{"id":1685,"date":"2019-03-17T21:13:58","date_gmt":"2019-03-17T21:13:58","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=1685"},"modified":"2019-08-02T10:45:26","modified_gmt":"2019-08-02T10:45:26","slug":"comboios-versus-autocarros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/03\/17\/comboios-versus-autocarros\/","title":{"rendered":"Comboios versus Autocarros"},"content":{"rendered":"\n<p>Era princ\u00edpio consensual entre aqueles que se debru\u00e7am sobre as quest\u00f5es da mobilidade, que os transportes pesados, entre eles os caminhos de ferro, s\u00e3o vocacionados para a liga\u00e7\u00e3o dos polos urbanos, a chamada malha larga, cabendo aos transportes ligeiros o servi\u00e7o na chamada malha fina.<\/p>\n\n\n\n<p>As interfaces eram elementos importantes neste sistema de complementaridade entre os diferentes modos de transportes.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez por for\u00e7a de uma qualquer moda contra a corrente ambiental, aparece a p\u00fablico uma nova ideia para dar resposta aos problemas da mobilidade, no eixo Lisboa-Cascais: a constru\u00e7\u00e3o de um corredor bus na autoestrada que liga aquelas localidades, a A5.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ningu\u00e9m disse que era para substituir a linha de caminho de ferro entre Cais do Sodr\u00e9 e Cascais, mas como nada se faz para reabilitar aquela infraestrutura e adquirir o material&nbsp; circulante para substituir o que faz atualmente o servi\u00e7o, o tempo acabar\u00e1 por cumprir os objetivos dos que n\u00e3o a v\u00eam viva, mas mal enterrada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fizemos nesta coluna a compara\u00e7\u00e3o com o metro ligeiro, pelo que, por facilidade, vamos comparar a oferta dos dois modos de transporte agora em presen\u00e7a, seguindo o mesmo tipo de exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comecemos por referir que num trajeto do tipo do anunciado n\u00e3o concebemos que, por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, haja pessoas de p\u00e9 como se de um transporte urbano se tratasse, o que implicar\u00e1 um n\u00famero mais reduzido de passageiros por metro quadrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, e admitindo que se trata de um tipo de autocarro especial, admitamos a lota\u00e7\u00e3o de 100 pessoas, o que comparando com um comboio que pode transportar 1344 passageiros, consideremos que corresponde a 13 autocarros.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos cortes na oferta que a degrada\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos comboios sofre, fazem-se na hora de ponta 10 comboios por hora.<\/p>\n\n\n\n<p>Facilmente se conclui que teriam de chegar 130 autocarros por hora para uma oferta do mesmo tipo, ou seja, um autocarro a cada 28 segundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos ambientais, para quem tanto defende os modos menos poluentes nem \u00e9 preciso argumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que digam que se manter\u00e3o as duas porque a linha de Cascais ir\u00e1 ser reabilitada, h\u00e1 outra compara\u00e7\u00e3o a fazer. A dos custos de investimentos a fazer em cada op\u00e7\u00e3o, mas fica para outro momento. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era princ\u00edpio consensual entre aqueles que se debru\u00e7am sobre as quest\u00f5es da mobilidade, que os transportes pesados, entre eles os caminhos de ferro, s\u00e3o vocacionados para a liga\u00e7\u00e3o dos polos urbanos, a chamada malha larga, cabendo aos transportes ligeiros o servi\u00e7o na chamada malha fina. 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