{"id":10087,"date":"2026-06-08T11:31:56","date_gmt":"2026-06-08T11:31:56","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?p=10087"},"modified":"2026-06-08T11:31:57","modified_gmt":"2026-06-08T11:31:57","slug":"e-se-vivessemos-na-suecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/2026\/06\/08\/e-se-vivessemos-na-suecia\/","title":{"rendered":"E se vivessemos na Su\u00e9cia?"},"content":{"rendered":"\n<p>Sempre, ou quase sempre, ao chegamos a uma paragem de autocarro em Lisboa assalta-nos uma d\u00favida: quando vir\u00e1 o autocarro em que pretendemos deslocar-nos?<\/p>\n\n\n\n<p>Nalgumas, poucas, paragens, existe uma informa\u00e7\u00e3o a funcionar que por vezes sofre altera\u00e7\u00f5es, normalmente para pior.<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas vezes somos assaltados pela ideia de encontrar uma alternativa?<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto porque a regularidade do servi\u00e7o dos transportes urbanos \u00e9 uma componente important\u00edssima da qualidade de servi\u00e7o, mas normalmente ignorada.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de regularidade nos transportes \u00e9 um fator de agravamento do tempo gasto nas desloca\u00e7\u00f5es, ultrapassando por vezes o do percurso efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem hor\u00e1rios afixados nos abrigos, mas a fiabilidade da informa\u00e7\u00e3o deixa muito a desejar.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que a responsabilidade pela resolu\u00e7\u00e3o deste problema cai muito mais na al\u00e7ada da C\u00e2mara Municipal de Lisboa do que na da Carris, pois a gest\u00e3o do tr\u00e1fego na cidade pertence \u00e0 primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta \u00e1rea, tal como noutras, o desempenho da C\u00e2mara \u00e9 desastroso. Veja-se a velocidade comercial dos autocarros que em 2022, primeiro ano da gest\u00e3o Moedas, foi aproximadamente 14,15 km\/h e em 2024 ficou-se por 13,71 km\/h, novo m\u00ednimo para aquele tipo de transporte desde 2020. Mas esta \u00e9 outra mat\u00e9ria e fica para outro momento.<\/p>\n\n\n\n<p>A gest\u00e3o do espa\u00e7o urbano, tamb\u00e9m na circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, sendo quase exclusiva da C\u00e2mara n\u00e3o isenta a Carris da responsabilidade de informar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode dizer-se que h\u00e1 uma aplica\u00e7\u00e3o com a localiza\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos por carreiras, mas para ser uma solu\u00e7\u00e3o teremos de assumir que os telem\u00f3veis s\u00e3o computadores de bolso, esquecendo a m\u00e9dia et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estado de coisas traz-me \u00e0 mem\u00f3ria o que me contou um colega que no in\u00edcio da carreira profissional foi fazer um curso de especializa\u00e7\u00e3o \u00e0 Su\u00e9cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Num dia de inverno, ap\u00f3s o per\u00edodo laboral, ele mais alguns colegas ficaram a conversar no local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A dado momento um dos do grupo disse: vamos embora que faltam 3 minutos para o autocarro.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira rea\u00e7\u00e3o dele foi de surpresa. Ent\u00e3o os autocarros t\u00eam este rigor no hor\u00e1rio?<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, bastou uma pequena reflex\u00e3o para concluir: claro, com a temperatura que est\u00e1 l\u00e1 fora quem tivesse de ficar muito tempo a aguardar pelo transporte, j\u00e1 n\u00e3o precisaria do autocarro, mas duma ambul\u00e2ncia pois a hipotermia a isso obrigaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente vivemos em Lisboa o clima n\u00e3o \u00e9 o da Su\u00e9cia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre, ou quase sempre, ao chegamos a uma paragem de autocarro em Lisboa assalta-nos uma d\u00favida: quando vir\u00e1 o autocarro em que pretendemos deslocar-nos? Nalgumas, poucas, paragens, existe uma informa\u00e7\u00e3o a funcionar que por vezes sofre altera\u00e7\u00f5es, normalmente para pior. Quantas vezes somos assaltados pela ideia de encontrar uma alternativa? 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