{"id":1671,"date":"2019-03-17T21:02:31","date_gmt":"2019-03-17T21:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=1671"},"modified":"2019-04-04T01:49:45","modified_gmt":"2019-04-04T01:49:45","slug":"germinal-a-juventude-que-constroi-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2019\/03\/17\/germinal-a-juventude-que-constroi-futuro\/","title":{"rendered":"Germinal, a juventude  que constr\u00f3i futuro"},"content":{"rendered":"\n<p>Em Portugal, ao m\u00eas de mar\u00e7o associou-se a mem\u00f3ria dos jovens que durante o fascismo combateram a viol\u00eancia do regime. Como no livro de \u00c9mile Zola, as sementes que fazem rebentar a terra brotam no Germinal, o m\u00eas inventado pelos revolucion\u00e1rios franceses, em 1792, para evocar o in\u00edcio da primavera, tratam de construir o futuro. Sem esquecer o passado, s\u00e3o muitos os jovens que, hoje, fintam os cantos de sereia da apatia e do individualismo de quem quer imp\u00f4r limites \u00e0 irrever\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o tr\u00eas da tarde na Reboleira. No Est\u00e1dio Jos\u00e9 Gomes, o Estrela da Amadora defronta o Belenenses na \u00faltima divis\u00e3o das distritais do futebol nacional. \u00c9 literalmente a liga dos \u00faltimos. Longe dos holofotes dos clubes geridos como empresas, sete mil adeptos, jovens na sua maioria, cantam e animam as bancadas numa festa que cheira a cerveja e entremeada. No meio da F\u00faria Azul, Andr\u00e9 Pagaime torce pela equipa de Bel\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O retrato de uma juventude conformista n\u00e3o encaixa no perfil deste jovem de 25 anos que aproveita cada segundo do seu tempo para se envolver em todo o tipo de atividades. Na Moita, onde vive, participa na Associa\u00e7\u00e3o de Moradores do Bairro Novo, \u00e9 membro da Comiss\u00e3o de Festas do Ch\u00e3o Duro, ajudou a fundar a Banda Filarm\u00f3nica do concelho onde toca e \u00e9 praticante, treinador e um dos principais dirigentes das associa\u00e7\u00f5es nacionais de pelota e pelota basca. No tempo que sobra tenta impulsionar um grupo de esperanto na Moita, um dos idiomas que aprendeu, e faz parte da claque do Belenenses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando comecei a jogar pelota n\u00e3o existia nada perto. Ent\u00e3o, tive que ligar a modalidade a um clube e passei a integrar a dire\u00e7\u00e3o, depois com os anos fui entrando para as estruturas nacionais das associa\u00e7\u00f5es que representam a modalidade, penso que pelo trabalho que tenho feito na modalidade. Na banda foi a mesma coisa. A Moita n\u00e3o tinha Banda Filarm\u00f3nica h\u00e1 quase 40 anos e um grupo de m\u00fasicos como eu, que tocavam noutros lados, decidiu arrancar e ficamos \u00e0 frente do projeto\u201d, explica Andr\u00e9. Depois, ficou-lhe o \u201cbichinho de fazer e organizar coisas\u201d e passou a colaborar com a Comiss\u00e3o Festas Populares e com a Associa\u00e7\u00e3o de Moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>O jovem descreve que treinou e jogou com centenas de jovens que puderam praticar uma modalidade gratuita quando a maioria \u00e9 paga. O mesmo acontece com as aulas de m\u00fasica que d\u00e1. \u201cSem este trabalho, e de tantos outros, centenas de crian\u00e7as estariam privadas de direitos t\u00e3o b\u00e1sicos como o acesso ao desporto e \u00e0 cultura. D\u00e1-me motiva\u00e7\u00e3o ver jovens que entraram com 15 e 16 anos que passado pouco tempo come\u00e7am a ensinar os mais novos\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das coisas mais importantes, descreve o jovem, foi ter conhecido centenas de pessoas no pa\u00eds e no mundo. Sobretudo, \u201ctrabalhar em equipa para realizar coisas