{"id":1673,"date":"2019-03-17T21:04:40","date_gmt":"2019-03-17T21:04:40","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=1673"},"modified":"2019-03-18T11:52:09","modified_gmt":"2019-03-18T11:52:09","slug":"a-voz-do-operario-e-a-casa-dos-amigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/03\/17\/a-voz-do-operario-e-a-casa-dos-amigos\/","title":{"rendered":"\u201cA Voz do Oper\u00e1rio  \u00e9 a casa dos amigos\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Prestes a lan\u00e7ar mais um \u00e1lbum, aos 65 anos, Carlos Alberto Vidal continua a mostrar jovialidade apesar de ser o av\u00f4 mais conhecido dos portugueses. \u00c9 uma trajet\u00f3ria de vida atravessada por diferentes registos musicais mas profundamente caraterizadapelas can\u00e7\u00f5es infantis que marcaram muitas gera\u00e7\u00f5es desde 1982. Este m\u00eas, vai ser homenageado pel\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, passando a fazer parte da lista de ilustres s\u00f3cios honor\u00e1rios que ano ap\u00f3s ano s\u00e3o reconhecidos pela institui\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Nasceu na Lous<\/strong><strong>\u00e3. Que influ\u00eancias ficaram?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As influ\u00eancias que ficaram n\u00e3o foram musicais mas foram determinantes para o adulto que depois eu seria. O facto de ter nascido ali num ambiente de prov\u00edncia, interior do pa\u00eds, naquela \u00e9poca, aquilo moldou-me de certa forma. Os meus av\u00f3s viviam perto da serra que eu frequentava muito. Tive um contato desde muito cedo com a natureza pura e dura. Ali, no sop\u00e9 da serra. Al\u00e9m disso estamos a falar de uma \u00e1rea muito rica a n\u00edvel tur\u00edstico. As ermidas de nossa senhora da piedade, o castelo dos mouros\u2026e eu fazia muito esses percursos da casa do meu av\u00f4 at\u00e9 essas zonas. Os percursos em si tamb\u00e9m eram muito bonitos e eu imaginava-me nas mais variadas situa\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes cavaleiro, outras vezes outra coisa. Eram caminhos que se faziam com muita brincadeira \u00e0 mistura. Eu adorava aquele ambiente, sinto que foi determinante para a pessoa que eu sou hoje no sentido de eu ter sempre uma liga\u00e7\u00e3o profunda com a natureza que me rodeia, esteja eu onde estiver.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Continua a ir l<\/strong><strong>\u00e1?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, vou com regularidade. Tenho fases em que vou mais vezes por um motivo ou outro e depois fico assim uma temporada mais longa sem ir. Quando surge a oportunidade \u00e9 sempre bom porque \u00e9 um regresso a casa. Tenho l\u00e1 alguma fam\u00edlia e tenho l\u00e1 tamb\u00e9m alguns amigos desse tempo. Quando nos vemos \u00e9 sempre agrad\u00e1vel. Recordar, conversar e sentir que passados tantos anos estamos vivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como era a rela<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o que tinha com os seus av\u00f3s?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era uma rela\u00e7\u00e3o bonita, agrad\u00e1vel. O meu av\u00f4 materno tamb\u00e9m era m\u00fasico. Tocava na banda filarm\u00f3nica e n\u00e3o sei se n\u00e3o terei herdado dele algum gosto pela m\u00fasica. Sei que anos depois eu viria a ser m\u00fasico tamb\u00e9m. Ainda com o meu av\u00f4 vivo, j\u00e1 tinha o meu primeiro disco gravado e ele tinha um grande orgulho do neto que cantava na televis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Av<\/strong><strong>\u00f4 Cantigas \u00e9 inspirado nessa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. No momento da cria\u00e7\u00e3o do Av\u00f4 Cantigas o meu av\u00f4 j\u00e1 estava fora da equa\u00e7\u00e3o. Embora, aten\u00e7\u00e3o, a figura do meu av\u00f4 seja determinante para a minha forma\u00e7\u00e3o como pessoa e tenha sido ele o respons\u00e1vel pelo primeiro contacto que eu tive com alguns instrumentos. Agora, quando eu e o Ant\u00f3nio Pinho criamos o Av\u00f4 Cantigas que, por ser av\u00f4, era consensual uma fam\u00edlia, transversal, que obviamente tinha de ser uma figura afetuosa, patusca, simp\u00e1tica e fomos assim criando a personagem\u2026com o meu av\u00f4, como eu disse, j\u00e1 fora da equa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando <\/strong><strong>\u00e9 que chega a