{"id":10533,"date":"2026-11-06T12:25:11","date_gmt":"2026-11-06T12:25:11","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=10533"},"modified":"2026-11-06T12:25:12","modified_gmt":"2026-11-06T12:25:12","slug":"manifesto-em-defesa-da-cp-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/11\/06\/manifesto-em-defesa-da-cp-publica\/","title":{"rendered":"Manifesto em defesa da CP p\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p>O encontro realizado na Casa do Alentejo juntou personalidades de diferentes setores da sociedade interessados em defender o car\u00e1ter p\u00fablico da CP e foi a oportunidade para lan\u00e7ar publicamente um manifesto que tem como subscritores, entre muitos outros, Ana Teresa Vicente, Arm\u00e9nio Carlos, Bruno Dias, Catarina Cardoso, Jos\u00e9 Manuel Oliveira, Humberto Costa, Paulo Silva, Miguel Szymanski, Nuno Ramos de Almeida e Rego Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento sustenta que a ferrovia p\u00fablica \u00e9 um elemento essencial para garantir uma mobilidade sustent\u00e1vel, acess\u00edvel e integrada em todo o pa\u00eds. Os subscritores argumentam que o transporte ferrovi\u00e1rio de passageiros desempenha um papel determinante na redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o, na melhoria da mobilidade nas \u00e1reas metropolitanas e na constru\u00e7\u00e3o de cidades mais habit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O manifesto alerta para o facto de a concess\u00e3o dos servi\u00e7os urbanos da CP poder representar mais um passo num processo de privatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais, seguindo uma estrat\u00e9gia j\u00e1 aplicada noutros sectores.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento critica ainda o que considera ser uma degrada\u00e7\u00e3o progressiva do servi\u00e7o ferrovi\u00e1rio ao longo dos \u00faltimos anos, apontando problemas relacionados com o estado das infraestruturas, restri\u00e7\u00f5es de velocidade, atrasos frequentes e insuficiente renova\u00e7\u00e3o da frota. Os autores defendem que muitas destas dificuldades resultam de op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas acumuladas ao longo do tempo, e n\u00e3o da natureza p\u00fablica da empresa.<br><br>Entre os exemplos apresentados, o manifesto refere o aumento da taxa de utiliza\u00e7\u00e3o da infraestrutura ferrovi\u00e1ria paga pela CP \u00e0 Infraestruturas de Portugal e recorda que cerca de quatro em cada dez comboios da empresa circulam com atrasos. \u00c9 igualmente destacado o envelhecimento do material circulante, situa\u00e7\u00e3o que levou, segundo o documento, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos muito antigos em algumas linhas para assegurar a continuidade do servi\u00e7o.<br>Os subscritores consideram que a entrega dos servi\u00e7os urbanos de Lisboa e do Porto a operadores privados retiraria \u00e0 CP uma parte substancial das suas receitas, colocando em risco a sustentabilidade econ\u00f3mica do servi\u00e7o p\u00fablico ferrovi\u00e1rio nacional. O manifesto refere que 52% das receitas de bilheteira e 88% dos passageiros da empresa prov\u00eam dos servi\u00e7os urbanos, citando dados de 2024.<br>O texto sustenta que a fragmenta\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria dificultaria uma gest\u00e3o integrada da frota, dos recursos humanos especializados, das oficinas e das pe\u00e7as de manuten\u00e7\u00e3o, reduzindo a capacidade de resposta \u00e0s necessidades do sistema ferrovi\u00e1rio nacional. Os promotores defendem, por isso, uma CP p\u00fablica, una e de \u00e2mbito nacional, capaz de assegurar de forma articulada os servi\u00e7os urbanos, regionais e de longo curso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de cidad\u00e3os lan\u00e7ou um manifesto pela CP p\u00fablica contestando a inten\u00e7\u00e3o do governo de concessionar a empresa do Estado a operadores privados oferecendo os servi\u00e7os urbanos da CP considerados mais rent\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":10534,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"coauthors":[89],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10533"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10533"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10536,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10533\/revisions\/10536"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10533"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=10533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}