{"id":10518,"date":"2026-11-06T12:17:05","date_gmt":"2026-11-06T12:17:05","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=10518"},"modified":"2026-11-06T15:07:28","modified_gmt":"2026-11-06T15:07:28","slug":"um-rio-que-cresce-pela-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/11\/06\/um-rio-que-cresce-pela-habitacao\/","title":{"rendered":"\u201cUm rio que cresce\u201d pela habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O despejo de Maricarmen Abascal, em Madrid, foi a fa\u00edsca que incendiou um ambiente social t\u00e3o prop\u00edcio \u00e0 explos\u00e3o como uma floresta de eucaliptos em agosto. Com pre\u00e7os mais altos da habita\u00e7\u00e3o que em algumas das principais cidades europeias, Lisboa e Porto protagonizaram alguns dos maiores protestos em d\u00e9cadas pelo direito a viver debaixo de um tecto. No segundo trimestre deste ano, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compra de im\u00f3veis para habita\u00e7\u00e3o, Portugal registou a maior subida anual de pre\u00e7os das casas em toda a UE, com um disparo de 16,5%. Em compara\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia de aumento na Zona Euro foi de apenas 4,0% e na UE foi de 4,7%. Em apenas cinco anos, de acordo com a Pordata, os pre\u00e7os em Portugal aumentaram 41,5%, fixando-se como a maior subida acumulada da Uni\u00e3o Europeia. Por sua vez, no mercado de arrendamento, o aumento tem sido constante e situa-se na ordem dos 7% anuais, colocando o pa\u00eds entre as cinco maiores subidas na UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Num cen\u00e1rio cada vez mais complicado, espera-se que as manifesta\u00e7\u00f5es marcadas para dia 14 de novembro em todo o pa\u00eds possam ser aquilo a que Andr\u00e9 Escoval, da plataforma Casas para Viver, movimento do qual a colectividade A Voz do Oper\u00e1rio faz parte, descreve como \u201cum rio que cresce para derrotar esta pol\u00edtica de habita\u00e7\u00e3o\u201d. Para o tamb\u00e9m porta-voz do movimento Porta a Porta, o momento da a\u00e7\u00e3o contra o \u201cagravamento da situa\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o\u201d em Portugal \u00e9 \u201cagora\u201d e considera que a converg\u00eancia das diferentes lutas ser\u00e1 um momento \u201conde a hist\u00f3ria democr\u00e1tica do pa\u00eds\u201d se cruzar\u00e1 com muitos protestos de norte a sul. O primeiro objetivo \u00e9 derrotar a nova lei do arrendamento proposta pelo governo, mas Andr\u00e9 Escoval lembra que os problemas atuais v\u00eam do regime que est\u00e1 atualmente em vigor. Nesse sentido, exige a revoga\u00e7\u00e3o imediata do regime do arrendamento urbano e a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas em sentido contr\u00e1rio como \u201ca regula\u00e7\u00e3o das rendas e o aumento da dura\u00e7\u00e3o dos contratos de arrendamento\u201d, duas medidas \u201cde urg\u00eancia m\u00e1xima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lisboa e Porto defendem direito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Miguel Dores, realizador do document\u00e1rio Alcindo e membro da Vida Justa, chegou de tenda debaixo do bra\u00e7o ao Rossio para protestar pelo direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e contra a repress\u00e3o policial. \u00c9 um dos muitos que t\u00eam participado nas a\u00e7\u00f5es de protesto da plataforma Casa para Viver e na Acampada de Lisboa. Entre a multid\u00e3o, explica que vem acampar porque, no seio da Vida Justa, entenderam que se vive \u201cum aut\u00eantico desastre e criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza atrav\u00e9s do despejo e da demoli\u00e7\u00e3o\u201d. Para o jovem, as assembleias di\u00e1rias s\u00e3o um espa\u00e7o para a discuss\u00e3o sobre a habita\u00e7\u00e3o e t\u00eam a capacidade de \u201cproduzir uma voz de revolta contra as condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis de habita\u00e7\u00e3o em que vive a classe trabalhadora\u201d. Estar ali \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de \u201ctrazer a voz das periferias\u201d, explica, onde o problema da habita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u201cgangrena\u201d j\u00e1 h\u00e1 muitos anos e onde \u201ch\u00e1 uma criminaliza\u00e7\u00e3o da autoconstru\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permite que a classe trabalhadora de fim de linha aceda ao mercado de habita\u00e7\u00e3o e as \u00fanicas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o viver na rua ou em casas sobrelotadas\u201d. Reconhece a dist\u00e2ncia entre quem luta na periferia e em Lisboa porque nos bairros a maioria \u201cn\u00e3o tem facilidade em sentir o espa\u00e7o do centro da cidade como um espa\u00e7o que possa frequentar\u201d. Entende que \u00e9 uma \u201ccidade blindada\u201d, que lhes oferece \u201cpersegui\u00e7\u00f5es policiais e situa\u00e7\u00f5es de preconceito\u201d. Por isso, defende que esta dist\u00e2ncia \u201ctem que ser destru\u00edda atrav\u00e9s de uma capacidade dos movimentos de perceberem que a solidariedade \u00e9 a partilha do sacrif\u00edcio para o bem comum, ou para um objetivo comum\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10531\" srcset=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-768x1024.jpg 