{"id":10252,"date":"2026-08-02T20:41:24","date_gmt":"2026-08-02T20:41:24","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=10252"},"modified":"2026-08-02T20:59:13","modified_gmt":"2026-08-02T20:59:13","slug":"a-resistencia-do-desporto-de-bairro-como-os-clubes-populares-sobrevivem-no-coracao-de-uma-lisboa-transformada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/08\/02\/a-resistencia-do-desporto-de-bairro-como-os-clubes-populares-sobrevivem-no-coracao-de-uma-lisboa-transformada\/","title":{"rendered":"A resist\u00eancia do desporto de bairro. Como os clubes populares sobrevivem no cora\u00e7\u00e3o de uma Lisboa transformada"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas ruas \u00edngremes e nos becos da cidade, onde o el\u00e9trico 28 passa e a paisagem urbana muda a um ritmo acelerado, resistem redutos de uma Lisboa que se recusa a desaparecer. Clubes como o Oper\u00e1rio, Desportivo da Gra\u00e7a e o Mirantense s\u00e3o muito mais do que simples coletividades. Com tantos anos de hist\u00f3ria, sustentam a miss\u00e3o de um desporto mais acess\u00edvel, a promo\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o comunit\u00e1ria e criam um ref\u00fagio para diferentes gera\u00e7\u00f5es de jovens e fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>O ADN destes clubes remonta a um tempo em que o associativismo oper\u00e1rio moldava a identidade social da cidade. O Oper\u00e1rio, por exemplo, n\u00e3o nasceu de grandes investimentos ou de pretens\u00f5es futebol\u00edsticas imediatas, mas do desejo de conviv\u00eancia entre trabalhadores no&nbsp;<em>\u201cHoje, Mercado de Santa Clara\u201d em 26 de maio de 1921, atrav\u00e9s de oper\u00e1rios. \u201cJuntaram-se, tiveram a ideia de criar um clube\u201d,&nbsp;<\/em>explica Pedro Almeida, diretor do clube.<em>&nbsp;\u201cNo in\u00edcio nem sequer era para jogar futebol, era para estarem juntos, para conviverem&#8230;\u201d<\/em>, recorda. Contudo, hoje, a realidade que enfrentam no s\u00e9culo XXI \u00e9 radicalmente distinta. A sobreviv\u00eancia do desporto popular no centro hist\u00f3rico tornou-se uma aut\u00eantica corrida de obst\u00e1culos, onde a burocracia, os cortes no investimento p\u00fablico e as profundas transforma\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas amea\u00e7am apagar o ecossistema associativo que sustenta a base do desporto nacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O desafio da cidade transformada<\/h2>\n\n\n\n<p>A fisionomia do centro hist\u00f3rico de Lisboa alterou-se profundamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O aumento do custo de vida, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a turistifica\u00e7\u00e3o empurraram muitas das fam\u00edlias locais para as periferias da \u00c1rea Metropolitana. Onde antes os mi\u00fados jogavam \u00e0 bola e abasteciam as equipas dos seus bairros, hoje existe um vazio demogr\u00e1fico que coloca s\u00e9rios problemas \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de novos atletas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes clubes, essa mudan\u00e7a reflete-se na origem dos praticantes e na dist\u00e2ncia a que os s\u00f3cios ficam dos mesmos. Estas entidades preservam uma hist\u00f3ria inestim\u00e1vel, mas lidam com o esvaziamento da sua envolvente imediata: \u201cTemos um s\u00f3cio que vem todos os dias do Montijo para pelo menos beber uma bica\u201d,explica a presidente do Mirantense, Michelle Boullier. J\u00e1 o Oper\u00e1rio tem um problema semelhante. A capta\u00e7\u00e3o de jogadores passa por outras zonas da cidade, e j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o do bairro onde est\u00e1 o clube. \u201cAntigamente havia muito futebol de bairro, onde se conseguia captar os mi\u00fados que vivem aqui \u00e0 volta, hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim, temos atletas a vir de Almada\u201d, diz Pedro Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta perda de densidade populacional jovem no bairro obriga as dire\u00e7\u00f5es a um esfor\u00e7o acrescido de gest\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o. Esta mudan\u00e7a na sociedade, em todo o bairro<em>&nbsp;\u201cque j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bairro como era antigamente\u201d diz Pedro Almeida&nbsp;<\/em>faz com que seja cada vez mais dif\u00edcil captar jovens para estes clubes.