Cascais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tinha 12 anos. N\u00e3o sofri muito. Gostava daquele ambiente buc\u00f3lico em que vivia. Os meus pais vieram trabalhar para a Quinta da Marinha e eu vivia naquele pinhal extenso e bonito, perto do mar. Mudou radicalmente a natureza que me rodeava mas continuava a ser muito verde, agora com o acr\u00e9scimo do mar, aquela experi\u00eancia nova para mim que tamb\u00e9m veio influenciar muito a minha pessoa. Se agora me visse sem o mar talvez sentisse mais a falta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como <\/strong><strong>\u00e9 que entra na m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acontece de forma natural. Imitava nomes como o Ant\u00f3nio Calv\u00e1rio, Artur Garcia, Rui de Mascarenhas, Madalena Iglesias, Simone de Oliveira ou a Maria de Lurdes Resende. \u00c9 bom recordar estes nomes porque fazem parte da minha cultura musical quando eu tinha cinco, seis anos. Eu gostava de os imitar. Digamos que a\u00ed mostrei que queria entrar nesse mundo. A ponto de come\u00e7ar a cantar nas festas de natal da Companhia de Papel do Prado, uma f\u00e1brica que ainda hoje existe na Lous\u00e3, onde o meu av\u00f4 trabalhava. \u00c9 da\u00ed que vem o meu nome art\u00edstico Vidal. \u00c9 por parte do meu av\u00f4 porque era assim que ele era conhecido. Tinha seis anos e foi a minha primeira apari\u00e7\u00e3o em palco, nessa altura longe de imaginar que a minha vida seria a m\u00fasica. Quando vim para aqui eu entrava em todas as atividades extracurriculares dos Salesianos do Estoril. Fazia teatro e entrei para o grupo musical. Tamb\u00e9m fazia parte dos escuteiros do Estoril onde aprendi a tocar guitarra. A m\u00fasica estava sempre presente. Tinha um amigo na escola que tinha uma viola. Era meu vizinho e lembro-me de fazer apostas com eles sobre resultados de futebol ou de outras modalidades. Nem me lembro o que faz\u00edamos quando eu perdia, mas quando ganhava ele emprestava-me a guitarra durante a noite para eu levar para casa. \u00c9 um pormenor engra\u00e7ado. Esse amigo conhecia a Rita Ribeiro que, como n\u00f3s, vivia na Parede. Fic\u00e1mos amigos e eu acabei por desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima com a m\u00e3e dela, a atriz Maria Jos\u00e9. Ela tinha um companheiro ligado ao R\u00e1dio Clube Portugu\u00eas e nas nossas tert\u00falias a m\u00fasica tomava conta das nossa vidas. Foi quando surgiu a oportunidade de mostrar uma cassete a uma editora discogr\u00e1fica que se estava a formar e que acabou por lan\u00e7ar o meu primeiro disco. \u00c9 a\u00ed o in\u00edcio da minha carreira em 1973. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o 46 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A primeira cassete era o qu<\/strong><strong>\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era uma can\u00e7\u00e3o de uma certa interven\u00e7\u00e3o social porque era uma s\u00e1tira e uma cr\u00edtica \u00e0 fam\u00edlia institucional que prendia as meninas em casa. As mulheres estavam presas em casa, saiam acompanhadas pelo irm\u00e3o e se fosse \u00e0 noite era com regras muito bem definidas. A minha m\u00fasica fazia uma s\u00e1tira. N\u00e3o me enquadrava bem na can\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o porque depois tamb\u00e9m cantava m\u00fasicas rom\u00e2nticas no tom do Paulo de Carvalho ou do Carlos Mendes que eram os meus \u00eddolos da altura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que fizeram tamb<\/strong><strong>\u00e9m m\u00fasica de interven\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, muito. Eu nunca, embora tenha estado sempre ao lado deles. Tive estilos variados, fiz outras incurs\u00f5es. Passei pelo rock progressivo quando gravei o Changri La com uma m\u00fasica muito diferente dos meus dois primeiros singles que eram de m\u00fasica mais ligeira. Soltei ali outro m\u00fasico para mostrar aquele que ainda hoje \u00e9 um disco que desperta uma certa curiosidade. Depois disso, voltei a mudar e gravei um disco de m\u00fasica mesmo ligeira com a produ\u00e7\u00e3o de um maestro que tinha um estilo bem definido ligado \u00e0quela m\u00fasica ligeira de grande qualidade. Era a noite e o dia em rela\u00e7\u00e3o ao Changri La. Os primeiros nove anos de carreira foram muito transversais em estilos de m\u00fasica. Tamb\u00e9m gravei um pop rock, o Pensamento, que