{"id":33,"date":"2019-02-05T21:34:45","date_gmt":"2019-02-05T21:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/?page_id=33"},"modified":"2019-08-02T11:38:48","modified_gmt":"2019-08-02T11:38:48","slug":"quem-somos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/quem-somos\/","title":{"rendered":"Quem somos"},"content":{"rendered":"\n<ul><li>PROPRIEDADE E EDI\u00c7\u00c3O  SIB A Voz do Oper\u00e1rio Rua da Voz do Oper\u00e1rio, 13, 1100 \u2013 620 Lisboa Telefone: 218 862 155. E-mail: jornal@vozoperario.pt<\/li><li>DIRETOR  Domingos Lobo<\/li><li>DESIGN E PAGINA\u00c7\u00c3O  Ana Ambr\u00f3sio, Diogo Jorge<\/li><li>FOTOGRAFIA  Nuno Agostinho <\/li><li>COLABORADORES  Andr\u00e9 Levy, Bruno Carvalho, Carlos Moura, Domingos Lobo, Eug\u00e9nio Rosa, Lu\u00eds Caixeiro, Manuel Figueiredo, Maur\u00edcio Miguel, Rego Mendes, Rita Morais <\/li><li>REDA\u00c7\u00c3O Rua da Voz do Oper\u00e1rio, 13, 1100 \u2013 620 Lisboa<\/li><li> ESTATUTO EDITORIAL www.vozoperario.pt<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ir onde outros n\u00e3o v\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O ant\u00eddoto para a mentira \u00e9 ir onde outros n\u00e3o v\u00e3o. N\u00e3o estando ref\u00e9m de grupos econ\u00f3micos e financeiros, A Voz do Oper\u00e1rio dedica-se a retratar as realidade que habitualmente n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o na maioria dos jornais. Artigos, reportagens, entrevistas e cr\u00f3nicas que retratam a vida de quem trabalha s\u00e3o a coluna vertebral desta publica\u00e7\u00e3o. Das lutas sindicais \u00e0 atividade das coletividades, do desporto popular \u00e0 cultura alternativa, das agress\u00f5es racistas aos protestos contra as propinas, dos habitantes despejados \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o dos transportes, das reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres \u00e0s lutas dos povos. Esta \u00e9 a verdade a que temos direito e \u00e9 este o jornalismo democr\u00e1tico que tem a obriga\u00e7\u00e3o de fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Chegar mais longe, chegar a mais gente<\/h2>\n\n\n\n<p>Abrir as p\u00e1ginas d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio \u00e9 um gesto repetido por muitos milhares h\u00e1 quase 140 anos. Atualmente, s\u00e3o muitos os que mensalmente recebem o jornal em casa em todo o pa\u00eds e s\u00e3o muitos os que o l\u00eaem nos diferentes espa\u00e7os da institui\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m da edi\u00e7\u00e3o digital, A Voz do Oper\u00e1rio pretende que mais gente se junte a este projeto e caminhe connosco neste trilho iniciado em 1879. Subscrever este jornal n\u00e3o \u00e9 apenas assinar uma publica\u00e7\u00e3o. \u00c9 apoiar uma ferramenta cada vez mais necess\u00e1ria diante dos perigos que espreitam e \u00e9 ajudar-nos a sustentar um projeto que deve ter como principal fonte de financiamento os trabalhadores a quem damos voz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O mais antigo jornal oper\u00e1rio em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds<\/h2>\n\n\n\n<p>Oito anos depois da forma\u00e7\u00e3o do primeiro governo oper\u00e1rio da hist\u00f3ria com a Comuna de Paris, as mulheres e os homens que defendiam os mesmos princ\u00edpios e suavam em Lisboa por meia d\u00fazia de tost\u00f5es na ind\u00fastria tabaqueira decidiram fazer este jornal. Foi 140 anos em 11 de outubro que A Voz do Oper\u00e1rio saiu \u00e0s ruas pela primeira vez. Se s\u00e3o indiscut\u00edveis os avan\u00e7os conquistados pela luta de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de trabalhadores tamb\u00e9m \u00e9 certo que as raz\u00f5es que nortearam os fundadores d\u2019A Voz do Oper\u00e1rio se mant\u00eam vigentes. Em 1879, quando decidiram que n\u00e3o podiam continuar a ver as suas reivindica\u00e7\u00f5es e a sua luta silenciadas pela imprensa alinhada com o poder econ\u00f3mico e pol\u00edtico da \u00e9poca, os oper\u00e1rios tabaqueiros enfrentavam o mesmo d\u00e9fice democr\u00e1tico medi\u00e1tico que enfrentam, hoje, os trabalhadores portugueses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resistir em coletivo<\/h2>\n\n\n\n<p>Fi\u00e9is ao compromisso com os trabalhadores e os seus interesses, os diferentes jornalistas e colaboradores que carregaram em ombros o objetivo de conquistar a emancipa\u00e7\u00e3o social dando voz aos oper\u00e1rios atrav\u00e9s deste jornal assistiram \u00e0s profundas transforma\u00e7\u00f5es do panorama medi\u00e1tico no nosso pa\u00eds. N\u00e3o \u00e9 por acaso que \u00e9 no dealbar das mais importantes revolu\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XX que d\u00e3o os processos mais profundos de massifica\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social. Nos anos posteriores \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, a imprensa oper\u00e1ria multiplicou-se