>\n\n\n\n<p><em>Alexandra Lucas Coelho<\/em>, Alfaguara<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sugestoesculturais\">Orlando tem oito anos e n\u00e3o consegue dizer os \u00ab\u00e9les\u00bb. A m\u00e3e e o pai est\u00e3o separados mas moram no mesmo bairro de Lisboa, bem como os seus amigos. Nesta segunda aventura da s\u00e9rie, Orlando viaja at\u00e9 \u00e0 Guin\u00e9-Bissau com o pai e descobre que as \u00e1rvores tamb\u00e9m falam e que h\u00e1 tambores m\u00e1gicos que v\u00eam das \u00e1rvores. Esta aventura \u00e9 inspirada numa viagem que Alexandra Lucas Coelho fez \u00e0 Guin\u00e9-Bissau na altura do 25 de Abril. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Il\u00edada de Homero Adaptada para Jovens<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Frederico Louren\u00e7o<\/em>, Quetzal <\/p>\n\n\n\n<p>Como escreve o pr\u00f3prio Frederico Louren\u00e7o, Il\u00edada \u00abprop\u00f5e uma circunst\u00e2ncia redentora para a vida humana: levarmos os nossos objetivos at\u00e9 ao fim, custe o que custar, doa a quem doer, e nunca abdicarmos do bem supremo pelo qual devemos lutar com unhas e dentes (ou, melhor dizendo, lan\u00e7as e espadas): a nossa pr\u00f3pria autoestima\u00bb. Esta \u00e9 uma excelente oportunidade para aproximar os leitores mais novos do universo cl\u00e1ssico. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mar\u00e9 Alta<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Pedro Vieira<\/em>, Companhia das Letras<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNum romance sem her\u00f3is, onde todos lutam, sobrevivem e morrem a tentar ser livres, \u00e9 poss\u00edvel, embora v\u00e3o, tentar destrin\u00e7ar, no meio do medo e da culpa, onde acaba a fic\u00e7\u00e3o e come\u00e7a a realidade. E se, por vezes, a intimidade da escrita nos aproxima de acontecimentos distantes, noutros, \u00e9 a frieza da narrativa que resguarda momentos de grande profundidade. Mar\u00e9 alta \u00e9 um retrato cru e \u00e9pico do Portugal do s\u00e9culo XX e de quem o viveu, no limiar onde a esperan\u00e7a, o sonho e a mem\u00f3ria se confundem e perdem na sucess\u00e3o de mar\u00e9s.\u201d <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Banquete<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Plat\u00e3o<\/em>, Tinta da China<\/p>\n\n\n\n<p>O enredo da discuss\u00e3o sobre Eros no Banquete \u00e9 um dos fundamentos da cultura ocidental, que, mesmo temperada pelo elemento judaico-crist\u00e3o, em muitos aspectos mais oriental, permanece assente no solo greco-latino. A interven\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates (e, sejamos justos, de todos os outros convivas) interpretando Eros como uma rela\u00e7\u00e3o, uma car\u00eancia, um desejo, entrou no discurso sobre o amor, que \u00e9 um dos discursos com maior continuidade da nossa hist\u00f3ria cultural e filos\u00f3fica, e chegou mesmo \u00e0 mais vulgar conversa\u00e7\u00e3o e escrita. \u2014 <em>Pref\u00e1cio, Jos\u00e9 Pacheco Pereira<\/em>.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As Palavras que Fugiram do Dicion\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Sandro William Junqueira<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do pr\u00e9mio da SPA para melhor obra liter\u00e1ria infanto-juvenil, este \u00e9 um livro onde se inventam palavras! \u201cO dicion\u00e1rio \u00e9 a casa onde moram palavras. As que limpam as janelas, as que gostam de beber caf\u00e9, as que trazem correntes de ar, as que fazem de lanterna no escuro, as que t\u00eam os p\u00e9s pequenos, as que frequentam as \u00e1rvores, as que pulam como sapos. Entre as finas paredes do dicion\u00e1rio podemos admir\u00e1 -las. Investigar o que fazem elas da vida. Este livro vai atr\u00e1s dessas que nunca se deixam apanhar. N\u00e3o para as prender. (Como se isso fosse poss\u00edvel?) Somente para lhes tirar um retrato.\u201d <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As listas de leituras para o ver\u00e3o s\u00e3o um cl\u00e1ssico do qual n\u00e3o queremos abdicar. Este ano, debru\u00e7amo-nos sobretudo sobre fic\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o esquecemos os nossos leitores mais novos; naturalmente que todas as sugest\u00f5es para crian\u00e7as s\u00e3o igualmente indicadas para adultos mais desenvoltos. Boas leituras!<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":2267,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"coauthors":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2264"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2335,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2264\/revisions\/2335"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2264"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=2264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}