se distanciava muito de tudo o que tinha feito at\u00e9 a\u00ed. N\u00e3o era rock puro e duro, era um pop rock moderno. Estamos a falar de singles em vinil. Um rom\u00e2ntico que era Os Olhos Tristes e gravei depois umas coisas popularuchas com arranjos modernos que funcionaram bem. J\u00e1 depois desse pop rock mais europeu que foram as can\u00e7\u00f5es \u00d3 Z\u00e9 Bate o P\u00e9 gravei outra brincalhona do tipo Quim Barreiros. Chamava-se a Cantiga do Chouri\u00e7o e teve um \u00eaxito assinal\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tamb<\/strong><strong>\u00e9m usava as met\u00e1foras como o Quim Barreiros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era jocosa. Contava a hist\u00f3ria de um chouri\u00e7o que ia para a tropa. Passava por todas as patentes do ex\u00e9rcito mas acaba em general. Era uma brincadeira que se tivesse sido gravada pelo Quim Barreiros teria mais sucesso. Fui por a\u00ed pela versatilidade mas depois h\u00e1 uma altura, em 82, em que nasce o av\u00f4 cantigas e eu nunca mais deixei de fazer m\u00fasica para crian\u00e7as. At\u00e9 hoje, 37 anos depois, que \u00e9 a idade do av\u00f4 cantigas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ele nasce em que m<\/strong><strong>\u00eas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Janeiro. Tem 37 anos e um m\u00eas. O que acontece \u00e9 que nesta altura eu estou a terminar um disco do Carlos Alberto Vidal. Conto isto em primeira m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte-nos mais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deve estar pronto daqui a dois meses. \u00c9 uma esp\u00e9cie de reencontro para as pessoas que acompanharam o meu trabalho antes do Av\u00f4 Cantigas. Embora eu \u00e0s vezes v\u00e1 por alguns caminhos que n\u00e3o determinam seguir um estilo. Depois de um intervalo de 37 anos apare\u00e7o bastante rom\u00e2ntico. S\u00e3o 11 m\u00fasicas, s\u00f3 duas ou tr\u00eas \u00e9 que fogem do lado mais tranquilo que o \u00e1lbum tem. \u00c9 um \u00e1lbum virado para o romantismo onde, tentando n\u00e3o ser banal, n\u00e3o consegui impedir-me de ser rom\u00e2ntico. \u00c9 tranquilo, \u00e0s vezes at\u00e9 jazzistico. Vai chamar-se Ao Entardecer e fica bem precisamente nesse momento em que o dia acaba.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil s<\/strong><strong>oltar-se do Av<\/strong><strong>\u00f4 Cantigas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei porque nunca tentei soltar-me. N\u00e3o \u00e9 um peso porque muitas das crian\u00e7as que acompanham ou acompanharam o Av\u00f4 Cantigas tamb\u00e9m cresceram e mant\u00eam at\u00e9 hoje uma liga\u00e7\u00e3o sentimental a esta personagem. Mesmo os av\u00f3s. \u00c9 engra\u00e7ado que h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es que me viram a animar os filhos e continuam a ver-me agora com os netos. Acabo por estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com todas as idades e essas pessoas quando ouvem as can\u00e7\u00f5es deixam tocar-se por elas. A prova tamb\u00e9m \u00e9 a minha entrada naquela iniciativa da marcha d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio. Foi o reconhecimento da rela\u00e7\u00e3o que mantenho com as crian\u00e7as e o reconhecimento musical que foi escrever a marcha h\u00e1 mais de 30 anos. \u00c9 a\u00ed que aparece a liga\u00e7\u00e3o com A Voz do Oper\u00e1rio. Foi a minha casa e continua a ser. Naquela altura houve uma empatia que nunca mais me deixou desligar. J\u00e1 fui padrinho v\u00e1rias vezes, j\u00e1 dei concertos, entre eles um no Rossio que foi memor\u00e1vel com centenas e centenas de pessoas e crian\u00e7as a colaborar. Tive e continuo a ter o privil\u00e9gio de voltar sempre ao sal\u00e3o d\u2019A Voz para festas de natal ou de final de ano, mas h\u00e1 vezes em que vou s\u00f3 para confraternizar e ver os amigos que j\u00e1 t\u00eam d\u00e9cadas. \u00c9 a casa dos amigos. \u00c9 uma liga\u00e7\u00e3o sentimental que h\u00e1 de ficar para sempre no meu percurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E depois passado uns anos aparece com o Fantasminha Brincalh<\/strong><strong>\u00e3o\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi talvez h\u00e1 11, 12 anos. Acontece 20 anos depois do Av\u00f4 Cantigas, numa altura em que eu j\u00e1 tinha tido outros fantasminhas brincalh\u00f5es pelo meio. Fiz o \u00e1lbum