768w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-225x300.jpg 225w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-510x680.jpg 510w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk-135x180.jpg 135w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/chave-VOZ_300cmyk.jpg 1181w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Lu\u00eds Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Horas depois, \u00e0s ordens do governo, a pol\u00edcia carregaria sobre as acampadas de Lisboa e do Porto. \u00c0 bastonada, expulsaram os manifestantes do Rossio. Previamente, foi ativado o mecanismo nacional de preven\u00e7\u00e3o, adstrito \u00e0 Procuradoria de Justi\u00e7a, que tem, entre as suas fun\u00e7\u00f5es, a capacidade de monitorizar manifesta\u00e7\u00f5es. \u00c0 Voz do Oper\u00e1rio, Miguel Feldman, devidamente identificado com um colete laranja, explicou que, desta vez, a Procuradoria de Justi\u00e7a entendeu que a sua equipa devia estar no terreno a observar o protesto para vigiar a atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e dos manifestantes com o objetivo de garantir que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. \u201cEstamos aqui para monitorizar. Se houver eventualmente alguma atua\u00e7\u00e3o fora dos par\u00e2metros legais iremos reportar\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em apenas duas semanas, em seis cargas policiais, a repress\u00e3o provocou mais de 150 feridos e houve cerca de uma centena de deten\u00e7\u00f5es. Um n\u00famero praticamente in\u00e9dito nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Simultaneamente, v\u00e1rios jornalistas foram agredidos ou intimidados. O Livre, PCP e BE condenaram a viol\u00eancia policial, assim como o PS, apesar de ter viabilizado o Or\u00e7amento do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Escoval, da plataforma Casas para Viver, denunciou a nova carga policial como um \u201ccaminho anti-democr\u00e1tico\u201d e acredita que h\u00e1 dois objetivos: \u201cmostrar for\u00e7a e autoridade\u201d e \u201ccriar um fen\u00f3meno de viol\u00eancia policial que desfoque das quest\u00f5es da habita\u00e7\u00e3o, ou seja, lan\u00e7ando a pol\u00edcia sobre a popula\u00e7\u00e3o para com isso desfocar daquilo que traz as pessoas de facto \u00e0 rua, que \u00e9 a luta pelo direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o\u201d. Para al\u00e9m disso, o porta-voz do movimento condenou \u201cveementemente\u201d esta op\u00e7\u00e3o do governo e entendeu que \u00e9 preciso \u201cque as for\u00e7as democr\u00e1ticas do pa\u00eds ajam para n\u00e3o deixar p\u00f4r em causa direitos, liberdades e garantias\u201d que considera estarem neste momento \u201camea\u00e7adas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No local, sobre a legalidade das acampadas, o sindicalista Lu\u00eds Baptista recordou a luta dos trabalhadores dos bares dos comboios que ajudou a organizar e deixou claras as raz\u00f5es que o levaram ao Rossio. \u201cEu estou aqui porque sou trabalhador, sou tamb\u00e9m dirigente sindical e n\u00e3o posso concordar que um trabalhador que todos os dias se levanta para ir para o seu local de trabalho, que tem um sal\u00e1rio e que trabalha em Portugal, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para poder ter direito a um teto, seja porque n\u00e3o consegue comprar casa, seja porque n\u00e3o consegue pagar as rendas absurdas que s\u00e3o cobradas\u201d, denunciou. A segunda raz\u00e3o que o traz ao protesto \u00e9 precisamente a acampada. Na condi\u00e7\u00e3o de trabalhador dos bares dos comboios e sindicalista recorda que com os seus colegas organizaram a segunda acampada mais longa deste s\u00e9culo em Portugal. \u201cDurante 54 dias e 54 noites, estiveram acampados em frente \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de Santa Apol\u00f3nia, mas tamb\u00e9m no Porto, na Campanh\u00e3, em luta pelo direito ao sal\u00e1rio e a manter o posto de trabalho\u201d, recorda. Lembrando as acampadas dos trabalhadores em frente \u00e0 Sorefame, MB Pereira da Costa e Triunfo, considera que n\u00e3o se pode permitir que se venha dizer que esta forma de luta \u00e9 proibida.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em Espanha, a luta cresce rumo \u00e0 greve geral<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"558\" src=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-1024x558.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10528\" srcset=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-1024x558.jpg 1024w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-300x164.jpg 300w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-768x419.jpg 768w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-770x420.jpg 770w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk-220x120.jpg 220w, https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/huelga-huelga_300cmyk.jpg 1181w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar da mobiliza\u00e7\u00e3o de 400 pessoas, o Sindicato de Inquilinos e v\u00e1rios militantes do movimento pelo direito \u00e0 Habita\u00e7\u00e3o de Madrid, n\u00e3o conseguiram parar o despejo de Maricarmen, de 87 anos de idade, daquela que era a sua casa desde os 