{"id":2254,"date":"2019-08-02T09:54:51","date_gmt":"2019-08-02T09:54:51","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=2254"},"modified":"2019-08-02T09:54:53","modified_gmt":"2019-08-02T09:54:53","slug":"o-mundo-que-vivi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/08\/02\/o-mundo-que-vivi\/","title":{"rendered":"O Mundo que Vivi"},"content":{"rendered":"\n<p> Este livro \u00e9 a s\u00famula de um ciclo de col\u00f3quios\/debate, com o t\u00edtulo O Mundo que Vivi, que a Associa\u00e7\u00e3o de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP) organizou com a participa\u00e7\u00e3o de um grupo de personalidades de diversas \u00e1reas sociais, pol\u00edticas e culturais, homens e mulheres de combate e resist\u00eancia, que participaram, cada qual a seu modo, na grande festa colectiva que foi esse dia dos prod\u00edgios, ajudando a transformar o pa\u00eds, a libert\u00e1-lo, a torn\u00e1-lo mais justo e livre. Personalidades que trouxeram a estas conversas, as suas singulares experi\u00eancias de vida, de resist\u00eancia, de trabalho e luta.<\/p>\n\n\n\n<p>A AJHLP pretendeu, com este salutar projecto, fazer um balan\u00e7o, a partir de mem\u00f3rias individuais, de parte do s\u00e9culo XX portugu\u00eas, atrav\u00e9s do testemunho de \u00abonze convidados [que] falaram do seu mundo, de suas lutas, dos seus sonhos, da sua inf\u00e2ncia \u2013 essa foz onde tudo nasce e voltamos sempre \u00e0 medida que dela nos afastamos\u00bb, diz-nos Francisco Duarte Mangas na introdu\u00e7\u00e3o deste 1\u00ba. volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Num s\u00e9culo enfeudado ao desvario tecnol\u00f3gico, que exibe um vertiginoso alheamento da nossa hist\u00f3ria recente, tempo em que parece existir uma sombria amn\u00e9sia c\u00edvica e cultural, que reflecte a incapacidade de reflectirmos sobre o nosso passado recente utilizando a mem\u00f3ria como mat\u00e9ria funcional de debate e alerta, que torne poss\u00edvel a descodifica\u00e7\u00e3o dos sinais perturbadores que come\u00e7am a tolher, em sobressalto, os dias avaros que vivemos, livros como este O Mundo Que Vivi, cumprem uma fun\u00e7\u00e3o de extrema import\u00e2ncia, dado que trazem para a confus\u00e3o geral a voz assertiva e l\u00facida dos que sabem, de experi\u00eancia feita, que a Liberdade precisa de cuidados, de empenho, de permanente vig\u00edlia: nada est\u00e1 conquistado para sempre! Seis testemunhos fundamentais percorrem este livro: Arnaldo Trindade que criou, atrav\u00e9s da etiqueta Orfeu, os discos maiores da nossa m\u00fasica popular: Zeca, Adriano, Fausto, S\u00e9rgio Godinho, entre tantos outros; Jorge Sarabando, activista pol\u00edtico, homem da escrita e resistente, que viveu o j\u00fabilo dos dias de Abril, mas afirma que ainda h\u00e1 muito nevoeiro por a\u00ed; Jos\u00e9 Lu\u00eds Borges Coelho, m\u00fasico, professor, resistente antifascista, homem de palavra(s); J\u00falio Cardoso, actor, director da Seiva Trupe, diz-nos que O Teatro tem cada vez mais futuro; Laura Soutinho, que viveu um tempo de luta e de transgress\u00e3o; V\u00edtor Ranita que foi defender Angola e regressou anti-colonialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Um livro de testemunhos que acertam a mem\u00f3ria com as urg\u00eancias do nosso tempo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depoimentos de Arnaldo Trindade, Jorge Sarabando, Jos\u00e9 Lu\u00eds Borges Coelho, J\u00falio Cardoso, Laura Soutinho e V\u00edtor Ranita<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":2260,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52],"tags":[],"coauthors":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2254"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2254"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2262,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2254\/revisions\/2262"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2254"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=2254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}