{"id":2138,"date":"2023-04-04T15:12:00","date_gmt":"2023-04-04T15:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=2138"},"modified":"2023-08-04T15:13:25","modified_gmt":"2023-08-04T15:13:25","slug":"o-sindicalista-alberto-monteiro-um-fundador-do-pcp-na-voz-do-operario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2023\/04\/04\/o-sindicalista-alberto-monteiro-um-fundador-do-pcp-na-voz-do-operario\/","title":{"rendered":"O sindicalista Alberto Monteiro: um fundador do PCP n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dirigente da CGT<\/h2>\n\n\n\n<p>Esse contexto de uma ditadura fascista silenciou que entre 1919 e 1926 Alberto Monteiro tinha tido um destacado papel na hist\u00f3ria do sindicalismo em Portugal, pela sua ac\u00e7\u00e3o como secret\u00e1rio-geral da Uni\u00e3o de Sindicatos Oper\u00e1rios de Lisboa e como dirigente da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho (CGT). Foram ent\u00e3o in\u00fameras as  suas interven\u00e7\u00f5es em congressos e com\u00edcios oper\u00e1rios. Silenciou tamb\u00e9m que em 1921 Alberto Monteiro participou na funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Portugu\u00eas (PCP) e foi seu dirigente eleito no primeiro congresso (em 1923) ao lado do secret\u00e1rio-geral Carlos Rates. J\u00e1 antes, em 1919, ele se tinha salientado como colaborador do jornal Bandeira Vermelha, org\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Maximalista Portuguesa, estrutura embri\u00e3o do PCP. Silenciou ainda que Alberto Monteiro foi um resistente anti-fascista desde a primeira hora. Logo quando se deu o golpe militar de 28 de Maio de 1926 foi ele quem presidiu ao com\u00edcio oper\u00e1rio de protesto contra a ditadura que se realizou em Lisboa. Depois, durante o per\u00edodo de ditadura militar, esteve na linha da frente da defesa da liberdade sindical. Em 1930 foi um dos fundadores da Comiss\u00e3o Inter-Sindical, ao lado de Bento Gon\u00e7alves, novo secret\u00e1rio-geral do PCP. Em Outubro de 1930, um informador da pol\u00edcia denunciava Alberto Monteiro como \u201cum dos comunistas mais em evid\u00eancia\u201d, que era \u201cmuito esperto e dif\u00edcil de comprometer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preso pol\u00edtico<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 26 de agosto de 1931 Alberto Monteiro ter\u00e1 estado envolvido naquela que foi a \u00faltima grande revolta armada contra a ditadura em Lisboa, antes do 25 de abril. Foi ent\u00e3o preso e imediatamente deportado para a \u201ccol\u00f3nia mais distante\u201d: Timor Leste. Regressado a casa, em Lisboa, em 1933, voltou a ser preso pol\u00edtico em  1935. \u2018Passou\u2019 dessa vez pelo Aljube e esteve um ano encarcerado no Forte de Peniche, de onde saiu em 1936. Em 1937 voltou a ser preso, \u2018conhecendo\u2019 desta vez o reduto norte do Forte de Caxias, de onde saiu em 1938. Foi depois deste percurso que Alberto Monteiro se empenhou n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio. \u00c9 neste aspecto um exemplo do conjunto de velhos sindicalistas, de diferentes correntes (anarquistas, comunistas, socialistas) que durante a ditadura aqui se mantiveram organizados e activos at\u00e9 ao final da vida ou enquanto a sa\u00fade lhes permitiu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alfaiate<\/h2>\n\n\n\n<p>Natural de Lisboa, alfaiate e filho de um alfaite, Alberto Monteiro come\u00e7ou por se salientar como militante no sindicato de oper\u00e1rios alfaites de Lisboa. Este sindicato denotou at\u00e9 1919 uma influ\u00eancia do antigo Partido Socialista Portugu\u00eas mas depois parece ter-se radicalizado, dele saindo v\u00e1rios destacados quadros do PCP nas d\u00e9cadas de 1920 e 30: n\u00e3o apenas Alberto Monteiro mas tamb\u00e9m Ernesto Bonif\u00e1cio (que faleceu ainda jovem em 1929), Artur Cresc\u00eancio Teixeira (que foi prisioneiro no Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal entre 1937 e 1944) e Manuel Guilherme de Almeida (que foi preso pol\u00edtico em 1931, 1935, 1943, 1956 e 1963). Um dos \u00faltimos artigos que Alberto Monteiro publicou n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, em 1954, foi para prestar homenagem ao seu falecido amigo Raul Esteves dos Santos, antigo presidente da dire\u00e7\u00e3o d\u2019A Voz e democrata republicano que tamb\u00e9m foi preso pela PIDE em 1947.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sindicalista Alberto Monteiro: um fundador do PCP n\u2019A Voz do Oper\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[43],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2138"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2138"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7177,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2138\/revisions\/7177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2138"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=2138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}