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um contingente policial desproporcional por parte das for\u00e7as do estado que come\u00e7ou \u00e0s 6h da manh\u00e3 do passado dia 23 de setembro \u2014 quase 15 viaturas e dezenas de pol\u00edcias de interven\u00e7\u00e3o \u2014, a octogen\u00e1ria foi despejada depois de v\u00e1rias horas de resist\u00eancia pac\u00edfica e de um viol\u00eancia desproporcionada por parte da Pol\u00edcia contra os manifestantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Maricarmen pagava cerca de 500 euros por m\u00eas. Depois de o fundo de investimento Urbagestion ter comprado o im\u00f3vel onde vivia, ofereceram-lhe um novo contrato de arrendamento no valor de 2.600 euros por m\u00eas, o que representava um aumento de 420% \u2014 o dobro da sua reforma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O c<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a>ome\u00e7o das acampadas pela Habita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois do despejo de Maricarmen, o Sindicato de inquilinas e mais de 50 organiza\u00e7\u00f5es, decidiram convocar uma manifesta\u00e7\u00e3o em Madrid sob o lema de \u201cNem mais uma Maricarmen\u201d no dia 26 de Setembro. Foram tamb\u00e9m convocadas manifesta\u00e7\u00f5es em mais de 40 cidades em todo o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>No final da manifesta\u00e7\u00e3o de Madrid, que contou com a presen\u00e7a de 300 mil manifestantes, o sindicato de Inquilinas decidiu convocar uma acampada na Plaza del Sol, em Madrid.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as manifesta\u00e7\u00f5es e o in\u00edcio das acampadas em Madrid e em mais 10 cidades do Estado, o presidente Pedro S\u00e1nchez anunciou que iria apresentar um decreto de lei pela habita\u00e7\u00e3o a 29 de setembro. A coliga\u00e7\u00e3o Sumar, parceiros de coliga\u00e7\u00e3o, amea\u00e7ou o PSOE com um boicote caso fosse apresentado um decreto com medidas que n\u00e3o atendessem \u00e0s exig\u00eancias sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, foram apresentados dois decretos-lei. O primeiro inclu\u00eda medidas como a prote\u00e7\u00e3o contra despejos, a prorroga\u00e7\u00e3o dos contratos existentes, o congelamento dos aumentos das rendas, a proibi\u00e7\u00e3o de fundos abutres de comprarem im\u00f3veis at\u00e9 2028, a regula\u00e7\u00e3o dos alugueres de f\u00e9rias e de quartos, entre outras medidas. O segundo decreto previa a renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos contratos de arrendamento. Ambos os decretos-lei foram revogados a 2 de outubro no Plen\u00e1rio do Congresso dos Deputados, com os votos contra do Partido Popular, Vox e Junts per Catalunya. Ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o dos decretos, a 5 de outubro o PSOE anunciou elei\u00e7\u00f5es gerais antecipadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gre<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a>ve Geral convocada para dia 11 de Novembro<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o popular por parte do movimento pelo direito \u00e0 Habita\u00e7\u00e3o, todas as centrais sindicais \u2014 juntamente com o sindicato de Inquilinas \u2014 convocaram greve para o pr\u00f3ximo dia 11 de Novembro. Os sindicatos exigem um aumento de 7% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, acordos colectivos que elevem os sal\u00e1rios entre 4% e 7% e a constru\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es acess\u00edveis. Al\u00e9m disso, o Sindicato dos Inquilinos e de Habita\u00e7\u00e3o exige uma redu\u00e7\u00e3o de 50% das rendas e a liga\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o ao rendimento, entre outras medidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A ext<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><\/a>rema direita pode chegar ao poder no Estado Espanhol<\/h2>\n\n\n\n<p>As perspectivas para a esquerda nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o as melhores. O Frente Amplio e Podemos, \u00e0 esquerda do PSOE, v\u00e3o concorrer em duas listas separadas na maior parte do territ\u00f3rio. O PSOE, que vinha a crescer nas inten\u00e7\u00f5es de voto, v\u00ea a sua imagem bastante abalada depois do desastre de comboio que matou cerca de 69 pessoas. Quase todas as sondagens indicam que PP e o Vox (extrema-direita) podem vir a formar governo depois destas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da repress\u00e3o policial, os protestos pela habita\u00e7\u00e3o continuam e parecem n\u00e3o ter marcha atr\u00e1s num contexto social em que o custo de vida e os baixos sal\u00e1rios est\u00e3o a empobrecer quem vive do seu trabalho. Dia 14 de novembro, h\u00e1 encontro marcado com manifesta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":10525,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[55],"tags":[],"coauthors":[71,255],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10518"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10567,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10518\/revisions\/10567"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10518"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=10518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}