{"id":2128,"date":"2019-07-09T16:24:08","date_gmt":"2019-07-09T16:24:08","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=2128"},"modified":"2019-07-09T16:24:12","modified_gmt":"2019-07-09T16:24:12","slug":"desigualdade-no-acesso-ao-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/07\/09\/desigualdade-no-acesso-ao-superior\/","title":{"rendered":"Desigualdade no acesso ao Superior"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com um estudo do think tank da Funda\u00e7\u00e3o Belmiro de Azevedo, Edulog, os alunos de fam\u00edlias mais favorecidas entram nos cursos de maior prest\u00edgio enquanto que os mais pobres, maioritariamente, para os polit\u00e9cnicos. A investiga\u00e7\u00e3o refere que para que um estudante seja capaz de alcan\u00e7ar as notas de ingresso, mais elevadas, por norma, nos cursos de prest\u00edgio, a capacidade financeira da fam\u00edlia \u00e9 determinante. Os crit\u00e9rios usados na an\u00e1lise do Edulog \u00e0 equidade do acesso ao ensino superior foram as qualifica\u00e7\u00f5es dos pais e m\u00e3es dos estudantes e a percentagem de alunos que recebem bolsas de ac\u00e7\u00e3o social \u2013 que s\u00e3o em norma os mais desfavorecidos \u2013 em cada curso. O estudo usa um dos exemplos mais claros da seletividade socioecon\u00f3mica no acesso aos cursos do ensino superior, o acesso \u00e0 \u00e1rea da Sa\u00fade. S\u00e3o 73,2% os estudantes de Medicina que s\u00e3o filhos de pais e m\u00e3es que conclu\u00edram o ensino superior, ao passo que 73% dos estudantes de Enfermagem s\u00e3o filhos de pais com qualifica\u00e7\u00f5es inferiores \u2013 ensino secund\u00e1rio ou menos. Na Universidade do Minho quem estuda para ser m\u00e9dico vem de agregados familiares bastante mais qualificados (56% das m\u00e3es t\u00eam o ensino superior) do que os colegas de Enfermagem (onde apenas 20% das progenitoras t\u00eam este n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o). A conclus\u00e3o \u00e9 a mesma se forem comparados os alunos de Medicina da Universidade de Coimbra (63% de m\u00e3es com o ensino superior) e os da Escola Superior de Enfermagem da mesma cidade (24%). Noticia o P\u00fablico que esta an\u00e1lise \u00e9 tamb\u00e9m confirmada quando se observa o n\u00famero de bolseiros de a\u00e7\u00e3o social em cada curso superior. Apenas 15% dos estudantes inscritos em Medicina v\u00eam de agregados familiares mais pobres. Pelo contr\u00e1rio, 40,4% dos alunos de Enfermagem recebem apoio do Estado para estudar. Nas universidades, menos de 30% (28,1%) s\u00e3o bolseiros. Nos polit\u00e9cnicos esse valor \u00e9 superior em quase dez pontos percentuais (37,4%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um estudo do think tank da Funda\u00e7\u00e3o Belmiro de Azevedo, Edulog, os alunos de fam\u00edlias mais favorecidas entram nos cursos de maior prest\u00edgio enquanto que os mais pobres, maioritariamente, para os polit\u00e9cnicos. A investiga\u00e7\u00e3o refere que para que um estudante seja capaz de alcan\u00e7ar as notas de ingresso, mais elevadas, por norma, &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/07\/09\/desigualdade-no-acesso-ao-superior\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Desigualdade no acesso ao Superior<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":2129,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2128"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2128"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2128\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2132,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2128\/revisions\/2132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2128"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=2128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}