<\/p>\n\n\n\n<p>No Desportivo da Gra\u00e7a, cujo foco priorit\u00e1rio se concentra na modalidade de futsal, o cen\u00e1rio apresenta contornos ligeiramente diferentes, mas igualmente desafiantes. A institui\u00e7\u00e3o consegue ainda fixar grande parte da sua massa de atletas nos arredores, mas v\u00ea a origem dos treinadores e dirigentes dispersar-se por toda a regi\u00e3o metropolitana. No entanto, a exig\u00eancia competitiva e a falta de treinadores locais for\u00e7am a abertura de horizontes:&nbsp;<em>\u201c95% dos nossos atletas s\u00e3o daqui da zona geogr\u00e1fica e 95% dos nossos treinadores n\u00e3o\u201d,&nbsp;<\/em>explica Miguel Antunes, vice-presidente do clube<em>.&nbsp;<\/em>Por\u00e9m, quando os patamares et\u00e1rios sobem, a escassez de \u201cprata da casa\u201d obriga o clube a recrutar atletas de concelhos distantes, como a Amadora ou Vila Franca de Xira, que enfrentam longas desloca\u00e7\u00f5es em transportes p\u00fablicos para conseguir treinar. O vice-presidente ainda refere que o objetivo \u201c<em>\u00e9 levar o desporto ao nosso per\u00edmetro geogr\u00e1fico\u201d, no entanto o mais importante \u00e9 \u201cque as crian\u00e7as daqui tenham acesso ao desporto.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A odisseia das infraestruturas<\/h2>\n\n\n\n<p>Se a escassez de atletas jovens \u00e9 uma consequ\u00eancia das mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas da capital, a falta de instala\u00e7\u00f5es desportivas adequadas \u00e9 o maior estrangulamento \u00e0 atividade di\u00e1ria e \u00e0 expans\u00e3o destes clubes. Sem recintos pr\u00f3prios com dimens\u00f5es oficiais necess\u00e1rias, o dia a dia das equipas transforma-se numa aut\u00eantica log\u00edstica n\u00f3mada.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00e3o ser o Oper\u00e1rio, que possui o seu pr\u00f3prio campo de futebol onze e j\u00e1 passa pela dificuldade de o sustentar. No caso do Desportivo da Gra\u00e7a, o aumento do n\u00famero de inscritos \u00e9 motivo de orgulho, mas esbarra imediatamente na aus\u00eancia de espa\u00e7os.&nbsp;<em>\u201cN\u00f3s dizemos que temos 160, 170 jogadores este ano, porque vamos criar aqui uma nova equipa e teremos cerca de 200 atletas, mas sem um pavilh\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o temos um pavilh\u00e3o pr\u00f3prio\u201d<\/em>, lamenta a dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de infraestruturas municipais abertas \u00e0s coletividades, obriga a que uma \u00fanica equipa de forma\u00e7\u00e3o tenha de desdobrar os seus treinos por v\u00e1rios pontos da cidade durante a mesma semana, pagando rendas elevadas pelo aluguer de horas em pavilh\u00f5es dispersos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta fragmenta\u00e7\u00e3o espacial compromete n\u00e3o apenas a rotina das fam\u00edlias e dos atletas, mas tamb\u00e9m a prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e t\u00e1tica da modalidade. O futsal moderno exige recintos com medidas regulamentares (40&#215;20 metros), uma realidade inacess\u00edvel para a maioria das sess\u00f5es de treino do Desportivo da Gra\u00e7a, pois o<em>&nbsp;futsal \u201cpratica-se bem num campo normalizado\u201d. \u201cN\u00f3s n\u00e3o praticamos futsal em nenhum pavilh\u00e3o com 40 por 20, sem ser em jogo\u201d, afirma Miguel Antunes&nbsp;<\/em>A partilha de recintos com pouca disponibilidade hor\u00e1ria impede inclusivamente a integra\u00e7\u00e3o de novas modalidades desportivas de pavilh\u00e3o que procuram abrigo nas coletividades da zona.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mirantense passa pelo mesmo problema, mas como apenas tem equipa de futebol s\u00e9nior a sua situa\u00e7\u00e3o passa a ser diferente, n\u00e3o mais f\u00e1cil, pois devido \u00e0 escassez de campos de futebol onze nesta zona da cidade e ao valor exagerado dos que existem, o clube joga no campo do Oper\u00e1rio, o Est\u00e1dio Victor Peralta.