que \u00e0 partida parecem imposs\u00edveis\u201d. Mas assume que isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel se n\u00e3o houver determinados apoios. \u201cPenso que tive a maior sorte do mundo em desenvolver a minha atividade no concelho da Moita. S\u00f3 n\u00e3o fazem pelo desporto e pela cultura aquilo que n\u00e3o podem. Acho que a C\u00e2mara Municipal e a Junta de Freguesia entendem muito bem que muitas vezes \u00e9 o movimento associativo a garantir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o val\u00eancias que deveriam ser responsabilidade do poder central. O acesso \u00e0 cultura e ao desporto, se n\u00e3o fossem promovidos pelo munic\u00edpio e desenvolvido pelo movimento associativo, seria nulo\u201d, denuncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Pagaime n\u00e3o tem d\u00favidas. A participa\u00e7\u00e3o associativa dos jovens \u201c\u00e9 fundamental numa democracia\u201d. Para o jovem, colocar um voto na urna \u00e9 sem d\u00favida f\u00e1cil. \u201cO dif\u00edcil \u00e9 trabalhar todo o ano em prol da comunidade de forma volunt\u00e1ria e com todos os obst\u00e1culos que se levantam ao movimento associativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A chama inesgot<\/strong><strong>\u00e1vel da luta&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>estudantil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ano ap\u00f3s ano, desde 1962, comemora-se o 24 de mar\u00e7o, um marco hist\u00f3rico na luta dos estudantes portugueses contra o fascismo, pelo direito de reuni\u00e3o e de associa\u00e7\u00e3o, pela autonomia das universidades e pela democratiza\u00e7\u00e3o do ensino. Em manifesta\u00e7\u00f5es e greves os jovens enfrentaram proibi\u00e7\u00f5es, encerramento de associa\u00e7\u00f5es de estudantes, cargas policiais, pris\u00f5es em massa e expuls\u00f5es. Quando assumir uma posi\u00e7\u00e3o era arriscar a vida, a chama estudantil incendiou a luta antifascista.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, os estudantes do ensino secund\u00e1rio assumiram o repto de fazer deste dia n\u00e3o apenas um exerc\u00edcio de mem\u00f3ria mas tamb\u00e9m uma jornada de luta no dia 20 de mar\u00e7o sob o lema <em>Pela Escola P<\/em><em>\u00fablica, Gratuita, Democr\u00e1tica e de Qualidade, <\/em>organizada pela plataforma \u00c9 Agora, lan\u00e7ada pela Escola Secund\u00e1ria de Cam\u00f5es e pela Escola Secund\u00e1ria Ant\u00f3nio Arroio. At\u00e9 ao momento, mais de 20 associa\u00e7\u00f5es de estudantes subscreveram o apelo de sair \u00e0 rua que recorda tamb\u00e9m que se assinala este ano o 45.\u00ba anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o de Abril. Entre as principais reivindica\u00e7\u00f5es, os estudantes exigem obras nas escolas, mais professores e funcion\u00e1rios, fim da municipaliza\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o do estatuto do aluno e fim dos exames nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Samuel Bento, um dos dirigentes associativos que impulsionaram o documento, \u00e9 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes da Escola Secund\u00e1ria de Cam\u00f5es, em Lisboa. Com 17 anos, a estudar Ci\u00eancias e Tecnologia no 12.\u00ba ano, diz que sempre gostou de estar ativo na escola. Quando saiu da Escola B\u00e1sica Patr\u00edcio Prazeres, envolveu-se no Movimento Cam\u00f5es. