{"id":1697,"date":"2019-03-17T21:28:42","date_gmt":"2019-03-17T21:28:42","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=1697"},"modified":"2019-08-02T11:17:16","modified_gmt":"2019-08-02T11:17:16","slug":"a-batalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/03\/17\/a-batalha\/","title":{"rendered":"A Batalha"},"content":{"rendered":"\n<p>Iniciou domingo a sua publica\u00e7\u00e3o este jornal di\u00e1rio, porta-voz da organisa\u00e7\u00e3o operaria portugueza. Do seu artigo de apresenta\u00e7\u00e3o recortamos os seguintes periodos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBem sabemos n\u00f3s que <em>A Batalha, <\/em>que ser\u00e1 na imprensa o porta-voz da organisa\u00e7\u00e3o operaria nacional e, portanto, o interpreto das generosas aspira\u00e7\u00f5es da legi\u00e3o trabalhadora, d\u2019essa legi\u00e3o que, ao mesmo tempo que, em lucta afanos, arranca \u00e1 natureza uberrima tudo quanto \u00e9 mister \u00e1 existencia, anda empenhada n\u2019uma outra lucta n\u00e3o menos ingente, qual \u00e9 a de marchar em demanda d\u2019um porvir, n\u00e3o de bem-estar apenas para alguns, mas de conforto para todos; bem sabemos n\u00f3s, iamos dizendo, que <em>A Batalha<\/em>&nbsp; \u00e9 um jornal ass\u00e1s difficil de fazer, n\u00e3o s\u00f3 porque \u00e9 a primeira vez que em Portugal apparece um jornal lan\u00e7ado pela Central dos Syndicatos, e, portanto, com um caracter in\u00e9dito, mas tambem porque n\u2019este momento mundo operario convulsiona-se na ancia bem legitima de diminuir o predominio da classe rica, conquistando-lhe, uma parcella de regalias at\u00e9 agora usurpadas e para que o proletariado portuguez acompanhe sob esse aspecto, a ac\u00e7\u00e3o que l\u00e1 f\u00f3ra se est\u00e1 desenvolvendo, n\u00e3o basta fazer propaganda: \u00e9 necessario que essa propaganda seja realidade com a maior acuidade. S\u00f3 assim ella lograr\u00e1 materialisar, a pouco e pouco, as nossas aspira\u00e7\u00f5es mais caras, s\u00f3 assim ella poder\u00e1 produzir os almejados effeitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Dois factos da historia nacional<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes dos soldados portuguezes e inglezes baterem os francezes no Bussaco, j\u00e1 os populares, organisados em milicias, tinham demonstrado, com valentia, que n\u00e3o se opprimem impunemente os descendentes de Viriato.<\/p>\n\n\n\n<p>Um seculo depois, no anno de 1919, depois de implantado o regimen republicano em Portugal, os monarchicos, aproveitando as discordias dos dirigentes politicos, hasteiam, no Porto e n\u2019outras povoa\u00e7\u00f5es do norte, a bandeira azul e branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Lisboa, esbo\u00e7a-se tambem uma revolta monarchica, e na serra de Monsanto fluctua, durante algumas horas, a bandeira dos realistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os civis, descendentes dos bravos populares que no seculo proximo passado atacaram os soldados do imperador dos francezes correm pressurosos, ao lado dos soldados portuguezes, e, a breve trecho, o pend\u00e3o dos monarchicos \u00e9 abatido e triumpha a Republica.<\/p>\n\n\n\n<p>No emtanto, no Porto e em parte do norte de Portugal, desenvolve-se uma energica ac\u00e7\u00e3o militar, que, parecia prolongar-se, quando, na vetusta e liberal cidade do 31 de janeiro, a alma popular vibra com animo altivo, e novamente o pavilh\u00e3o republicano \u00e9 hasteado aos accordes da <em>Portugueza, <\/em>hymno nacional que Alfredo Keil nos legou.<\/p>\n\n\n\n<p>5 de mar\u00e7o de 1919<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciou domingo a sua publica\u00e7\u00e3o este jornal di\u00e1rio, porta-voz da organisa\u00e7\u00e3o operaria portugueza. 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