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o imobili\u00e1ria no centro hist\u00f3rico ataca os clubes em duas frentes fatais, a grande escalada dos custos com infraestruturas e o esvaziamento demogr\u00e1fico dos bairros tradicionais de Lisboa. O aumento das rendas sufoca a tesouraria das coletividades, como alerta Michelle&nbsp;<em>\u201cAcho, sem d\u00favida nenhuma, que a quest\u00e3o das rendas \u00e9 o fator mais prejudicial \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento do movimento associativo.\u201d&nbsp;<\/em>Indo ao encontro de Rita Moura, tamb\u00e9m vice-presidente do Desportivo da Gra\u00e7a, que descreve que no dia em que n\u00e3o tiverem \u201cesta receita\u201d, n\u00e3o podem ter \u201cesta despesa\u201d. Denuncia que \u201cfalta um apoio, falta uma pol\u00edtica de desporto para a cidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A este garrote financeiro soma-se a desloca\u00e7\u00e3o for\u00e7ada dos moradores, que drena os s\u00f3cios e p\u00f5e em risco a pr\u00f3pria continuidade do associativismo e da renova\u00e7\u00e3o de dirigentes. Esta escassez de recursos humanos exige uma entrega \u00e9tica de quem fica. O altru\u00edsmo, a \u201ccarolice\u201d, \u00e9 a \u00fanica barreira contra a comercializa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es, como explica tamb\u00e9m a presidente do Mirantense \u201c<em>Em que \u00e9 que eu posso servir o meu clube? N\u00e3o \u00e9 o clube que me deve servir\u201d&nbsp;<\/em>e assenta ainda que&nbsp;<em>\u201cningu\u00e9m se vai servir\u201d do seu clube.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Suster uma estrutura desportiva e social no centro hist\u00f3rico de Lisboa exige uma gin\u00e1stica or\u00e7amental di\u00e1ria. As receitas das quotas de s\u00f3cios e das mensalidades est\u00e3o longe de cobrir as despesas operacionais fixas como licenciamentos, modalidades e o aluguer de instala\u00e7\u00f5es. No Desportivo da Gra\u00e7a, a mensalidade mantida nos 20\u20ac para garantir o acesso ao futsal, juntamente com a quota simb\u00f3lica de 1\u20ac por m\u00eas, faz com que a fatura mensal de quase 2.000\u20ac em pavilh\u00f5es dependa criticamente dos apoios da Junta de Freguesia. E por muitas vezes estes clubes t\u00eam de recorrer a outros m\u00e9todos para angariar dinheiro, no caso do Mirantense, o clube participa nos arraiais de S\u00e3o Vicente que s\u00e3o uma \u201c<em>receita muito importante\u201d&nbsp;<\/em>que garante \u201c<em>pagar as despesas fixas do clube\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Causa Comum<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das suas identidades pr\u00f3prias e percursos singulares, as tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es encontram-se no mesmo muro, a escassez cr\u00f3nica de apoios econ\u00f3micos e de infraestruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer seja o Oper\u00e1rio a gerir o seu campo de futebol onze, o Desportivo da Gra\u00e7a a desdobrar os seus treinos de futsal por pavilh\u00f5es dispersos na capital, ou o Mirantense a tentar arranjar o seu pr\u00f3prio campo de onze, o problema \u00e9 transversal. No caso do Mirantense, a ambi\u00e7\u00e3o de criar novas modalidades esbarra na mesma barreira que aflige os seus vizinhos, pois infelizmente n\u00e3o h\u00e1 pavilh\u00f5es suficientes, o que&nbsp;<em>\u201cimpossibilita lan\u00e7ar o v\u00f3lei feminino\u201d&nbsp;<\/em>e os que existem n\u00e3o t\u00eam \u201c<em>mancha hor\u00e1ria na cidade de Lisboa para poder desenvolver a atividade que n\u00f3s queremos\u201d,&nbsp;<\/em>acrescenta<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em pleno s\u00e9culo XXI, resistir no centro hist\u00f3rico de Lisboa \u00e9 um ato di\u00e1rio de coragem associativa. Seja atrav\u00e9s do futebol masculino do Inatel, do projeto de futebol feminino, da hist\u00f3rica rampa do Vale de Santo Ant\u00f3nio no Mirantense, da forma\u00e7\u00e3o no futebol de onze no Oper\u00e1rio, ou do trabalho formador do futsal no Desportivo<strong>&nbsp;<\/strong>da<strong>&nbsp;<\/strong>Gra\u00e7a, os tr\u00eas clubes encarnam, em conjunto, uma frente comum de resist\u00eancia comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora sejam tr\u00eas entidades distintas, com hist\u00f3rias e rotinas pr\u00f3prias, \u00e9 na uni\u00e3o do ideal associativo que encontram a sua maior for\u00e7a. \u00c9 nesta capacidade coletiva