como reflexo da efervesc\u00eancia, da for\u00e7a social e da emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores portugueses. E, a seguir \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o que derrubou o fascismo, em 1974, para al\u00e9m do nascimento de centenas de meios impressos, a nacionaliza\u00e7\u00e3o da banca e dos seguros, detentores dos principais meios de comunica\u00e7\u00e3o, traduziu-se na democratiza\u00e7\u00e3o das linhas editoriais de \u00f3rg\u00e3os que durante meio s\u00e9culo haviam estado amorda\u00e7ados pela censura fascista. A Voz do Oper\u00e1rio testemunhou o nascimento da r\u00e1dio, da televis\u00e3o e da internet e enfrentou m\u00faltiplos desafios que s\u00f3 foram superados gra\u00e7as ao compromisso de milhares de associados. Sendo o jornal oper\u00e1rio mais antigo e o nono t\u00edtulo de imprensa mais longevo dos que todavia resistem no nosso pa\u00eds, A Voz do Oper\u00e1rio \u00e9 a prova de que a fidelidade aos princ\u00edpios fundacionais e a independ\u00eancia de grupos econ\u00f3micos e financeiros s\u00e3o eixos centrais da nossa exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 urgente democratizar os meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Desde que come\u00e7ou a recupera\u00e7\u00e3o capitalista com o processo contra-revolucion\u00e1rio que se desenrola h\u00e1 d\u00e9cadas para descaraterizar as conquistas da revolu\u00e7\u00e3o de Abril, onde se inclui a entrada de Portugal na CEE, os grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros trataram de p\u00f4r em causa a democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Quando se comemoram 45 anos do 25 de Abril de 1974, importa recordar que logo ap\u00f3s o 25 de Novembro do ano seguinte mais de 150 trabalhadores da comunica\u00e7\u00e3o social foram saneados da RTP, Emissora Nacional, Di\u00e1rio de Not\u00edcias, R\u00e1dio Clube Portugu\u00eas, O S\u00e9culo e ANOP, a percussora da Ag\u00eancia Lusa. Com a direita no poder, \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o da esmagadora maioria dos \u00f3rg\u00e3os sucedeu-se a extin\u00e7\u00e3o de dezenas de t\u00edtulos de imprensa e a concentra\u00e7\u00e3o de quase todos os meios nas m\u00e3os de uns poucos grupos econ\u00f3micos e financeiros. O contexto medi\u00e1tico atual, com as devidas diferen\u00e7as, \u00e9 parecido com o vivido pelos oper\u00e1rios tabaqueiros que n\u00e3o conseguiam ver retratado na imprensa da \u00e9poca a sua realidade e as suas aspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, com jornais, r\u00e1dios e televis\u00f5es absolutamente transfigurados e ref\u00e9ns das ag\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o que determinam boa parte da agenda medi\u00e1tica, cresce o perigo do fascismo. As not\u00edcias falsas n\u00e3o existem apenas nas redes sociais. Elas campeiam h\u00e1 anos nos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social. Quem n\u00e3o se recorda das mentiras que se fabricaram para justificar a invas\u00e3o do Iraque? Quem pode omitir que determinados meios viraram trabalhadores do privado contra os do p\u00fablico para justificar a retirada de direitos?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste contexto que s\u00f3 a imprensa livre e democr\u00e1tica pode dar resposta ao recrudescimento do fascismo em todas as suas formas fazendo da verdade uma arma e dando voz \u00e0s lutas de quem trabalha. Ou seja, a esmagadora maioria da popula\u00e7\u00e3o. A Voz do Oper\u00e1rio faz parte dessa resist\u00eancia e procura dar aos seus leitores a qualidade, a diversidade e a profundidade do retrato que fazemos de uma realidade cada vez mais exigente e complexa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROPRIEDADE E EDI\u00c7\u00c3O SIB A Voz do Oper\u00e1rio Rua da Voz do Oper\u00e1rio, 13, 1100 \u2013 620 Lisboa Telefone: 218 862 155. E-mail: jornal@vozoperario.pt DIRETOR Domingos Lobo DESIGN E PAGINA\u00c7\u00c3O Ana Ambr\u00f3sio, Diogo Jorge FOTOGRAFIA Nuno Agostinho COLABORADORES Andr\u00e9 Levy, Bruno Carvalho, Carlos Moura, Domingos Lobo, Eug\u00e9nio Rosa, Lu\u00eds Caixeiro, Manuel Figueiredo, Maur\u00edcio Miguel, Rego &hellip; <a href=\"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/quem-somos\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Quem somos<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"coauthors":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/33"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/33\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2319,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/33\/revisions\/2319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33"}],"wp:term":[{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/vozoperario.pt\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=33"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}