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o onde muitos estudantes acabaram por se envolver na organiza\u00e7\u00e3o de debates, iniciativas e festas\u201d, afirma o estudante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano anterior, j\u00e1 tinha participado numa lista que n\u00e3o ganhou as elei\u00e7\u00f5es para a Associa\u00e7\u00e3o de Estudante e, este ano, o projeto que encabe\u00e7ou acabou por recolher a maioria dos votos. \u201c\u00c9 algo que envolve muita responsabilidade. Defender os estudantes e defender direitos, entre as muitas outras atividades, sem grande apoio financeiro\u201d, explica. Considera tamb\u00e9m que h\u00e1 muitos entraves \u00e0 democracia em v\u00e1rias escolas e fala de interfer\u00eancias intoler\u00e1veis de dire\u00e7\u00f5es em processos eleitorais e reuni\u00f5es gerais de alunos e verdadeiros atos de repress\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o de estudantes. N\u00e3o \u00e9 atualmente o caso da Escola Secund\u00e1ria de Cam\u00f5es, em que alunos, professores e funcion\u00e1rios n\u00e3o docentes est\u00e3o unidos na luta por obras de fundo no estabelecimento de ensino. Em janeiro deste ano, 700 alunos desfilaram at\u00e9 \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica para exigir uma interven\u00e7\u00e3o urgente num edif\u00edcio centen\u00e1rio que j\u00e1 teve obras programadas para 2011. \u201cPara os bancos v\u00e3o milh\u00f5es, para as escolas v\u00e3o tost\u00f5es\u201d, denuncia Sim\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto dirigente associativo estudantil, sente que \u00e9 uma experi\u00eancia que marca. \u201cAcabamos por ter mais confian\u00e7a em n\u00f3s pr\u00f3prios, por termos esperan\u00e7a de que de forma organizada o mundo \u00e9 nosso, que fazemos a diferen\u00e7a. Mas n\u00e3o precisamos de ser dirigentes para lutar, nem devemos ter medo de lutar\u201d, afirma. \u201cComo ouvi uma vez Arm\u00e9nio Carlos dizer, a \u00fanica coisa que cai do c\u00e9u \u00e9 chuva, o resto \u00e9 luta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A for<\/strong><strong>\u00e7a do trabalho&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>na consci<\/strong><strong>\u00eancia juvenil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 certo que muitos jovens ganham consci\u00eancia enquanto estudantes, tamb\u00e9m \u00e9 certo que as contradi\u00e7\u00f5es se avolumam quando o contexto mostra a verdade como punhos. Os dias tornaram-se azedos para Diogo Correia quando entrou para o curso de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura da Faculdade de Letras, em Lisboa, e se viu confrontado com a realidade. \u201cCom os elevados custos do ensino superior e, por outro, com o facto de me ter sido negada a bolsa. Como aquela faculdade tamb\u00e9m tem tradi\u00e7\u00e3o de luta, foi relativamente f\u00e1cil o meu envolvimento no movimento associativo estudantil\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido nas Galinheiras, um dos bairros mais pobres de Lisboa, tinha estudado na Musgueira, Odivelas e P\u00f3voa de Santo Adri\u00e3o. Aos 27 anos, conta como teve contacto com o mundo do trabalho num ver\u00e3o quando o pai estava desempregado. \u201cTrabalhei num centro de contacto em <em>part-time,<\/em> \u00e0 noite, com contrato prec\u00e1rio e um sal\u00e1rio de 200\u20ac por quatro horas de trabalho di\u00e1rias. Penso que tudo isto me ajudou a desenvolver a minha consci\u00eancia e tomar a decis\u00e3o de que teria de fazer alguma coisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, com o pa\u00eds no precip\u00edcio da troika, n\u00e3o encontrou trabalho na \u00e1rea que queria, jornalismo. Tudo o que encontrava eram est\u00e1gios a tempo inteiro a troco de pouco mais do que 100 euros por m\u00eas. Decidiu trabalhar numa gr\u00e1fica onde esteve dois anos com contratos a prazo. \u201cFoi l\u00e1 que me sindicalizei pela primeira vez, sem assumir tarefas. Mais tarde, fui trabalhar como eletricista e assumi responsabilidades como dirigente no meu sindicato, o SIESI, e