de resistir \u00e0 gentrifica\u00e7\u00e3o, de ultrapassar d\u00edvidas, de manter as portas abertas \u00e0 noite e de dar amparo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que o Desportivo<strong>&nbsp;<\/strong>da<strong>&nbsp;<\/strong>Gra\u00e7a, o Oper\u00e1rio e o Mirantense provam que, enquanto o movimento associativo se mantiver unido e ativo, a alma popular e solid\u00e1ria de Lisboa continuar\u00e1 viva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rampa do Vale de Santo Ant\u00f3nio<\/h2>\n\n\n\n<p>Fundado em 2021, o Clube Rel\u00e2mpago nasceu pela iniciativa de um grupo de amigos unidos pela paix\u00e3o pelo desporto popular e pelo associativismo. Desde ent\u00e3o, tem desenvolvido v\u00e1rias modalidades desportivas, sempre com o objetivo de aproximar o desporto da comunidade e de colaborar com coletividades de bairro. Foi precisamente desse trabalho de proximidade que surgiu um dos seus projetos mais marcantes junto do Mirantense, a recupera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3rica Rampa do Vale de Santo Ant\u00f3nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Organizada pelo Mirantense nas d\u00e9cadas de 1940 e 1950, a prova deixou de se realizar em 1954. Anos mais tarde, ao consultarem antigos jornais, membros do Rel\u00e2mpago encontraram refer\u00eancias \u00e0 competi\u00e7\u00e3o. A descoberta despertou a curiosidade do grupo, que decidiu desafiar a dire\u00e7\u00e3o do Mirantense a voltar a organizar a corrida. Da\u00ed nasceu uma parceria que juntou o conhecimento da coletividade hist\u00f3rica ao entusiasmo dos novos organizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rel\u00e2mpago ficou respons\u00e1vel pela componente log\u00edstica e desportiva, tratando do regulamento, das inscri\u00e7\u00f5es e dos contactos com a Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Ciclismo, enquanto o Mirantense mobilizou moradores, comerciantes e institui\u00e7\u00f5es locais. A primeira edi\u00e7\u00e3o da nova fase da prova, em 2021, reuniu 67 atletas e mais de 50 volunt\u00e1rios. Desde ent\u00e3o, o evento tem crescido de ano para ano e, na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, registou 160 inscritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da vertente competitiva, a Rampa do Vale de Santo Ant\u00f3nio recuperou-se como uma festa do bairro. Concertos, oficinas para crian\u00e7as, o Pr\u00e9mio das Varandas e outras iniciativas envolvem moradores de todas as idades, recriando o ambiente das antigas edi\u00e7\u00f5es. Para a organiza\u00e7\u00e3o, a prova \u00e9 uma forma de devolver a rua \u00e0s pessoas e refor\u00e7ar os la\u00e7os da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte da organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 assegurada gra\u00e7as ao apoio de pequenos comerciantes, parceiros locais e volunt\u00e1rios, al\u00e9m da inscri\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos participantes. Um exemplo de como o associativismo continua a manter viva uma tradi\u00e7\u00e3o com mais de 80 anos, transformando a Rampa do Vale de Santo Ant\u00f3nio num momento de encontro, participa\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o da identidade do bairro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a falta de espa\u00e7os desportivos, a escassez de recursos e a press\u00e3o da gentrifica\u00e7\u00e3o, o Oper\u00e1rio Futebol Clube, o Clube Desportivo da Gra\u00e7a e o Mirantense Futebol Clube lutam diariamente para manter viva a tradi\u00e7\u00e3o, a inclus\u00e3o e o associativismo no centro hist\u00f3rico de Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"author":166,"featured_media":10253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[50],"tags":[],"coauthors":[260],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10252"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/166"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10252"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10284,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10252\/revisions\/10284"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10252"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=10252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}