as hist\u00f3rias do corpo humano que foi importante para as crian\u00e7as, fim o planeta azul sobre o ambiente, fiz outro sobre seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria\u2026 trabalhos que foram cimentando a carreira. Com o Fantasminha ficou ainda mais cimentada porque o sucesso do projeto foi o maior de todos. S\u00f3 compar\u00e1vel com o in\u00edcio do Av\u00f4 Cantigas no Passeio dos Alegres com o J\u00falio Isidro. Agora estou a preparar um \u00e1lbum novo que deve sair l\u00e1 para o fim deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que tipo de mensagem <\/strong><strong>\u00e9 que gosta de transmitir quando canta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem que eu gosto de passar \u00e9 muita alegria de viver e muitos pulos. \u00c9 uma mensagem visual. Quando entro em palco sou eu que entro e o meu espet\u00e1culo corre sem grandes imprevistos mas quem est\u00e1 ali sou eu. Entro sempre com muita vivacidade para transmitir energia. \u00c9 um culto muito pr\u00f3prio. Pratico atletismo com muito gosto e tenho mantido uma forma f\u00edsica que me permite fazer isto. Ainda hoje participo numa ou noutra prova e levo a coisa a s\u00e9rio. Ajuda-me a estar em palco como se tivesse 30 anos. A m\u00fasica tamb\u00e9m \u00e9 muito viva. A mente n\u00e3o tem idade e eu continuo a ser moderno na orquestra\u00e7\u00e3o de cada can\u00e7\u00e3o. Ao longo de 37 anos, o Av\u00f4 \u00e9 sempre moderno. A m\u00fasica \u00e9 divertida. \u00c9 um av\u00f4 que gosta de se mexer e que gosta de dan\u00e7ar. Outra coisa que para mim \u00e9 preciosa \u00e9 quando falo com eles. Relaciono-me de uma forma muito viva e \u00e0s vezes comporto-me como um l\u00edder. Aprendi que quando estamos num palco n\u00e3o nos devemos dirigir \u00e0s pessoas como se estiv\u00e9ssemos num banco de jardim. \u00c9 diferente. Apreendendo essa diferen\u00e7a consigo em cima do palco atuar de forma a criar uma intera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estou ali a inventar nem a vender banha da cobra e as crian\u00e7as acabam por se entregar ao discurso. Mesmo os adultos voltam a ser crian\u00e7as e a ser conduzidas por aquele av\u00f4 que no fundo \u00e9 o mesmo h\u00e1 37 anos. O grande segredo \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o. Se eu fosse antip\u00e1tico, carrancudo, pouco dado n\u00e3o pegava, n\u00e3o teria resistido tanto tempo como resistiu. Parece vaidade mas n\u00e3o \u00e9. O Av\u00f4 Cantigas resiste porque na minha vida pessoal, quando me encontram no supermercado, n\u00e3o sou muito diferente do que levo para o palco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que significa para si ser homenageado pel<\/strong><strong>\u2019A Voz do Oper\u00e1rio este ano?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quero agradecer o reconhecimento d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio. Para mim \u00e9 um privil\u00e9gio e valoriza a minha hist\u00f3ria de vida. Sou uma pessoa que n\u00e3o tem muito o h\u00e1bito de receber aten\u00e7\u00f5es e ser s\u00f3cio honor\u00e1rio d\u2019A Voz \u00e9 um reconhecimento especial. Se eu pudesse imaginar uma montra de trof\u00e9us seria uma distin\u00e7\u00e3o para tornar a prateleira mais pesada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prestes a lan\u00e7ar mais um \u00e1lbum, aos 65 anos, Carlos Alberto Vidal continua a mostrar jovialidade apesar de ser o av\u00f4 mais conhecido dos portugueses. \u00c9 uma trajet\u00f3ria de vida atravessada por diferentes registos musicais mas profundamente caraterizadapelas can\u00e7\u00f5es infantis que marcaram muitas gera\u00e7\u00f5es desde 1982. Este m\u00eas, vai ser homenageado pel\u2019A Voz do Oper\u00e1rio, &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/03\/17\/a-voz-do-operario-e-a-casa-dos-amigos\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">\u201cA Voz do Oper\u00e1rio  \u00e9 a casa dos amigos\u201d<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1575,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[44],"tags":[],"coauthors":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1674,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1673\/revisions\/1674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1673"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=1673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}