na Interjovem, porque acredito que posso acrescentar a minha for\u00e7a e o meu contributo individual ao de muitos outros para melhorar a vida de quem trabalha e transformar a sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O jovem sindicalista considera que os jovens trabalhadores convivem, hoje, com o flagelo da precariedade, dos baixos sal\u00e1rios e dos hor\u00e1rios desregulados. \u201cTemos milhares de trabalhadores no nosso pa\u00eds a ocuparem um posto de trabalho permanente mas com uma situa\u00e7\u00e3o extremamente prec\u00e1ria, sem saberem quando v\u00e3o trabalhar nem quanto v\u00e3o receber ao fim do m\u00eas. Os sal\u00e1rios n\u00e3o chegam para os jovens se emanciparem e cumprirem os seus objetivos mais b\u00e1sicos como sair de casa dos pais ou constituir fam\u00edlia. Os pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o est\u00e3o inflacionados e inacess\u00edveis \u00e0 maioria dos jovens. Sucessivos governos falam da necessidade de aumentar a natalidade, mas n\u00e3o d\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es para que os jovens possam concretizar esses sonhos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todos os obst\u00e1culos que se levantam e que tamb\u00e9m \u201cprejudicam a a\u00e7\u00e3o sindical\u201d, Diogo Correia afirma que h\u00e1 muitos jovens \u201ca tomar a dianteira da luta e a exigir mudan\u00e7as\u201d. Hoje, h\u00e1 milhares de trabalhadores com v\u00ednculos prec\u00e1rios organizados nos sindicatos da CGTP. \u201cOrganizados, a lutar e a conseguir conquistar direitos. Quem imaginaria isto h\u00e1 15 anos?\u201d, questiona. \u201cClaro que a ideologia dominante procura impor a ideia de que os jovens s\u00e3o ap\u00e1ticos e que n\u00e3o interv\u00eam, mas n\u00e3o corresponde \u00e0 verdade. Tanto \u00e9 assim que o sistema procura canalizar sentimentos justos dos trabalhadores para a luta supostamente inorg\u00e2nica e certamente inconsequente. \u00c9 por isso que precisamos de estar constantemente nas bases, nas empresas, a ouvir o que os trabalhadores t\u00eam para nos dizer e canalizar os seus sentimentos para a luta organizada e consequente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E 72 anos depois da repress\u00e3o que se abateu sobre as centenas de jovens do Movimento de Unidade Democr\u00e1tica Juvenil que se conviviam a 28 de mar\u00e7o em Bela Mandil, no Algarve, os trabalhadores jovens de hoje preparam uma manifesta\u00e7\u00e3o com a mesma data rumo \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica a partir do Rossio, sob o lema <em>N\u00e3o somos descart\u00e1veis! Temos direitos! Queremos estabilidade!<\/em>. \u201c\u00c9 o Dia Nacional da Juventude e faz todo o sentido continuar a comemor\u00e1-lo em luta, n\u00e3o para cumprir calend\u00e1rio, mas porque os motivos que est\u00e3o na sua origem ainda se mant\u00eam. O voto \u00e9 importante, mas a democracia e a liberdade n\u00e3o se esgotam a\u00ed. A democracia n\u00e3o pode ficar \u00e0 porta do local de trabalho. A precariedade e os baixos sal\u00e1rios limitam a participa\u00e7\u00e3o social. Surge o medo de perder o emprego e a seguir a repress\u00e3o para n\u00e3o se exercerem direitos no local de trabalho ou at\u00e9 mesmo fora dele. Muitos jovens t\u00eam dois empregos para fazer face \u00e0s despesas e, muitas vezes, vivem uma vida que n\u00e3o lhes permite sequer ter tempo para reflectir, para ter esta ou aquela atividade, para ler um livro ou ir a um cinema\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Portugal, ao m\u00eas de mar\u00e7o associou-se a mem\u00f3ria dos jovens que durante o fascismo combateram a viol\u00eancia do regime. 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